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“Tá. Mas Por Onde Eu Começo?” Parte 2 – Filme

por em 03/11/2011
 

Continuando, vamos agora tratar desse ser alienígena e pertencente a um passado bizarro: o filme.

Vamos deixar a parte técnica e histórica pra outros posts, e nos concentrar nas opções que você tem pra essa sua primeira sessão fotográfica. Considerando que você vai usar um filme do formato “comum”, ou seja, 35mm (ou 135), você tem que pensar basicamente em duas coisas: cor ou preto e branco?

Os filmes podem ser, de uma maneira bem simplória, dividida em três tipos: negativos coloridos, negativos preto e branco, e slides (ou cromos) coloridos. Não existe slide preto e branco. Portanto, não pague mico procurando por um :-) [Updade de 10/01/2013: Existem sim, mas só descobri bem depois de ter redigido esse post. Mas eles são bem difíceis de  achar, e mais difícil ainda é achar quem revele. Logo, o melhor mesmo é ficar com os coloridos… :-D ] 

Filmes Coloridos: são os mais comuns, geralmente mais baratos e mais fáceis de achar. São os que apresentam menos “efeitos legais”, mas são bons pra essas suas primeiras sessões analógicas. Você vai encontrar uns rolinhos de Fuji ou Kodak em qualquer loja de revelação. Pegue um ou dois, prestando atenção no ISO/ASA (veja abaixo), e coloque o filme na câmera (videos abaixo, caso nunca tenha feito isso).

Exemplos de fotos com filme comum.

Filmes Preto e Branco: um pouco mais difíceis de achar, são legais pra começar a fotografar com filmes também. Dão resultados interessantes (porque… tipo… a quanto tempo você não vê uma foto de alguém conhecido em preto e branco? :-) mas são mais difíceis de se encontrar lugar pra revelar. Mas se estiver sem pressa, manda ver. No terceiro post dessa série falaremos sobre como/onde revelar…

Exemplos de fotos com filme p&b.

Slides (ou Cromos, ou Positivos): os mais difíceis de achar, mais caros, mas também os mais divertidos. São os famosos “slides” que provavelmente conhece dos tempos de juventude. Só que podem ser revelados normalmente ou como um negativo colorido comum. Nesse segundo caso, trazem cores muito doidas… mas vamos deixar isso pra outro post.

Exemplos de fotos com filme Cromo.

Tá vendo o ISO 100 alí no rolinho?

Tá vendo o ISO 100 alí no rolinho?

ISO ou ASA: ISO e ASA são básicamente a mesma coisa (em resumo, ASA é um nome velho pra caramba que foi substituido por ISO, que é um nome mais novo). Sem entrar nos detalhes, são números que dizem o quanto um filme é sensível a luz. Quanto menor o número, mais o filme precisa de luz. Quanto maior, menos luz. Os ISOs (ou ASAs) mais comuns são 100, 200, 400, 800 e 1600. Na verdade “comuns” mesmo só os de ISO mais baixo (100, 200, 400…). Pra esse primeiro momento, pode comprar sem medo os de ASA 100, mais comuns e baratos, e basta se lembrar que você vai ter que tirar fotos sempre com muito mais luz do que está acostumado pra câmeras digitais. O ideial é SÓ tirar fotos fora de casa, sob a luz do sol. Você pode tirar fotos dentro de casa com flash também, mas provavelmente vão ficar meio sem graça, a não ser que você esteja usando filme P&B (preto e branco) ou Slide (Cromo). Pra finalizar procure na sua câmera o ajuste de ISO e ajuste pra ficar com o mesmo ISO do filme que você está usando.

“Tá. Mas como se coloca filme na câmera?” Mais fácil mostrar do que escrever. Por isso catei alguns videos no YouTube pra ajudar.

Colocando o filme…

Tirando o filme…

Bom, agora é sair por aí tirando fotos. Depois, quando tiver queimado seus filmes, vamos pra parte 3 dessa série pra aprender como é esse lance de revelar, ok?

Have fun!

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comentários
 
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  • 08/03/2016 em 5:37 pm

    Tenho uma Yashica Ninja Star 2 gostaria de saber onde posso comprar filme slide p/b e onde posso revelar.

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  • Idacir Jr.
    08/01/2014 em 4:46 pm

    Olá, recentemente encontrei uma beirette vsn do meu avô. Ela parece estar funcionando e vou comprar filmes para fotografar.
    Tenho uma dúvida em relação ao foco, as câmeras digitais quando você mexe no foco,etc. aparece as modificações no visor mas na analógica seria igual? Pois quando alterno as configurações não muda nada no que vejo pelo visor (óptico no caso).
    Obrigado pela atenção!

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  • 23/08/2013 em 12:04 am

    então andré, tudo bom?
    sou do tempo que encontrávamos filme em qq lugar, padaria, banca de jornal, super mercado, farmácia… onde eu encontro hj em dia? estou na região da av. paulista.

    abraço

    ps; desculpa a pergunta boba, mas sou iniciante de verdade :)

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    • 23/08/2013 em 8:40 am

      Oi Paloma! Também sou desse tempo ;-) Minha dica é comprar no centro da cidade, na região da Sete de Abril (onde ficam as maiores lojas de fotografia da cidade, como Angel, Consigo…) ou usar a internet mesmo, que é o que mais tenho usado. Sites de lojas como Consigo, Angel, Lomography… e varias no exterior, sendo que destaco a famosa B&H Photo e a querida dos analógicos Freestyle Photo.

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  • Camila
    03/06/2012 em 3:01 pm

    Olá André! Parabéns pelo trabalho no blog – tenho acompanhado as matérias e cada vez estão mais interessantes! :-)

    Estou começando na fotografia analógica, e gostaria de saber se é possível, por exemplo, tirar algumas fotos com o filme em uma câmera, e após isso, trocar/utilizar o mesmo filme para outra câmera. Não queria que as fotos saíssem como dupla exposição, e sim utilizar o restante do filme em outra câmera. Saberia me dizer se há como fazer isso?

    Muito obrigado!
    Camila.

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    • 03/06/2012 em 9:16 pm

      Oi Camila! Tem sim. Você deve fazer o seguinte:

      1) Rebobine o filme na câmera 1 tomando cuidado pra não rebobinar toda a ponta do filme pra dentro do carretel. Pra isso, rebobine beeeeem lentameeeeente, “sentindo” a pressão do filme sobre a alavanca. Quando o filme fizer um “tec” e você sentir que a pressão sobre a alavanca diminuiu (a alavanca está menos dura), pare e abra a câmera. Se tudo deu certo, você parou na hora em que a ponta do filme soltou do lugar onde ele fica preso na câmera.

      2) Retire o filme da câmera 1 e coloque na câmera 2.

      3) Agora você vai precisar avançar o filme até o ponto onde ele ainda está virgem, saltando todas as fotos já tiradas. Pra isso, é só ir tirando fotos com a câmera bem tampada, num ambiente escuro (pra que não entre nenhuma luz) e avançando até o ponro que você quer (por exemplo, se você tirou 15 fotos na primeira câmera, tire 15 fotos na segunda câmera dessa forma, no escuro), e depois tire mais uma ou duas ainda no escuro pra ter certeza que não vai sobrepor nenhuma das ja fotografadas.

      4) Pronto! É só clicar!

      Bjs! :-)

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  • 09/01/2012 em 3:14 pm

    Oi, de novo!
    André, só não entendi uma coisa em relação aos filmes “Cromo”, mas não é justo eu publicar perguntas antes de ler todos os links…
    Mas ainda em tempo, e acho que estou no lugar certo que é “revelação”, queria saber uma coisa em relação aos tamanhos. A Ampliação 10x 15 não tem nada a ver com o filme 35mm mais comum que a gente conhece, não é mesmo? Isso é só o tamanho do papel escolhido para fazer a ampliação, e que pode ser em outros tamanhos, certo? Ou não? Rs! Há um limite de tamanho? Alguma qualidade alcançada pelo filme que pode se perder em tamanhos muito grandes, ou coisa parecida?

    Pergunto isso porque esses dias estive na loja da Lomo, e peguei uma Sprocket Rocket pra sair por aí, brincando com ela. Só me chateou que a menina me deu um filme de ISO 100. Muito pouco. Mas como estava sol e eu bem curiosa com o brinquedo, rs, aceitei. Mas agora me preocupa a revelação. Essa câmera tem um ângulo bem maior, quase uma panorâmica. Tanto, que para um filme de 36 poses tirei apenas 18 fotos. Além disso, ela deixa aparecer os “furinhos” do filme, charme total! rs. Tô com medo de levar num lab qualquer e um zé ruela (desculpe a expressão, mas aqui tem muitos) acabar com a minha brincadeira… O processo de digitalização é normal, posso pedir só pra ele revelar e digitalizar pra mim, sem ampliar? (Talvez seja melhor, senão vou começar e entrar na questão do papel…).

    Fui lá no link com a sugestão de Labs. O mais recomendado pela @lomobr é o “Vapt Vupt” não é vapt vupt coisa nenhuma. Ele, pra me ajudar, entregaria em uma semana. Sendo legal, me fazendo um favor! E o preço? Puxa vida! Cobrou 15 só pra digitalizar + R$ 4 da revelação! Não tá caro isso não? Pensei em levar num labzinho que me entrega em 24h e é baratinho (R$ 4 da revelação + 6 da digitalização) Ou eu é que estou sendo pão dura e colocando minha quase arte em risco? rs.

    Esse mesmo lab baratinho me entregou hoje um CD em branco, HAHAHA, de um negativo que estão, inclusive, as fotos que tirei do alto do prédio que prometi para vocês! Só sei que ficaram boas porque recebi a folha de contato (que você me ensinou a pedir).

    Aiai… tô tomando o tempo de vocês demais, não é mesmo? Desculpe…

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    • 09/01/2012 em 5:00 pm

      Oi Bianca!

      A pergunta foi grande, mas a resposta é simples :-) Imagine que você scaneie na sua casa as suas fotos, ok? Aí você tem no seu computador as fotos em 35mm tamanho normal, e também em formatos diferentes, como da SprocketRocket. Vamos dizer então que você queira imprimir, também na sua casa, na sua impressora comum. Tranquilo, né? Coloca o papel A4, e manda imprimir num tamanho qualquer que caiba na A4, depois é só cortar o papel que sobrou…

      Mas vamos dizer que, por um acaso, você só tenha papel do tamanho 10×15 na sua casa. E agora?! As fotos “normais” vão sair legais… talvez você tenha que cortar um pouco de um lado ou do outro, mas a grosso modo a foto vai sair inteira. Mas e a foto tirada com a SprocketRocket? Ela é mais comprida, né? É… e aí pra ela aparecer inteira você teria que colocar ela no meio dessa folha 10×15, e sobraria espaço em cima e embaixo da foto… ou você teria que cortar as bordas da foto e aí ela ocuparia todo o espaço… pois é. Essa é a realidade dos laboratórios que têm maquinário automático – os famosos “minilabs”. Os minilabs são feitos pra revelarem e ampliarem (imprimirem) fotos em formato “careta” apenas. Elas não têm papel nem estrutura pra “lidar” com outros formatos. E é nesses casos que ter um scanner em casa vale à pena! :-)

      Sobre o tamanho máximo de ampliação de uma foto a partir de um negativo, não, não existe limite. A única questão é que, quanto mais você ampliar, mais granulada a imagem vai ficar, porque você vai estar ampliando os grãos também… :-)

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  • 12/12/2011 em 12:42 pm

    Oi André, tem alguma restrição para revelação de filme PB ?

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  • 08/11/2011 em 11:20 pm

    Cara, sou o maluco do site do filme. Meu nome é Daneil, sou do Rio, tenho 30 anos e não sou fotógrafo profissional. Pelo contrário. To estudando fotografia agora. Mas to muitissimo interessado em fotografia analçogica. Entao é o que quero me aprofundar. E pensei exatamente na tua ideia. Se quiser colaboração, ajuda, qualquer coisa, so falar.

    dacarpe@gmail.com

    Abraço!

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  • 04/11/2011 em 3:07 pm

    Rá! Olha eu lá no vídeo! (ou minhas mãos =)
    Muito bom, fotografar com filme pode não funcionar mais para trabalho, mas ainda é diversão garantida!

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  • 03/11/2011 em 11:45 pm

    Legal. Espero que este blog continue seno atualizado, e que as atualizações continuem a ser disponibilizadas no Twitter.

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