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Muito amor: uma câmera atravessando meio mundo e duas gerações

por em 26/05/2012
 

Imagem feita por Thyago e a Nikon…

Essa é mais uma história de amor, igual a que muitos de nós temos em casa, envolvendo câmeras e a passagem delas de gerações para gerações. É a história de uma Nikon FG-20, Thyago Souza, sua noiva, e seu sogro, e uma viagem inesquecível à Alemanha. Mas quem conta a história é o protagonista, Thyago.

Senta que lá vem história…


Tudo aconteceu no final de janeiro de 2010, quando fui para Colônia, na Alemanha para passar um tempo com a família da minha noiva. Meu futuro sogro me falava que também gostava de fotografia e que fazia algumas fotos com uma câmera analógica que ele tinha comprado quando sua primeira filha (minha noiva) tinha nascido para fazer fotos. Falava todo empolgado sobre a câmera, sobre os momentos que teve com ela, sobre como aprendeu a fotografar com ela. Eu podia ver as fotos feitas com ela nos quadros nas paredes da casa, nos álbuns de família… 

Thyago e sua noiva...

Lá estava, uma Nikon FG-20, pra minha surpresa, de ano de fabricação igual ao ano do meu nascimento (1984). Haviam também alguns acessórios: um flash SB-10 speedlight, uma caneta de limpeza da Hama em cor dourada com ferrugens devido ao tempo, uma lente Tamron 80-210mm 3.4 e uma outra Vivitar Soligor 28-70mm S/M 3.9, além do manual da câmera, todo em alemão.

...sogrão e sogrona...

Com o primeiro contato com a fotografia analógica, não sabia como reagir com uma câmera daquelas em minhas mãos. Comprei um filme Ilford FP4 Iso 125 e coloquei na câmera junto com ajuda dele… Fiquei cerca de uns 5 dias com o filme dentro da câmera sem fazer foto, com todos os sentimentos possíveis, de dar errado, de não acertar, de sair tudo escuro ou de não saber usar a câmera.

...e a famosa.

Então, veio a surpresa: pouco antes de voltar ao Brasil, ele me falou, assim do nada, que estava me dando a sua “Good Old Câmera”, como ele gosta de falar, e que agora ela era minha…

Uau! Nossa! Senti como se fosse um legado sendo passado a frente, pra mim. Não somente um objeto qualquer, mais algo que fora responsável por contar um pouco sua história de uma época, da família Bendel. E a gora será responsável também de contar a minha futura história…

 

E ai? caiu uma lágrima aí no olho esquerdo? :-) Legal, né? O Thyago me contou essa história, e achei legal compartilhar com vocês. Não só por ser uma coisa legal ver o sogrão passando a câmera do coração pra ele, mas também pra que todos possamos nos lembrar que nenhuma câmera é apenas uma câmera. Câmeras, geralmente, são isso aí: contadoras de histórias, companheiras. Seja ela antiga ou nova, originalmente sua, de um familiar, ou comprada em um brechó, ela tem, ou vai passar a ter, história. Vai fazer história.

Respeite as câmeras, principalmente as mais velhas. Pense em quantas pessoas já foram fotografadas por elas, sorriram pra elas, fotografaram com elas. De quantos momentos importantes elas já participaram, e de quantos podem participar ainda.

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