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Quer mais um rótulo legal pro que você faz? Que tal “Low-fi Photography?”

por em 22/12/2011
 
Sem Título / Untitled, por André Corrêa

Sem Título / Untitled, por André Corrêa

Quando te perguntam qual tipo de fotografia você gosta, e você quer falar de fotografia analógica como hobby, fotografia de toycamera, pinhole, lomography fica meio complicado explicar pra sua prima bitolada porque você gosta desse troço, né? Pois bem… e porque não complicar um pouco mais? :-)

Brincadeirinha. Não vamos complicar. Vamos simplesmente continuar nosso processo de mostrar que fotografia analógica e lomografia são coisas diferentes (mas, é claro, complementares). Nós já falamos que Lomografia é uma marca registrada, já falamos que muito do que se faz não é lomografia, é fotografia experimental. Pois bem, hoje eu me lembrei, ao redigir um post (que vai ao ar amanhã) sobre uma revista focada em fotografia desse tipo, de uma expressão que adoro: Low-fi Photography.

A fotografia low-fi (ou “lo-fi”, ou de baixa fidelidade ou baixa definição) é o contrário da fotografia de alta qualidade/definição, de um bilhão de megapixels e detalhes de cada fio de cabelo da modelo. Low-fi é, de certo modo, a fotografia vintage que está tão na moda. Até porque a fotografia vintage tem a estética de “fotografia antiga”, e fotografia antiga era de baixa fidelidade por natureza, já que não existiam câmeras de alta defininição, né?

Paris, por Nirvana

Paris, por Nirvana

Não deu pra entender ainda? Quer que eu desenhe? Tá. não vou desenhar, mas vou colocar uns bullets aqui.

  • Polaroid tem alta definição? Dá pra ver com clareza a diferença entre cores e luzes em cada parte dos objetos fotografados?
  • Filme 35mm vencido tem alta definição? Dá pra ver o detalhe do detalhe do detalhe da orelha do gato no fundo da foto?
  • Fotografia feita com câmeras de lente de plástico tem imagem límpida, “perfeita”?
  • Revelar um filme cromo em xpro deixa o filme mais nítido? Com os detalhes mais definidos?
  • E fotografia pinhole? Tem imagens bem definidas?

A resposta pra todas as perguntas acima, pelo menos no meu caso, é “Não, mas eu gosto assim!” Pois é! Você GOSTA de low-fi! :-)

mam, por Bruna Silva

mam, por Bruna Silva

“Aaaahhh! Então “low-fi photography” é uma forma de falar de fotografia analógica!” Nope! Low-fi é fotografia analógica de baixa definição. Você pode não saber, pode não conhecer, mas existe fotografia analógica de alta definição. Filmes de ISO baixo dão mais detalhes a um filme, médios e grandes formatos também. Portanto, fotografia low-fi é analógica, mas nem toda fotografia anlógica é low-fi, ok?

Bom, é isso. Low-fi, contrário de Hi-fi. Quer saber mais? Amanhã a gente vai falar de uma revista dedicada só a esse assunto ;-) Mas vou deixar uma dica: porque você não entra no Google e coloca lá “Low-fi photography”? Vai encontrar sites, blogs e imagens que vão te ajudar a ir além do conceito de lomografia, e entender que low-fi pode dar mais belezas e sensações do que a turma de Viena tenta vender passar ;-)

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comentários
 
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  • flávia basssalo
    24/05/2012 em 3:17 pm

    a maioria das minhas fotos são low-fi, sem foco ou como as passoas costumam dizer…”estranhas”, mas eu as definia de um outro jeito…me encontrei com o work shop, quando vc explicou essa terminologia!

    pra mim as minhas fotos na fotografia contemporanea,são conceituais, não é modestia a minha, só to dizendo pelo que já lí sobre fotografia contemporanea de arte! (artista é tudo maluko mesmo!)

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  • 30/04/2012 em 11:22 am

    Oi Priscila! Que bom que gostou! :-D

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  • 27/04/2012 em 10:16 pm

    Muito bom! Gosto muito do seu estilo de falar de fotografia e adorei a matéria!
    Também adoro o estilo vintage e low-fi. No blog tem vários exemplos de fotos com filtros e edições que simulam estas câmeras fotográficas antigas e dão esse aspecto as imagens! Parabens! :)

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  • 06/04/2012 em 5:08 pm

    “A verdadeira tradição em arte é o respeito à antiguidade e o horror aos métodos do passado. Somente se renova aquele que tem coragem de se libertar. Veneremos os antigos e, como prova do nosso amor, não os imitemos”. (Ronald de Carvalho, A arte moderna, Recife, 1924)

    Vi essa citação na exposição Modernismos aqui no Rio e lembrei do post.

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  • Fernando
    21/03/2012 em 3:45 pm

    “…Até porque a fotografia vintage tem a estética de “fotografia antiga”, e fotografia antiga era de baixa fidelidade por natureza, já que não existiam câmeras de alta defininição, né?”””

    Mas não existiam câmeras antigas que tiravam fotografias com imensa resolução!? Em chapas grandes, por vezes de vidro!?

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    • 21/03/2012 em 4:40 pm

      Opa Fernando! Sim e não. O problema é que o conceito de Alta Fidelidade é relativo, concorda? Certamente, na época, as chapas de vidro, metal, ou até os filmes grande formato, eram considerados “Alta Definição”. Aliás, provavelmente ainda são. Afinal, guardam mais detalhes que seus parentes menores, os filmes de pequeno e médio formato.

      O lance é que, com a fotografia digital profissional, com as câmeras de médio e grande formato digitais, e até as digitais full frame, a alta definição do filme de repente não soa mais tão “alta” assim, concorda? Principalmente pelo ponto de vista da fotografia profissional…

      Mas, enfim, isso aqui é quase uma discussão semântica, na verdade. O fato é que, sim, você está certo, existiam grandes formatos, e eles tinham uma qualidade excepcional pra época :-)

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      • Rogério Soares
        26/07/2012 em 1:17 pm

        André Corrêa, venho acompanhando seu site a pouco tempo e tenho gostado muito, porém, discordei do seu ponto de vista ao ler:

        ” O lance é que, com a fotografia digital profissional, com as câmeras de médio e grande formato digitais, e até as digitais full frame, a alta definição do filme de repente não soa mais tão “alta” assim, concorda? Principalmente pelo ponto de vista da fotografia profissional… ”

        para explicar melhor sobre o que estou falando, recomendo um site, http://fotografianalogica.blogspot.com.br/ em que esse assunto é bem explicado. no mais, parabens pelo seu trabalho :)

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        • 26/07/2012 em 10:41 pm

          Oi Rogério! Entendo sua discordância e, por mais que pareça estranho, eu concordo com você ;-) É que, como você já deve ter percebido ao acompanhar o site, tendo a simplificar os assuntos pra poder introduzi-los a quem não conhece nada sobre eles. E, como não existe verdade universal, alguns tópicos que possuem mais de um pontos de vista, e/ou que são polêmicos, acabam sendo abordados de forma simplista, e esse é sabida e intencionalmente o caso aqui, até porque o objetivo do post é falar sobre o “lado low-fi” da fotografia analógica.

          Mas, de qualquer forma, me permita esclarecer que quando me refiro à “definição” nesse post, me refiro tão somente a capacidade de se gerar/gravar mais detalhes, e não a questões como alcance dinâmico, latitude, profundidade, cores…

          Abs!

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  • 29/12/2011 em 6:29 pm

    Oi André! Obrigada pelo comentário! =)
    Sim, sim, é a Fisheye com caixa estanque. Estão vendendo um combo pack, lá na lomography. É Muito engraçado fotografar embaixo da água, os rostos ficam distorcidos e é divertidíssimo! =D

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  • 28/12/2011 em 11:38 pm

    Quando eu descobri que aquilo que eu mais gostava nas fotografias tinha nome (low-fi) não resisti e me entreguei às lomografias. Sim, por enquanto estou fazendo apenas lomografias como fotografia analógica experimental porque pedi uma Fisheye de presente. Em breve comprarei novas câmeras, aprenderei mais sobre os filmes e tudo, tudinho que esse blog me traz diariamente, rs.

    Segue o link das minhas primeiras lomografias: (a perdoa, eu ainda estou aprendendo, ok? Não sabia nem pôr o filme!):

    http://www.lomography.com.br/homes/bianca-carvalho/albums

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  • Nirvana.
    22/12/2011 em 9:48 pm

    Andrééééé, quase explodi de felicidade quando vi minha fotinha no meu blog favorito!!!
    Nem preciso dizer que eu sou apaixonada por Low-fi, né???
    AAA outra coisa, linda a sua foto em polaroid, acho que ainda não tinha visto nenhuma das suas!!!
    Como sempre, o blog está maravilhoso ;)
    Abraços!

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