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Contando Até 10 com Larice Barbosa: fotógrafa e ilustradora incrível…

por em 25/02/2012
 

A Larice diz que é tímida. Aparece de costas (ou com rosto escondido) nos avatares das redes sociais, nunca aparece ela mesma nas fotos que tira, mas não tem problemas em expor seus excelentes trabalhos. Tem  Twitter, Facebook, Flickr, Tumblr, Cargocollective e até loja virtual. Já foi entrevistada por outros sites… e mal chegou aos 21 anos! Eu particularmente curto muito o trabalho dela, e tento acompanhar de perto o que ela apronta. Por isso mesmo resolvi trazer elas pro Contando Até 10. Diz ela que fala através das suas imagens. Mas hoje botei ela pra falar, ou pelo menos escrever, um pouco, pra variar ;-)

Então tá, né? Com vocês Larice.

1. Apresente-se pro povo…

Larice Barbosa, 21 anos, presa em São Paulo enquanto ainda preciso, rabisco e clico nas horas vagas e não vagas.

Entrevista012. O que faz da vida?

Sou estudante de design gráfico, pretendo atuar na área de ilustração e quadrinhos num futuro próximo, desenho e fotografo por paixão.

3. E a fotografia?

Me interessa desde meus tempos primórdios, quando minha família registrava compulsivamente minha infância e de meu irmão, e depois, em minha adolescência quando comecei a enxergar a fotografia com outros olhos.

4. E a fotografia analógica?

A paixão veio na adolescência também, conheci muitos trabalhos com filme pelo Flickr, fui lendo sobre e me interessando cada vez mais. As estética da fotografia analógica pra mim é especial, parece que deixa tudo mais querido, mais intenso. O processo manual, é tudo mais mágico, mais próximo, único. Uma vez que experimentei fotografar com filme, tudo se encaixou, era dessa forma que eu queria me expressar, foi identificação e amor à primeira vista.

5. Quais cameras analógicas você tem?

Uma Pentax K1000 (minha primeira e eterna paixão), Yashica MG Motor (a automática que acompanhou minha infância), Zenit 12XP, Olympus Trip 35, Canon T70, Yashica 2000N (falseta), Holga 135BC, Disderi Robot 3, Olympus Pen EE-3 e minha única digital, uma humilde Canon PowerShot A590 IS.

Entrevista056. Tem algum filme de preferência?

Os da FujiFilm me agradam mais em relação à cores, e os que mais gostei até hoje foi o Fuji Superia X-tra 800 e Fuji Pro 400H. Outro que é garantia de bons resultados e muito fácil de achar por São Paulo é o Pro Image 100, da Kodak.

7. Tem algum estilo de preferência, dentro da fotografia com filme?

Gosto muito de retratos não tradicionais, nudez artística, fotos de pequenos detalhes do cotidiano que marcam, se fazem especiais, lugares vazios, um tanto de natureza também, tudo isso envolto em um “estilo pessoal” e/ou artístico.

8. Tem algum fotógrafo que seja referência pra você nessa área? Porque?

Muitos, os mais conhecidos como David Hamilton, Tim Walker, Francesca Woodman, Brassaï e alguns mais atuais e muito promissores como Mariam Sitchinava, Viola Cangi, Sabino Aguad e Gui Mohallem. Todos por estarem mais ou menos na mesma linha de fotografia que citei como meu estilo de preferência.

9. Uma dica pra quem tá começando na fotografia analógica.

Não tenha dó de experimentar, gastar rolos de filmes a fim de conhecer como sua câmera atua, quais as características do filme que está usando nas mais diferentes situações. Com muita luz, pouca luz, em movimento, parado, em improviso ou pensado, tudo! No começo o que vale é ter essa intimidade com a sua câmera, conhecer seus segredinhos, truques, limites… Esqueça que está gastando filme, o quanto custou e ainda vai custar, pra fazer valer cada frame, primeiro você precisa se familiarizar com a fotografia analógica, saber o que está fazendo, e isso inclui muitas tentativas e erros…

10. Outra dica, pra não te chamarem de egoísta…

Converse com outras pessoas que também estão começando e as que já são mais experientes, leia manuais, dicas em sites, revistas, livros, tire dúvidas, mostre suas fotos para outras pessoas, compare resultados, aceite críticas. Busque conhecimento, já dizia Bilu!

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comentários
 
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  • Madelaine
    20/12/2012 em 11:45 am

    Posar pra Larice virou meta na vida.

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  • 10/06/2012 em 4:18 pm

    Eu já tinha visto o flickr desta garota, até favoritei as fotos dela, ela é muito boa.

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  • 28/02/2012 em 9:34 am

    Meu pai virou publicitário por ser um ótimo desenhista (começou desenhando storyboard. Desde pequeno eu e meu irmão fomos estimulados a desenhar, ele se tornou um bom desenhista, chegou a fazer uns freelas e tudo. Eu, fotografei. rs
    Deveria ter falado disso na entrevista. rsrs

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    • André Corrêa
      28/02/2012 em 10:56 am

      Meu pai idem… acho que todos os publicitários daquela geração (nascidos por volta de 1950) cresceram assim…

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  • 27/02/2012 em 11:51 am

    muito legal a entrevista. adoro os trabalhos da Larice. e só pra constar, meu avô era pintor e meus irmãos desenham bem. acho que escolhi a fotografia, pois desenho bem só na minha cabeça. rs

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    • André Corrêa
      27/02/2012 em 3:03 pm

      De artista plástico e louco todo fotógrafo tem um pouco. Meu pai era publicitário e pintava pra cacete. Meu avo era cartunista da revista O Cruzeiro… :-))

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  • 25/02/2012 em 5:55 pm

    Boa entrevista, gostei muito dos rabiscos da moça. Nunca podemos esquecer da relação direta que este tipo de arte tem com a fotografia (vide as influências de Cartier-Bresson, por ex.).

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    • André Corrêa
      25/02/2012 em 6:07 pm

      Que depoimento lindo! :-)

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    • André Corrêa
      25/02/2012 em 6:16 pm

      Verdade! Larice, você devia ler a biografia do Bresson (o fotografo, e não o gato)… Vai adorar! Ele viveu a vida inteira entre as artes gráficas (pintura e ilustração) e a fotografia…

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      • 25/02/2012 em 6:29 pm

        Tem um artigo muito interessante, escrito por um filósofo, sobre essa influência do Cartier-Bresson no livro 8x fotografia. O resto do livro não vale muita coisa, mas esse artigo é fundamental.

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