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Eternizando as fotos analógicas da sua família ao estilo Nick DeWolf

por em 12/04/2012
 
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Irmã de Nick, em 1961

Eu já falei aqui sobre as vantagens e prazeres de se digitalizar as fotos antigas da família, e até dei meu próprio projeto como exemplo. Mas hoje trago até vocês um projeto que quase me fez chorar.

É o seguinte. Era uma vez um cara chamado Nick. Nick DeWolf. O Nick era meio que geniozinho. Se formou em engenharia no MIT, fundou uma empresa gigantesca de testes eletrônicos chamada Teradyne, criou mais de 300 tipos de testes para semicondutores e sistemas eletrônicos. Morreu de tédio já? Então segura o sono, que agora é que começa a ficar bom.

Acontece que, durante as horas vagas, ele praticava sua paixão: a fotografia. Carregava sua câmera o tempo todo, dentro ou fora da empresa, tirando trocentas fotos por onde passava (te juro que me lembrou MUITO a história da Vivian Maier), até que, é claro, um dia ele faleceu.

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Martha's Vineyard, 1961

Foi aí que a coisa começou a ficar interessante pra gente aqui. Acontece que o enteado dele, Steve Lundeen, resolveu começar a organizar o gigantesco arquivo de fotos do padrasto, e foi se encantando cada vez mais. Até que resolveu compartilhar com o mundo as fotos no Flickr. São mais de 50 anos de fotos mundanas e fantásticas, cor e pb, digitais e analógicas, abstratas e realistas. Navegando pelas galerias eu encontrei algumas que me deixaram de queixo caido…

O cara era um compulsivo, e fotografou até a morte, em 2011. Mas existe uma segmentação das fotos por datas, o que faz com que você possa navegar pela vida do cara, pelas câmeras, pelos filmes, pelo olhar dele, de 1952 até 2011!

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Sim, ele também fotografava gatinhos. 1967

Steve publica fotos diariamente, numa média de 20 fotos por dia, em um perfil que – isso é mais um charme – tem o nome do padrasto, a foto do padrasto… ou seja, é como se o padrasto estivesse lá, compartilhando suas fotos conosco, diariamente.

O Flickr do Nick você vê aqui, já organizado por datas. Eu particularmente gosto mais das dos anos 50 aos 70, onde inclusive ele usou e abusou do pb de forma linda. Tem fotos de tudo. Lugares, gente, bicho, criança, macro, paisagem… o cara fotografava “de um tudo”:-)

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O pai de Nick, em 1967

Agora, traga isso pra você: imagine fazer isso com as fotos da sua família, e conseguir ver a evolução fotográfica do seu pai, por exemplo? Imagine ter todas as fotos pra todos que amam, ou amavam, aquele fotógrafo, verem, curtirem, comentarem, matarem saudades? Pense nisso… ;-) A magia fotografia vai além, muito além, do (seu) click…


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