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Sete Razões pra Fotografar com Filme: 4 – Aprender Sobre Exposição

por em 11/11/2011
 
Pedras Portuguesas / Portuguese Stones*

"Pedras Portuguesas", por André Corrêa

Continuando nossa série de Sete Razões blablabla….

4. Aprender e Entender Exposição:

A razão do post anterior nos traz para o aprendizado de exposição. Apesar de o filme ser conhecido por ter uma escala tonal* maior do que o da fotografia digital, ele tem uma tolerância menor a exposições incorretas. Uma imagem subexposta não pode ser recuperada na hora da relevação, da ampliação, nem no photoshop. Ela precisa ter sido exposta corretamente na hora de clicar, e você precisa entender o que está acontecendo.
– Jason Row 

"A Storm is Comming", por André Corrêa

Subexposto...

Dessa vez o Jason foi meio técnico, né? Mas se você leu a minha explicação pra lá de simplória sobre escala tonal, acho que deu pra entender essa parte. Já a questão da fotografia de filme não suportar exposições incorretas, é isso mesmo. O filme é temperamental. É sem paciência, sem saco. Combinou com ele que pra uma foto assim, tem que ter esse tanto de luz, tá combinado. Se deixar entrar luz de mais, estoura. Se entrar luz de menos, é um breu. Já com câmera digital não é bem assim. Um sensor de câmera digital “suporta” você expor um pouco mais ou menos. Também, pra que serviria aquela tecnologia toda se não suportasse, né?

[Update de 16/03/2012: Relendo esse post percebi que me fiz entender mal. Câmeras digitais realmente aguentam mais variação de luz, mas no modo automático, onde elas podem ajustar o ISO que está em uso. O fato é que, comparando uma analógica manual com uma digital manual (com ISO fixo em ambas), o filme tende a levar vantagem. O motivo é a latitude do filme, que permite que ele aguente muito mais variação de luz do que o sensor que, quando está com ISO fixo, possui pouquíssima latitude. O que quis dizer no parágrafo acima, e que reforço nos próximos, é que, ao escolher um filme antes de colocar na câmera, você está preso àquele ISO, mesmo que ele tenha uma boa latitude. Já numa digital, nos modos automáticos, existe a possibilidade da câmera ajustar o ISO pra você, o que te deixa acomodado e preguiçoso…]

Sem Título, por André Corrêa

... Superexposto

Mas, enfim, porque essas limitações são algo bom? Porque te fazem aprender, te fazem se esforçar, te tiram da mesmice. E o que “se esforçar” tem de bom? Ué! Todo que você faz com esforço não é melhor, mais recompensador, mais prazeroso do que as coisas que são “moleza”? Então tá respondido! :-D

Agora, posso contar um segredo? Muitas vezes essa intolerância do filme te presenteia com imagens super interessantes, principalmente se você mantiver a cabeça aberta e não for um maníaco controlador com suas imagens. Eu me amarro… ;-) As imagens desse post são exemplos disso.

Abs!

* Em resumo, a quantidade de cores que o filme é capaz de captar. Sabe caixinha de lápis de cor? Tem desde caixinha de 12 cores até aquelas enormes de mais de 100 cores, né? Então… mais ou menos isso ;-)

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comentários
 
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  • silvano rocha
    07/12/2012 em 9:00 am

    Bom dia André, lendo este post antigo é perceptível sua evolução, acredito que deva editar esse post, pois é sabido que o filme possui muito mais latitude que o sensor digital e aguenta muito mais sub e superexpor. Abração.

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    • 07/12/2012 em 9:04 am

      Oi Silvano! Pois é… o que gosto desse formato de blog é exatamente a possibilidade de se verificar como as coisas mudam.

      Eu reparei que escrevi besteira no meu primeiro parágrafo, mas acho que já havia corrigido isso no update de março, não? Ou esqueci de algo? Se esqueci, por favor me ajude a achar, que eu faço mais um update :-D

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  • 11/11/2011 em 6:37 pm

    Opa Tuku!

    Gostei da nitidez da lente! Mas, com o eu tinha imaginado, o enquadramento/distancia focal dela me lembra mais o da Trip do que o da LC-A (as duas são minhas analogicas favoritas ;-)

    P.S: Preguiça é foda, né? ;-P

    Abs!

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  • 11/11/2011 em 5:18 pm

    Bacana teu blog! Concordo com com todas as razões para fotografar analogicamente – e é um vício.

    Repondendo o que tu deixou lá no blog (vida analógica), a Smena que comprei é ótima, só revelei um filme até agora, mas me encheu de surpresas: (http://www.lomography.com/homes/tukumoura/albums/1765333-17-smena-8m-kodak-professional-100) – e ela esta mais pra mãe da LC-A do que para irmã da trip =D

    Quanto ao experimento, falhei mesmo, mas o irado é tentar certo? Já ouvi falar nestes de colocar algo entre a objetiva e o filme, mas tenho medo tbm – e preguiça.

    por hora é só!

    Tuku!

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