Como funciona um Minilab – Parte 4: Deixando as cores certas

Tudo bem que nós que curtimos filmes adoramos uma cor mais psicodélica. Mas vamos lembrar que faz um tempo (e nem tanto tempo assim!) a fotografia analógica era a única que existia, e portanto, as cores deveriam ser precisas.

Para a impressora saber a diferença entre uma imagem subexposta, superexposta ou normal, é preciso primeiro mostrar para ela uma amostra de cada, para que isso fique armazenado na SDM (Standart Density Memory – Memória de Densidade Padrão)

Isso é feito usando tiras de negativos padrão – Negativos prontos e expostos de maneira controlada, pelo fabricante.

Ao colocar essas tiras na impressora ela passa a saber classificar fotos claras ou escuras demais e corrigir o desvio na impressão, usando um método conhecido como LATD (Large Area Transmission Density – Densidade por Transmissão em Área Grande). Esse processo lê o negativo e atribui um valor para compensar sua exposição, para mais claro ou mais escuro, num esquema tipo o fotômetro, mas em vez de medir a luz da cena, mede a luz que passa pelo negativo, simples assim!

Mas como nada é perfeito, pode acontecer desse processo não dar o melhor resultado, e ai vem o operador da máquina ser um camarada esperto e alterar o valor manualmente, e ai fica tudo certo!

Além do LATD, existem outros métodos de correção automática, como o ACCS (Advanced Computerized Correction System – Sistema Avançado de Correção Computadorizada). Esse sistema parece muito com um fotômetro matricial de câmeras modernas: Ele quebra o negativo em vários pedaços, mede a luz em cada parte individual, e calcula a melhor correção com base nessa análise, muito mais preciso que o LATD. Ai já existe como corrigir, por exemplo, foto em contra luz, flash estourado, e coloração incorreta. Claro, aqui também o operador pode interferir se for necessário, usando o teclado da máquina.

 

 

Sobre o autor  ⁄ Luiz Fellipe Carneiro

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