24comentários

Brincando com o ISO de um redscale… QUALQUER redscale…

por em 16/04/2012
 

Essa eu descobri hoje, e achei muito legal. Sabe aquele lance de Redscale com ISO variável que existe em alguns Redscales comercializados? Pois bem… dá pra fazer isso em qualquer redscale, inclusive um caseiro! ;-)

O fotógrafo James Buttler fez alguns testes e publicou no seu Flickr. Olha que legal:

Redscale Explanation #2

Na imagem aí em cima, ele conta que usou um redscale feito em casa com um Fuji Superia de ISO 400. Pois bem, ele resolveu ir mudando a velocidade do filme (o ISO) a cada foto. Começou com o ISO 400 do filme, depois diminuiu um ponto, passando pra ISO 200, e assim foi, até ISO 25, descendo de um em um. O resultado fala por si só. Na opinião dele, o resultado mais legal é o da foto tirada com a câmera puxando o filme em 4 pontos pra baixo, pra ISO 25. Na minha opinião é a puxada pra baixo em 3 pontos, pra ISO 50. Um belo equilíbrio de laranjas, amarelos e vermelhos (e você? Qual prefere?)

redscale exposure tests

Mas não para por aí. Ele fez outro teste, dessa vez apenas com três velocidades, novamente com um Fuji Superia 400 convertido pra redscale.

Aqui ele usou três velocidades de ISO:

  • 100 no topo, ou seja, dois pontos (ou stops) abaixo do ISO original do filme,
  • 50 na foto do meio (três pontos/stops abaixo)
  • 25 na última (3 stops abaixo).

Ele ainda brinca dizendo que a “sabedoria do Flickr” diz que devemos, em redscales caseiros, fotografar filmes de ISO 400 como ISO 100, mas que ele iria além e fotografaria sempre a ISO 25. Eu acho que concordo, e vou experimentar!

“E na revelação, como fica?!”, pergunta você, caro leitor, com toda a razão? Olha, ele não fala absolutamente nada sobre revelação. Logo, parto do princípio que ele revelou o filme em seu ISO original mesmo, ou seja, como ISO 400… o que parce fazer sentido por dois motivos: primeiro porque como ele mudou o ISO durante a sessão de fotos, não teria como ele escolher um “ISO certo” pro rolo inteiro. E segundo porque todas as fotos com ISO configurado três pontos ou mais abaixo do ISO do filme aparecem mais desbotadas, o que é normal de filmes puxados pra baixo na câmera, mas não na revelação…

Enfim, vamos experimentar?

Quanto vale esse post pra você?
Pense nisso e, se achar justo, colabore conosco! Você pode apoiar o Queimando Filme através de doações (faça a sua aqui!), divulgando esse post para seus amigos, ou até simplesmente clicando nos banners dos anunciantes! Tudo isso ajuda o Queimando Filme a continuar postando conteúdo de qualidade para todos os amantes da fotografia analógica ;-)

comentários
 
Deixe uma resposta »

 
  • Filippo
    03/05/2012 em 1:55 pm

    deixa eu aproveitar para perguntar.. recentemente revelei dois rolos de redscale, um puxando 2 stops e o outro 3. o cara que revelou até estranhou puxar tanto com filme colorido

    só que quando comentei que queria puxar mais (4 ou 5 stops) uns filmes PB, ele falou que não se faz mais de 3 stops. é um costume daquele laboratório específico ou é prática generalizada? alguém sabe me responder?

    Responder

    • 03/05/2012 em 2:41 pm

      Opa Filippo!

      Não posso dar certeza, mas não me espantaria se fosse uma limitação do minilab, da máquina que ele usa. Porque “na mão” não tem limite não…

      Abs!

      Responder

      • Filippo
        03/05/2012 em 2:46 pm

        o laboratório que fui só faz revelação manual mesmo.. vou tentar pesquisar entre outros laboratórios a prática.

        abs

        Responder

    • 03/05/2012 em 3:19 pm

      Desculpa me meter aqui na conversa… Eu pessoalmente não sei (sabia) se existe, por padrão, um limite de número de stops para se puxar um filme, mas o André já falou aí que não existe. O cara do minilab pode não fazer por limitação da máquina ou limitação de vontade mesmo, porque ao puxar o filme, ele vai perder definição, aumentar o grão e o contraste… Até uns 3 stops você consegue resultados interessantes, a partir daí acho que vai mesmo ficar tudo uma misturada… talvez seja por isso que ele simplesmente diga que não faz. Quem sabe já “estragou” os negativos de alguém…

      Responder

  • 27/04/2012 em 4:40 pm

    Estou com uma grande dúvida em relação ao que dizer pro lab quando for revelar.

    Tenho um filme ISO 400 que foi todo puxado para ISO 25. Falo pro lab revelar em 400 ou 25?

    Obrigado.

    Responder

      • Bruno
        27/04/2012 em 5:52 pm

        Muito obrigado André!

        Mas infelizmente já ví em 2 fórums de fotografia profissionais dizendo para revelar no ISO do filme, não no ISO puxado. E no fim deste post se supõe a mesma coisa.

        Gostaria de saber se alguém já experimentou a revelação pelo ISO do filme ou pelo ISO puxado e quais foram os resultados.

        Obrigado.

        Responder

        • 27/04/2012 em 6:04 pm

          Bom, Bruno, essa de fato é a minha opinião, até porque até onde meu humilde conhecimento vai, não existe jeito certo. Já vi puxarem 1 ponto na camera e na revelação, só na camera, só bá revelação, e até puxarem 2 pontos na camera e 4 na revelação, pra um mesmo filme! :-)

          Acredito que tudo depende do resultado que você deseja, ou do quanto quer improvisar e arriscar, no final das contas…

          Abs!

          Responder

          • Bruno
            27/04/2012 em 6:16 pm

            Acho que entendi André.

            O que vale mesmo é o ISO da revelação não ser o mesmo da câmera. É isso né?

            Grande abraço.

            Responder

  • Vinicius
    18/04/2012 em 9:56 am

    Então péra… quer dizer que nos redscale, quanto menos ISO, mais ISO?

    Responder

    • Luiz Fellipe Carneiro
      18/04/2012 em 4:41 pm

      Não. Quanto menor o ISO, você precisa aumentar a exposição ou abrir mais a lente, para que entre mais luz.

      Entrando mais luz, mais do filme é sensibilizado, ficando a imagem mais clara. O principio de reciprocidade continua funcionando do mesmo jeito com filmes Redscale.

      Responder

    • 18/04/2012 em 4:41 pm

      Opa Vinicius!

      No..hehehe… o redscale obedece as mesmas regras de ISO dos demais filmes. O que acontece é que quando você pega um filme (qualquer filme!) de ISO 400 e expõe ele a ISO 25 (“puxando” ele -4 pontos), você superexpõe ele. E, no redscale, o efeito da superexposição é esse… ;-)

      Em um filme colorido comum, essa mesma “puxada pra baixo de 4 pontos” teria um efeito “igual mas diferente”: as cores ficariam todas lavadas, superexpostas, mas não mudaria de cor, como o redscale muda, do vermelho pro amarelo, porque a luz entra nele da forma correta, e não invertida, como num redscale…

      Não sei se ajudei ou confundi mais ainda…hehehe!!

      Responder

  • 17/04/2012 em 11:40 pm

    Uma coisa que ainda vou fazer com redscale é usar diferentes filtros coloridos nas lentes.

    Recentemente usei um azul, daqueles para usar em luz de lâmpadas incandescentes e as fotos ficaram num tom mais amarelo dourado. Queria testar com um verde, tenho a impressão que ficaria legal, só falta arranjar um :)

    Responder

  • 17/04/2012 em 1:38 am

    Taí uma coisa em fotografia analógica com a qual preciso ‘brincar’ mais: filmes redscale! Belos resultados, ele conseguiu. Vou arriscar umas experiências qualquer dia desses.

    Responder

  • 16/04/2012 em 6:04 pm

    é exatamente isso que o fellipe falou, o filme redscale nada mais é que o negativo comum invertido. ou seja, quando usamos um iso mais baixo a luz só penetra na primeira camada de cor (que no caso do redscale é a camada vermelha) com o aumento do iso a luz sensibiliza a camada verde e azul gradativamente.
    eu acho o filme redscale um charme, nenhum tratamento digital que tente copiar sai igual.

    Responder

  • 16/04/2012 em 1:06 pm

    Note que com o ISO menor, ou seja, mais luz, esta teve intensidade o suficiente para vencer a camada anti halo e o filtro amarelo, sensibilizando mais as outras cores, apesar de ainda predominar o vermelho.
    Muito bom!

    Responder

Deixa aí seu comentário!