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Fotografando com analógicas em viagens – Parte 3 de 3: Paisagens

por em 09/06/2012
 

E aqui estamos para o último post da série “fotografando com analógicas em viagem”! Hoje é sobre paisagens!

Pois bem, quem nunca olhou pra uma foto e se perguntou “mas onde está o lugar lindo que eu vi?” Todo o mundo, né?  De certa forma é como nos retratos: por vezes é difícil conseguir captar a beleza de uma coisa 3D para uma imagem 2D, e pior ainda, quando só vamos poder mostrar um recorte, uma vez que a fotografia vai limitar o campo de visão.

Então a primeira dica é: procurar pontos de interesse! Tentar colocar na foto algo que crie impacto. Um detalhe importante, um objeto diferente, sombras, contraste, linhas, o que for, desde que prenda o olhar de quem vê!

o Taj Mahal lá no fundo

Outra coisa na qual acho importante prestar atenção é que “fotografia de paisagem” não implica necessariamente que seja preciso conseguir o máximo de informação possível para captar a dita “paisagem”. Nem sempre é necessário uma grande perspetiva do assunto, por vezes basta um detalhe isolado.

Uma dica que, dizem por aí, faz parte do ABC da fotografia de paisagem é ter o horizonte nivelado, ou seja, ter o horizonte na horizontal. Eu acho relativo, mas sim, na maior parte dos casos, faz sentido que assim seja. Mas principalmente, eu aprendi que é fundamental enquadrar bem a foto. Ou seja, se o céu está interessante, devemos colocar o horizonte

tá vendo a asneira?

Mais abaixo na foto. Se o que estiver abaixo do horizonte é que merece destaque, então coloque o horizonte mais pra cima. Por exemplo, na foto aqui do lado, eu deveria ter subido a linha do horizonte para apanhar os reflexos que ficaram cortados.

Para escrever este post, confesso, eu fui dar uma olhada por aí e ver o que o pessoal já escreveu sobre o assunto… Fiquei puto da vida quando li alguém dizendo que se devem evitar as sombras. Fala sério! Evitar as sombras? Bem, é apenas a minha opinião pessoal, mas acredito que uma boa sombra funciona como um ponto de interesse!

sem sombras? fala sério!!!

Também li muito sobre o tripé, mas essa já era óbvia! Para conseguirmos uma maior profundidade de campo, teremos de usar aberturas menores (uns dizem que f/11 é o mínimo aceitável e f/22 o aconselhável) e aberturas menores implicam velocidades mais baixas, logo, o uso do tripé é por vezes indispensável e, em alguns casos, o disparo retardado também.

E, para terminar, vamos falar da Golden Hour, hora dourada ou hora mágica.É o quê mesmo? Happy hour? Oi?” A golden hour diz respeito às horas do amanhecer e do entardecer. Durante estes dois extremos do dia as coisas ganham uma outra cor e a foto fica com uma mágica especial. Além da luz, nesta hora, as sombras, as texturas, e as silhuetas poderão jogar muito a favor da sua foto.

Então, da próxima vez que for viajar, preste atenção na hora do entardecer e escolha um dia para acordar bem cedo e ver o lugar com uma outra luz. Mas seja rápido! O sol nasce e morre muito rápido e a luz/sombra estão sempre mudando neste espaço de tempo. E pelo amor de Deus, não leve um rolo de filme de ISO 1600, especialmente para fotografar nessa hora, pensando que vai ter pouca luz! Você quer conservar a aura mágica dessa hora, portanto use no máximo, NO MÁXIMO, ISO 200. NO MÁXIMO! Encaixou? Beleza.

E para terminar, seja criativo! Seja observador, pense, e viaje muito! O mundo é um lugar lindo!

mais exemplos:

            

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