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Contando Até 10 com Carol Ferreira, do site Lomocinhas!

por em 03/03/2012
 

A Carol é amiga da Camila Ávila, que já entrevistamos aqui, e as duas acabaram de lançar o site Lomocinhas (não confundir com o Lomogracinha, que é da Julie da Larissa e da Natália). A Carol, como muitos de nós, cresceu vendo seus pais tirarem foto adoidado de todos os momentos especiais da família, o que a levou a fotografar também.

O Lomocinhas surgiu quando ela e a Camila se reaproximaram (depois de alguns anos de afastament0) por causa da lomografia. “Comecei a chamar ela de Lomocinha e começamos a ter algumas ideias”, diz Carol. Vamos então ver o que ela anda aprontando.

1) Apresente-se pro povo…

Então…Sou a Carol Ferreira, atualmente sou uma das organizadoras do www.lomocinhas.com, site dedicado a lomografia e fotografia analógica em sociedade com a querida da Camila de Ávila.

2) O que faz da vida?

Primeiramente, sou mãe de uma menina linda chamada Júlia, de 6 anos, que eu fiz na vida e que é minha vida. Nas horas vagas sou publicitária e trabalho como redatora, roteirista, social media e produtora de tv e fotografia. Agora também sou blogueira.

3) E a fotografia?

Meus pais sempre gostaram muito. Tinham uma Yashica MF-3 (se minha memória não falha). Apesar de ser uma câmera simples, usaram durante anos e saíam coisas bem interessantes com ela. Tenho muitas fotos da minha infância até pouco antes da adolescência. A partir daí tive uma fase escura a qual não deixava ninguém me fotografar nem tirava nenhuma foto de nada (se arrependimento matasse…).

Foi quando fiquei grávida que fiz um negócio bem bom. Uma amiga da minha mãe queria minha cama de solteira e disse que trocava ela por uma Zenit. Já estava cursando publicidade e tinha cadeiras de fotografia e me apaixonei novamente pelo processo inteiro, pois tínhamos experiências direto no laboratório.

Caçada de balões 2011- Morro Da Antena4) E a fotografia analógica?

Acho que sempre fui analógica. Quando era pequena também fotografava com a câmera dos meus pais e adorava ficar olhando os negativos revelados e adivinhando que fotos eram as que estavam ali. Depois aconteceu esse bric joia que citei acima e em seguida descobri a lomografia e aí fiquei caída pelas toy câmeras e viciei nesse negócio.

5) Quais câmeras analógicas você tem?

Uma Zenit 122, uma Holga GCFN 120, uma Action Sampler Stereo, uma Robot e agora uma Aquapix.

6) Tem algum filme de preferência?

Eu tenho dois, fica difícil escolher entre um e outro: Velvia e Provia. Mas gosto de experimentar tudo o que aparece. Um amigo me deu um Tungstênio estou louca para ver o resultado.

Catedral São João Batista - Santa Cruz7) Tem algum estilo de preferência, dentro da fotografia com filme?

Acho muito relativa essa coisa de estilo. Eu mais procuro meu estilo dentro do meu trabalho do que sigo algum estilo específico. Eu curto experimentar, acho que o bacana da fotografia analógica é ficar na expectativa dos resultados que tu experimentou no momento. Aquela angústia que dá de terminar o rolo de uma vez e esperar até a revelação.

8) Tem algum fotógrafo que seja referência pra você nessa área? Porque?

Henri Cartier-Bresson para mim é mestre. Fez de cenas simples verdadeiras obras, captou com poesia suas fotografias. Poesia escrita com luz.

Admiro muito meus amigos envolvidos com a arte. Faço deles minhas referências também, não importando quanto tempo cada um tem de estrada. São os que sempre estão comigo, que me dão dicas, que trocam experiências, que buscam sempre compartilhar conhecimentos e aflições. São eles:

(Todos esses parceiros do Bulb – grupo de fotografia analógica em Santa Maria)

  • Professora Laura Fabrício que me mostrou muitas referências e caminhos;
  • Professor Roberto Bordin (sócio proprietário do BunkerMedia também) que me ensinou o processo do laboratório e pinhole.
  • Wandeclayt Mello do qual já fui modelo, produtora de fotografia e cultural do antigo estúdio/escola de fotografia BunkerMedia, aprendi muito com ele.
  • Rafael Happke grande incentivador, amigo e fotógrafo, prazer imenso de ter alguns projetos em andamento com ele.

Acho respeitável dar valor ao que está mais próximo da gente. Claro que referências são tudo, pesquisar sobre o assunto, encher o olhos com coisas belas é muito importante. Mas são essas pessoas de carne e osso que estão no teu convívio diário que te ensinam coisas e que estão sempre ali quando tu precisa compartilhar dúvidas e alegrias, essas são essenciais.

Trem da tarde #MurrugaFeelings9) Uma dica pra quem tá começando na fotografia analógica.

Não ter medo de errar porque não existe errado e certo, principalmente na lomografia. Tudo é aprendizado.

10) Outra dica, pra não te chamarem de egoísta…
Experimente sem medo de ser feliz. Só assim poderá saber o que funciona e o que não funciona. Particularmente estou sempre em estágio de experimentação e adoro.

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