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Contando Até 10 com Philippe Machado, da Lomography Brasil

por em 12/05/2012
 
Lomography Gallery Store, Rio de Janeiro, Ipanema

Phil, em primeiro plano, na saudosa Lomography Ipanema, em 2009. Foto minha (André Corrêa)

Conheci o Phil quando me voluntariei, no meio de uma zona de voluntários dizendo “eu! eu! eu!” pelo twitter, quando o pessoal da Lomography Brasil pediu ajuda pra montar a primeira loja do Rio e do Brasil, a saudosa Gallery Store de Ipanema. Meu interesse era mais de um profissional de marketing do que de um fã da Lomography. Queria saber como é que aquela porra empresa funcionava por dentro. Eu e minha curiosidade fomos recebidos com muito carinho não só pelo Phil mas também pelos outros membros da equipe carioca (que, até então, era a equipe nacional ;-).

Passados três anos, eu e Phil ainda trocamos idéias quando conseguimos tempo, e o considero um dos caras mais legais pra se conversar sobre os mercados e fotografia do país.

Se você ainda não o conhece, talvez dê a sorte de cruzar com ele dia desses na Gallery Store de Copacabana. Mas não o procure no balcão. São grandes as chances desse carioca discreto (coisa rara! :-) estar láaa no fundo da loja, trabalhando com seu laptop, observando a movimentação de clientes ;-)

Com vocês, o Phil.

Ipanema#81. Apresente-se pro povo…
Meu nome é Philippe Machado e por uma obra do destino me formei em direito… rsrs. (Só rindo mesmo :). Apesar de ter feito o primeiro curso de fotografia em 1994, quando tinha 17 anos , acabei demorando um pouco para começar a trabalhar com fotografia.

Em 2005 fiz Pós Gradução em Fotografia na Universidade Candido Mendes, e já nessa época fazia alguns trabalhos em fotografia, ainda que não fosse a minha única ocupação. Só em 2007 larguei tudo e foquei na carreira, atuando como fotógrafo freelancer, se quiser dar uma olhada no meu arquivo, basta acessar o meu Flickr.

Em 2009, entrei na Lomography Brasil como Shop Manager. A melhor maneira de ver as minhas fotos da fase lomográfica, é entrando na Lomohome.

2. O que faz da vida?
Há um ano, ocupo o cargo de Territory Manager Rio de Janeiro na Lomography Brasil. O nome é meio longo mas a função é bem simples… sou responsável por todas as atividades que envolvem a empresa no Rio de Janeiro. Além da Gallery Store em Copacabana, que inauguramos em março, temos pontos de venda oficiais e sempre recebemos pedidos de projetos de cooperação.

Ah! Também sou responsável pelos contatos com a imprensa.

kid 4x3. E a fotografia?
A Fotografia está presente na vida de todo mundo, afinal de contas somos identificados por uma foto 3×4! Atualmente as pessoas andam com câmeras 24 horas por dia. Isso é uma nova revolução! Existem situações e intimidades sendo registradas que nunca seriam possíveis sem essa facilidade. A próxima revolução seria se as pessoas aprendessem a fotografar… rsrs…

4. E a fotografia analógica?
Acho que a fotografia analógica ressurge tentando contribuir nesse sentido. A sensação de que a fotografia digital não tem custo faz com que as pessoas fotografem sem pensar, o que é uma pena. Os custos da fotografia analógica deixam os seus amantes mais preocupados com o que estão fazendo. O que poderia ser visto como um problema, na verdade eu vejo como uma qualidade. Fico feliz com o crescimento da fotografia analógica no Brasil. Os workshops que a gente organiza estão sempre cheios e podemos ver uma grande evolução na comunidade lomográfica. Estou falando em termos de quantidade de pessoas e também na qualidade das fotos produzidas.

Fusca5. Quais câmeras analógicas você tem?
Tenho duas Nikon (FM2 e F3) ainda da época pré-digital e que me acompanharam em muitas aventuras. Quando viajava, normalmente carregava as duas, uma com filme cromo e outra com PB, só para não perder uma chance por conta do filme errado. Da Lomography tenho uma Lubitel 166+, uma La Sardina e uma Holga. É bom esclarecer que trabalhando na Lomography, podemos e devemos usar todas as câmeras. Por isso não sinto a necessidade de ter mais modelos.

6. Tem algum filme de preferência?
Sou um órfão recente do Kodak Ektachrome E-100VS, o melhor filme que eu já usei para fazer processo cruzado. Gosto muito dos cromos da Lomography. Sobretudo o X-Pro 200/120, que alimenta a minha paixão pelo médio formato.

7. Tem algum estilo de preferência, dentro da fotografia com filme?
Em termos de formato, o 120 me encanta pelo fato de ser quadrado e por gerar uma matriz (negativo) maior e mais interessante. Sempre gostei muito de fotos com gente, mas a lomografia acabou me levando em direção a uma fotografia mais bem humorada, sempre tentando brincar com as situações ou até mesmo com as legendas.

Water Ball8. Tem algum fotógrafo que seja referência pra você nessa área?
Aqui no Brasil as referências são Miguel Rio Branco, Cássio Vasconcelos e do Eustáquio NevesWalter Firmo e Jorge Bispo são referências que tive a sorte de me tornar amigo.
Dentro da lomografia admiro o trabalho do Jorge Sato, de São Paulo.

9. Uma dica pra quem tá começando na fotografia analógica.
Tão importante quanto fotografar é analisar os seus negativos. As explicações certamente estão ali… o que deu certo e o que deu errado. Não tenha preguiça!

10. Outra dica, pra não te chamarem de egoísta…
Ainda no mesmo tema, tem gente que acha que depois da digitalização o importante é cuidar do arquivo. Mas o verdadeiro back-up é o negativo. Criar um procedimento para preservar e identificar os seus negativos é essencial. Ok, eu sei que não é a parte mais divertida, mas evita a frustração de procurar uma foto e não encontrar ou encontrar totalmente danificada. Lembre-se que computadores quebram, HD´s queimam e tecnologias ficam obsoletas.

Spinner e a Praça

 

 

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