9comentários

Uma aventura analógica em Buenos Aires – Parte 2: Comprando câmeras com Maradona

por em 04/05/2012
 

Esse post é uma continuação do post de ontem. Se você ainda não leu ele, leia, morra de rir com as minhas aventuras, e depois continue nesse aqui.

Uma das coisa que mais me pediram que eu trouxesse de Buenos Aires, mais até do que alfajores Havana, foram dicas de compras analógicas para nós fotógrafos. Seja pelas informações em fóruns, pelas dicas que consegui com os seguidores do @queimando_filme ou simplesmente perguntando para o “Pai Google”, os sinais indicavam sempre para a famosa Feira de San Telmo e para os arredores da Calle Libertad. Vamos por partes, ok?

Essa é apenas UMA das bancas na Plaza Dorrego - quase 50% só de câmeras

San Telmo

Nem de longe um lugar para os mais ingênuos, a feira acontece aos domingos – começa na Plaza Dorrego e vai seguindo pela Calle Defensa até chegar na Plaza de Mayo – quase um 1,5 Km de lojinhas, vendedores ambulantes e sabe-se lá o que mais. E tem muitas, MUITAS câmeras por lá. Uma boa parte delas só serve mesmo como decoração ou sucata (doloroso ouvir, mas é verdade).

Canon, Nikon, Lubtei, Yashica, Minolta, Kodak, Rolleiflex, Contax, VOOMP,Coronet (até mesmo uma Éclair Lux) e outras tantas que eu não consegui gravar os nomes… Dava para se achar de tudo um pouco. Tinha até um senhor fazendo demonstração de um projetor de Super 8 (para aqueles snuff films no fim de semana).

O fato é que com toda essa oferta, é bem possível achar boas compras. Eu não consegui chegar cedo mas tive paciência para explorar as casas/mesas/bancas e achei coisas BEM legais. Por exemplo, uma Yashica Minister III que estava em ótimo estado geral (salvo pela alavanca de rebobinar o filme), com a lente muito bem conservada e – grande achado – o fotômetro de selênio funcionando perfeitamente. Comprei por 120 pesos (o que dá hoje menos de R$60 – chupa sociedade!).

Essa é UMA das vitrines - imagine que haviam várias outras

Calle Libertad

A maior concentração de lojas de fotografia que me foram indicadas estavam na Calle Libertad – no chamado Microcentro – é aquela típica rua de centro de grande cidades. Não é bonito, tem lojas de todo tipo (muitas placas de Compro Ouro…) e uns tipos que me lembram a 7 de Abril de São Paulo, ou a Rua Chile, de Salvador. De todas, a que mais me inspirou confiança foi a P&H.

Pense em um cantinho REPLETO de câmeras… Eu até sentei no chão para poder admirar melhor o acervo de Leitz e Rolleiflex. Essa foi a loja onde realmente senti que estava falando com pessoas que não só entendem como GOSTAM de câmeras. E pelo visto os brasileiros vão bastante para lá – uma história de um cliente que veio de Belo Horizonte para comprar uma sucata para recuperar a câmera do pai e acabou comprando uma “nova” (uma Leica M3, acho…). Os preços estão no site e me parecem bem aceitáveis – tendo em vista o estado dos equipamentos. E eles também vendem e processam filmes! Que tal um rolo de Ektachrome 100 (35mm) 36 exposições por 65 pesos (uns R$32,50)?

Mas Abra o olho…

Talvez uma das coisas mais impotantes que aprendi nessa viagem foi ampliar minha visão – também conhecido como “Abre o olho, mané”. Lembram que falei sobre ter comprado uma Zeiss quase nova? Pois é, eu achei essa preciosidade por 200 pesos (uns R$100) enquanto procurava por pilhas em uma relojoaria. E quase comprei uma Canonet QL17 em uma livraria em Palermo por 190 pesos – não fosse pelo mofo na parte de dentro da lente. O que quero dizer é: fique atento pois oportunidades como essas aparecem.

Um abraço!

Quanto vale esse post pra você?
Pense nisso e, se achar justo, colabore conosco! Você pode apoiar o Queimando Filme através de doações (faça a sua aqui!), divulgando esse post para seus amigos, ou até simplesmente clicando nos banners dos anunciantes! Tudo isso ajuda o Queimando Filme a continuar postando conteúdo de qualidade para todos os amantes da fotografia analógica ;-)

comentários
 
Deixe uma resposta »

 

Deixa aí seu comentário!