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Sete Razões pra Fotografar com Filme: 2 – O Ritual

por em 09/11/2011
 

"paper romance", por Rênato andrade

Continuamos aqui com a série inspirada no artigo publicado pelo site Light Stalking apontando sete razões porque devemos fotografar com filme.  Nesse segundo post, eu vou um pouco além do artigo original. Explico abaixo, logo após a tradução do segundo motivo do post original:

2. “Sentir” o Filme:

Pode parecer loucura, mas quem, como eu, cresceu nos tempos áureos da Kodak, Fuji, Agfa e Ilford, lhe dirão que existe algo de muito especial sobre colocar a mão no bolso e retirar de lá um rolo de filme. Encaixar a ponta de um rolo em uma Nikon, rasgar a embalagem de um filme 120mm, preocupand-se em nã expor demais o filme à luz, são coisas simples que marcavam um fotógrafo.
– Jason Row 

sem título, por maíra erlich

Pois bem, eu vou além. Beeeem além. Quem leu meu primeiro post nesse blog conheceu a metáfora da comida caseira versus comida de restaurante. Pois bem, é mais ou menos por aí. Fotografia analógica é como fazer comida em casa.

Diferente da digital, na fotografia analógica existe um ritual (bem mais) completo e deliciosamente complexo, escolhemos a câmera e o negativo a usar como quem escolhe os ingredientes de um prato. Com paciência, “cozinhamos” as imagens ao clicá-las, e temos que aguardar o tempo certo pra termos as imagens em nossas mãos, como quem aguarda horas pra um determinado prato ficar pronto (só que relevação, se você não fizer em casa, leva dias :-)

"Um Longo Caminho...", por André Corrêa

Mas pra mim o prazer está nos detalhes desse processo. Começa sim com escolher o filme, mas mais do que isso, com escolher se quero pb ou cor, cromo ou negativo? Porque, depois de carregada a câmera, já era, bebê… tem que esperar o rolo acabar, né? Daí vem escolher os rolos que vai levar no bolso… outros iguais ao primeiro, ou diferentes? Como vai estar o dia? Qual a melhor escolha pra luz que vou encontrar?

Depois vem a seleção. Selecionar o que quero fotografar. Afinal, só tenho 24 ou 36 fotos no rolo… então escolho com calma, enquadro com carinho e ansiedade. E, depois de clicar, nada acontece. Nada de imagem na traseira da câmera, nada de deletar se não gostou. Está lá, no negativo, pra sempre. UAU! :-D

Mas não para por aí. Como eu não revelo em casa, mas digitalizo em casa com meu HP G4050 (o preferido dos fotógrafos analógicos amadores :-) chega a hora de pegar os rolinhos que chegam do laboratório, esticar, cortar, colocar no scanner e esperar as imagens surgirem na tela, lentamente, na velocidade do scanner… um momento de ansiedade que remete aos tempos de esperar a imagem aparecer em um papel fotográfico banhado na química de ampliação…

Depois disso vem o prazer de ver as imagens, expor pros amigos, família, imprimir, aprender com as que ficaram ruins… curtir a cria.

Ufa… enfim, é mais ou menos por aí. Desculpem o post enorme, mas achei que valeria a pena dividir com vocês meu ponto de vista sobre esse tópico. ;-)

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comentários
 
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  • Estevao Calahani
    27/03/2012 em 11:51 pm

    É isso, cara ! O PROCESSO é que é o grande barato e que faz a maior diferença…
    Parabéns pelo site.
    Continuemos com a comida caseira, especial e artesanal.
    Boas fotos

    Responder

  • 10/01/2012 em 4:54 pm

    Olhaa… q blog bom hein!!! Gostei, vou passar por aqui mais vezes! Vc me adicionou no twitter e agora tb te sigo, e não só isso vou passar a visitar seu blog mais vezes!!!
    Quero dicas desse scanner, ganhei uma analógica de um amigo e não sabia que poderia fazer em casa apenas scanneando!!! Show! Obrigada!
    bjs

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