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Esquece. Não existe fotografia sem manipulação. Relaxa e aproveita.

por em 05/06/2012
 

Durante os workshops que tenho dado, muita gente tem se espantado quando falo sobre digitalização e os ajustes necessários durante a digitalização e depois, no Lightroom (ou em outra ferramenta qualquer Photoshopesca). “Mas aí você não tá manipulando a imagem?” me perguntam… e eu respondo “Não… estou trazendo a imagem digitalizada pra uma realidade mais próxima da imagem que está no negativo”.

Mas é mentira. É manipulação sim.

Bom… na verdade, é os dois, né? Isso porque, pra começar a quebrar paradigmas nesse texto, “manipulação” não é e não deve ser, pro fotógrafo analógico, uma palavra demoníaca ou proibida. Manipulação é um termo técnico que demonstra que você está… manipulando, tratando, cuidando, ajustando. E não existe fotografia sem isso. Nunca, NUN-CA existiu…

Lomo Lc a + Tri-X 400@3200 + filtro vermelho

André Auke usou um filtro vermelho na frente da lente, e puxou o filme de ISO 400 pra 3200 pra que a foto ficasse como ele queria. Manipulação.

Desde o começo da fotografia, a manipulação existe. Sem ela, uma imagem registrada em um negativo jamais chegaria a ser vista impressa. Quando se revela um filme, e se decide quais químicos, quais tempos de revelação utilizar, existem dezenas de opções pra se escolher. Quando se escolhe uma, se está manipulando a imagem. O cara tá tomando uma decisão que vai influenciar o resultado final. Está manipulando o resultado. Mudando a forma de se revelar o negativo, você pode torná-lo mais ou menos granulado, mais ou menos contrastado, mais ou menos colorido. Revelação cruzada, puxar um filme pra baixo ou pra cima? São técnicas de MANIPULAÇÃO, cara-pálida! E você já faz isso!

Agora, vamos esquecer o scanner por um momento. Vamos voltar vinte, cinquenta anos no tempo, até uma época onde você achava que manipulação da imagem não existia. Depois de revelado o negativo, o carinha levava ele pra ser ampliado. Esse processo de ampliação (do qual a gente já falou aqui), que consistia em colocar o negativo revelado em um ampliador, que projetava a imagem no papel fotográfico. Até aí parece que não houve manipulação, né? Só que não.

Desde sempre, quando um fotógrafo quer escurecer mais a área de uma foto, ou clarear outra, ou dar um crop pra enquadrar ela de forma diferente da que foi tirada, ele tem como. Como escurecer mais uma área? Deixando bater mais luz que sai do ampliador naquela determinada parte, e tapando o resto do papel fotográfico pra que não fique tudo mais escuro. E pra clarear? O contrário. E pra dar crop? Projeta-se a imagem no papel tapando, no papel fotográfico, as partes da foto que você não quer que saiam na cópia.

Deleite

Nessa foto eu peguei um filme cromo Velvia vencido, e revelei cruzado. Manipulação.

E esses são só três exemplos dos mais básicos de manipulação fotográfica antes do Photoshop. Existem dezenas, centenas, milhares de técnicas analógicas de manipulação. “Ah… mas os caras realmente fodas nunca usaram essas técnicas”. Viajou na batatinha, rapá… TODOS usaram. TODOS usam. Tem um trecho do documentário Henri Cartier-Bresson, The Impassionate Eye, que mostra o cara que amplia as fotos pro Cartier-Bresson (ele nunca amplia suas próprias fotos. Nunca gostou dessa parte) ampliando cópias pra ele, e ele cobre algumas partes da cópia com a mão enquanto a foto está sendo ampliada, pra manipular o resultado no papel. Em outro, uma retoquista (profissão que acho que acabou), com pincel e tinta, corrige pontos de poeira e arranhões que passaram do negativo pra cópia.

“Mas… mas… e a naturalidade, e a pureza da foto tirada? E a fidelidade ao que foi fotografado??” Fidelidade? Pureza? Rapaaaaz! Acorda! Toda imagem é uma interpretação da realidade. Você manipula essa.. cópia da realidade, esse registro do momento, essa imagem, essa figura, a todo momento: a escolha das lentes, do tipo do filme, do enquadramento… tudo, TUDO é manipulação. Do começo ao fim.

beleza em versailles

Marco Gomes puxou esse Provia (cromo) em dois pontos (de ISO 100 pra 400), e revelou cruzado. Manipulação.

“Mas…mas… porque… PORQUE, MEU DEUS, ME ENGANARAM ESSE TEMPO TODO!” Te enganaram, não. VOCÊ se enganou. Se iludiu… e se limitou. Achou que fotografar com uma lente fisheye, fazer dupla exposição, e depois relevar o cromo em xpro pode… mas aumentar o contraste da imagem e realçar as cores na hora de scanear não pode, né? Pense de novo. Pense com calma.

100% das fotos que você admira de grandes fotógrafos sofreram, além das manipulações conceituais, digamos assim (escolha de filme, câmera, lentes, revelação), manipulações depois do filme relevado, pra que a imagem que vai pro papel, pro livro, pro computador, pra internet, pro outdoor, pro anúncio de revista, pra ilustrar a matéria ou a capa da National Geographic, ficasse de acordo com o que o fotógrafo queria. A parte da ampliação analógica, inclusive, era chamada pelo Ansel Adams (lembra do Tio Ansel?) de “the performance part”, ou “a parte da encenação”, como em encenação teatral. Isso porque (veja no primeiro video abaixo) existe toda uma brincadeira de gestos que são usados pra fazer o dodge e o burn, pra escurecer ou clarear partes das fotos, que são únicos… cada cópia é única, muito por causa disso: manipulações que não podem ser repetidas ou reproduzidas.

The hand that swims, bites and feeds.

Foto embaixo d’água ficou escura? Compensa na ampliação/digitalização pra valorizar mais os detalhes. Tanto faz, digital ou analógico. Manipulação.

Fazer grandes ou pequenos ajustes na foto, mesmo depois de revelada, seja no ampliador analógico, seja no computador, é parte do processo criativo. Do SEU processo criativo. Mas é claro que você pode optar por não fazer nada, absolutamente nada. Esse é o SEU processo criativo. Você pode também fazer muita coisa, brincar bastante com a imagem.

O que não pode (e aqui chegamos no ponto onde toda a polêmica da manipulação nasce) é fazer uma coisa e dizer que a imagem é outra. Manipular assim e dizer que fez assado, fazer montagem e dizer que não fez, ajustar o tom das cores e dizer que não ajustou. Porque aí, camarada, aí é mentira. E mentira, além de mamãe ter ensinado que é errado, tem perna curta. E sempre pega mal quando os coleguinas descobrem…

Bom, acho que chega, né? Acho que deu pra dar aquele estalo, pra acabar com a frescura de “Eu não manipulo imagens e mimimi e blablablá”. Manipula SIM, E se acha que não manipula, tá se enganando. Então, relaxa e aproveita, que tem muito mais pra brincar do que você imaginava ;-)

Vamos a uns “anexos” agora? Uns videozinhos legais sobre o tema. Se estiver com preguiça, veja, VEJA! TO MANDANDO! pelo menos o primeiro. É do Ted Forbes, do “The Art of Photography”, mostra (a partir dos 2:55 minutos) como se faz a ampliação, o uso de filtros na hora de ampliar (muito diferente de um filtro no Photoshop? Será?), como se escolhe a saturação e cntraste da foto ampliada através do Test Print (sim! uma foto analógica pode ficar mais clara ou escura dependendo do que você escolhe!) como se faz o dodge e o burn (já viu esses nomes no Photoshop? Agora você vai saber de onde eles vêm!)

Retoquista de Cartier-Bresson corrige pontos de uma foto (a partir dos 22 segundos de video).

Uma montagem de duas imagens de maneira analógica, sem Photoshop

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comentários
 
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  • 13/11/2015 em 2:46 pm

    Na sua matéria você confunde “manipulação das mãos” com “manipulação ilustrativa”, que é montagem.
    Na fotografia Preto e Branco o “manipular” significa dar mais DENSIDADE aos tons de cinza…e NÃO altera em nada a imagem.
    Manipulação Ilustrativa” inclui montagem e mais de uma imagem ou apaga-se o que não quer, e isso chama-se montagem.
    Nos vídeos em NENHUM dos casos a imagem é ALTERADA, só tem mais ou menos densidade em algumas partes da foto.
    E essa “manipulação manual” é válida em fotografia.
    Montagem= HDR, apagar ou incluir algo nas fotos e NÃO é mais uma fotografia, chama-se montagem.

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  • edevair dinis gonçalves
    13/11/2015 em 12:10 pm

    maravilhoso tinha muita duvida sobre o assunto, e esse post foi maravilhoso adorei e recomendo que leia com atenção.

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  • 02/04/2014 em 11:15 am

    Excelente artigo e um assunto necessário.

    Os discursos pela ‘pureza’ da fotografia são desanimadores e completamente descabidos.
    Esses tempos escrevi sobre isso também:

    É Photoshop! – Sobre fotografia, autenticidade e manipulação digital de imagens
    http://bstrikesagain.blogspot.com.br/2012/03/e-photoshop-sobre-fotografia.html

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  • 23/03/2014 em 11:07 pm

    Poooxa! Cadê os videos? :/

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  • Manú
    19/09/2013 em 1:05 pm

    Muito bom, André.
    Já imaginava que havia manipulação, mas não sabia como era o processo.

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  • 25/06/2012 em 7:34 am

    Ótimo texto. As pautas do seu blog está cada vez mais interessante. Parabéns.

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  • Cris Dias
    21/06/2012 em 1:33 am

    Maravilha de post! [2]

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  • Robério
    18/06/2012 em 2:33 pm

    Olá Andre, é o seguinte, levei pro laboratório um filme de 24 poses que eu tinha usado em uma olympus pen ee2 “comprada recentemente”, quando fui receber as fotos no Lab. tinham revelado 48, :( eu expliquei a moça do balcão que só deveria ter 24 fotos com duas imagens cada foto, ela me disse que isso não existe sem photoshop, tentei explicar que no lugar do filme onde uma câmera normal que faz UMA pose, a pen então faz duas poses em uma unica foto. Foi mesmo que falar em Russo, Agora estou muito confuso mesmo, pois eu achava que essas fotos da pen era só revelar normalmente e sairia igual as que segue no link abaixo e não precisava de alterações !!! :-/ http://www.lomography.com/photos/cameras/3316266-olympus-pen-ee2

    abs.

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    • 18/06/2012 em 4:34 pm

      O problema é que o pessoal dos laboratórios não sabe fazer nada que não esteja no manual. Minha sugestão é que vc procure outro laboratório e explique que vc quer ampliar dois frames (poses) em cada foto. Leve uma dessas do site da Lomography como exemplo pra ajudar.

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      • Robério
        19/06/2012 em 11:35 am

        É parece que todas composições que fiz foi em vão, hoje fui em outro lab., esqueci de levar as fotos, mas tentei explicar, me disseram que a maquina que faz as ampliações não reconhece 2 frames de uma vez! agora tenho q me convencer que em joão pessoa não isso não é possível!!obrigado abs.

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        • 19/06/2012 em 11:46 am

          Robério, ele está falando a verdade… os minilabs são feitos pra reconhecer foto a foto, independente do tamanho dela dentro do negativo. Não existe, no negativo (você pode observar isso a olho nu) nenhuma divisão que diga pra máquina “olha, essas duas você imprime juntas, ok?”…. :-)

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    • 19/06/2012 em 11:35 am

      Robério, eles não estão errados, por mais estranho que pareça. Como disse o Samuel, o que eles fizeram é o tecnicamente correto. Porque as câmeras half-frame não tiram “duas fotos por foto” e sim “duas fotos onde em outra câmera se tiraria uma foto”. Ou seja, o objetivo da câmera é sim produzir o dobro de fotos normais, como as que o seu lab te entregou, por rolo. Pra se imprimir duas ou mais fotos no mesmo pedaço de papel, realmente é necessário um pouco de cérebro por parte do laboratorista. E, sim, tem que ser um pedido especial :-)

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  • Mariana Tavares
    06/06/2012 em 11:46 am

    Muito bom esse seu post. Lembro de quando era pequena que o meu pai passava horas com um cotonete ajustando falhas nas fotografias… Quase um photoshop.

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  • 06/06/2012 em 8:38 am

    O problema não é a manipulação fotográfica em favor da arte, é a manipulação de fotografias em favor das ideologias.

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  • Cyntia
    05/06/2012 em 5:13 pm

    André, você precisava conhecer a coleção de filtros de que me desfiz quando a fotografia mudou! Filtro metade laranja para realçar o céu em pb, filtro polarizador, filtros corretores…..tudo manipulação!
    Além de concordar totalmente com o texto, achei seu estilo ótimo. Parabéns.

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  • 05/06/2012 em 5:09 pm

    olá, confesso que fiquei surpresa ao localizar minha foto por aqui pelo google. Bom, no meu caso, respondendo suas questões, utilizei uma folha preta com um furo para provocar o efeito nas bordas. Adoro criar e sempre costumo tentar algo analogicamente. E claro, fotografar é criar, é um processo de criação. Abraço, Camila.

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    • 06/06/2012 em 12:13 am

      Pelo Google? Você não postou ela no Flickr Group Queimando Filme? Foi de lá que peguei… :-) A foto é lindíssima… parabéns! Conta mais sobre esse lance do papel furado!

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  • Yago
    05/06/2012 em 5:06 pm

    Postei no grupo da Digital Photographer no facebook sobre o que o pessoal acha de editar fotos tiradas com câmeras analógicas, porque eu realmente nunca tinha parado pra pensar, acho que nunca imaginei que desde sempre existiu a manipulação. Por um momento passou pela minha cabeça que todas as fotos antigas eram 100% “originais” hahaa erro de principiante. Muito bom esse post, André. E obrigado por esclarecer algumas dúvidas que eu tinha.

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    • 06/06/2012 em 12:15 am

      Yago, esse raciocínio é bem comum de ser encontrado. Uma boa forma de entender realmente como as fotos eram feitas é ver documentários e ler livros sobre a vida e os processos fotográficos dos caras que você admira. Vai se surpreender como a fotografia, pra todos eles, ia bem além do click ;-)

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  • 05/06/2012 em 4:14 pm

    Gostei muito do post e concordo totalmente com as manipulações citadas e necessárias para chegar ao resultado final, daquilo que o fotógrafo quer para o seu trabalho.
    Mas gostaria de deixar claro, que o que mais me incomoda é as pessoas acharem que photoshop e outras ferramentas de tratamento, são instrumentos de cirurgia plástica. Lógico que uma espinha, ou alguma sujeira que caiu sobre a pessoa e etc, é algo sujeito a manipulação corretiva.
    Só para exemplificar.:
    Em um estúdio que trabalhei, um dos “produtos” vendidos era o tratamento. Pele lisa como porcelana e mulheres magríssimas, mesmo dentro de um vestido 2 números menor…

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    • 06/06/2012 em 12:17 am

      Cleverson, isso me incomoda bastante também. Mas é como tantas outras coisas que acabam virando “meio-que-verdades”, e que se a gente esquentar demais a cabeça, acaba perdendo muita energia e fazendo pouco de bom pra nós e pros outros. Então, meu amigo… relaxa e aproveita a vida, que é isso que vale à pena ;-)

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  • 05/06/2012 em 4:04 pm

    Me lembrou logo uma imagem que vi uma vez em um blog, não lembro qual, de uma foto que seria manipulada pelo laboratorista/ampliador, cheia de anotações. Infelizmente o fotógrafo, apesar de famoso, não me vem à mente…

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    • 06/06/2012 em 12:18 am

      Pois é… folhas de contato serviam muito pra isso, além das provas de impressão, como as do primeiro video do post… se lembrar onde viu esse material, conta pra gente, fechado? :-)

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  • 05/06/2012 em 3:03 pm

    Outro dia acabei conversando com um cara que era fotógrafo profissional das antigas, que tira fotos para catálogo e dá aulas. Ele me explicou, com exemplos, que praticamente tudo que é feito no photoshop hoje, era feito antigamente na fotografia de filme, inclusive alguns dos simbolozinhos do PS são representações das ferramentas que eram usadas.

    Se for pra melhorar a foto e ajudar a passar a idéia que se pretende, eu acho que qualquer alteração é bem vinda tanto no filme quanto no digital (exceto HDR, que eu abomino)

    Responder

  • Andrea Xavier
    05/06/2012 em 2:10 pm

    Depois de eu ter ficado indignada com o cara do lab aqui perto de casa que manipulou o ajuste de cores do meu negativo pra que as fotos ficassem melhores, eu parei pra pensar no assunto. E acabei lembrando das aulas de ampliação de fotos da faculdade, onde eu sempre deixava a imagem com mais contraste que o negativo por achar que assim chegava ao que eu queria como imagem. Percebi que não adianta, é assumir a manipulação e ser feliz.

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  • 05/06/2012 em 1:53 pm

    Ótimo texto, porque se acaba com o preconceito de que manipular imagem era um processo meramente digital e de certa forma introduz uma teoria (ou lei) importante na fotografia: Não existe fotografia não manipulada!
    O ideal seria ter um parâmetro do quanto a foto foi processada na pós edição (já que a própria ´câmera faz o seu processamento). Fica facil quando são mudanças físicas tipo, manchas, contornos e objetos. Mas é difícil quando tratamos de cores e suas tonalidades.

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  • 05/06/2012 em 1:36 pm

    O problema, André, é que as pessoas acham que o “antigo” é que é cool. Você não pode comprar uma camera moderna, você tem de comprar a mais antiga do mercado, caindo aos pedaços e estragando 20 fotos por rolo, mas isso sim, TEM VALOR! É a mesma história, você pode fazer sombra com a mão, pode usar filtros coloridos em frente da lente, pode puxar o ISO, pode revelar assado, ampliar cozido, mas MEXER NO PHOTOSHOP, NUNCA!
    As pessoas deveriam perceber que estão a fazer a mesma coisa… a tecnologia evoluiu, agora nos permite corrigir (MANIPULAR) as fotos de uma forma mais simples, e as pessoas simplesmente n aceitam isso. Pronto, tá bem. Vamos então deixar de vir aqui no site, falar nas redes sociais e mandar e-mail, tá? Se me quiser responder a este comentário, escreva uma carta. Obrigado.

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  • Adriano Torres
    05/06/2012 em 1:19 pm

    Maravilha de post! Tapa na cara dos puristas de plantão, que “privilegiam a arte conforme concebida, salvaguardando na fotografia orgânica a escrita feita pelo lápis da natureza”. (ou insira seu comentário artístico e purista aqui) Se eu já gostava de seu site enquanto acompanhava aqui calado só lendo, você ganhou um fã!

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  • João Pedro
    05/06/2012 em 1:11 pm

    NNNNOOOOOOOOOOOOO

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