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Lomo Matrix Maceió: já viu? Ficou demais!

por em 14/06/2012
 

Cartaz que a galera maceioense fez pro projeto…

Seguinte. Eu ia escrever um post sobre o Lomo Matrix que rolou em Maceió. Um posto todo originalzinho, com as minhas palavras e tal. Mas as respostas que os organizadores me mandaram ficaram tão tchutchuquinhas, tão “direitinhas”, que vou deixar tudo na integra mesmo, ok?

Bom. Mas, antes disso… você sabe o que é Lomo Matrix? É simples (pelo menosm o conceito é simples): junta-se um monte de gente em um lugar pra todos fotografarem uma determinada coisa, em um determinado instante, em um circulo. Depois as fotos são editadas pra formar uma cena com o famoso efeito “bullet-time” usado nos filmes da série Matrix. Daí o nome: Um “efeito Matrix” com câmeras Lomo = Lomo Matrix.

Não entendeu ainda? Então clica nesse monte de link que eu coloquei no parágrafo acima que você vai entender… espero…

Antes de ler, vejam o teaser que eles fizeram pra convidar os interessados:

Agora sim, com vocês, a galera do Lomo Matrix Maceió, na voz da organizadora Mariana Tavares!

Como surgiu a idéia de fazer uma edição do Lomo Matrix em Maceió?
A edição de Maceió surgiu quando eu e o Tuku Moura fomos apresentados por um amigo em comum que via em ambos a paixão pela fotografia analógica. Logo na primeira conversa a ideia brotou, e então pensamos em colocar tudo isso em prática. Mas tínhamos dúvidas sobre se Maceió teria o número necessário de pessoas que pudessem/quisessem participar.

Quantas pessoas foram?
Na roda foram em torno de 26 pessoas. Pra assistir teve mais um monte.

Abre a rodinha, por favor, abre a rodinha por favor…

Quanto tempo durou?
Durou uma tarde inteira. Das 13h27 (horário que marcamos) até umas 17h30, quando o sol já não queria mais nos contemplar com a sua presença…

Como foi a mobilização? Quanto tempo levou?
Na mesma noite em que surgiu a ideia, abrimos um grupo no Facebook pra sentirmos o nível de interesse das pessoas, e nos surpreendemos com a quantidade de gente que apareceu. Começamos então a nos articular pra tornar o projeto realidade. Pra isso, chamamos outras pessoas que entendiam de fotografia analógica, que tinham equipamentos e que estavam ligadas à edição de vídeo (Mário Lamenha, Vanessa Mota e Mayra Costa). E daí foi preciso um pouco mais de um mês de articulação pra enfim chegar a data do evento.

Depois do evento realizado até a divulgação final do vídeo (contando aí com a pós-produção, que envolveu a revelação de todos os filmes, escaneá-los, e edição de som e imagem), foi um mês e meio. Ao total então, foram dois meses ou um pouco mais.

… e não se esqueça do protetor solar…

A mobilização aconteceu principalmente através de redes sociais, mas também contatamos diversos blogs de cultura e fotografia que ajudaram a divulgar o evento, além de uma matéria que saiu na imprensa local e acabou por chamar a atenção de pessoas de diferentes gerações (graças a essa matéria apareceu lá um casal de idosos com uma câmera analógica antiga dizendo que queria ver aquilo porque os seus netos já não sabiam mais o que era o filme). Resumindo: o objetivo foi espalhar a notícia o máximo possível dentro dos recursos que nós tínhamos, que era ZERO. Mas o que provavelmente mais surtiu efeito em termos de divulgação foi o teaser que fizemos justamente pra empolgar as pessoas a participarem:

Como foram imaginadas as cenas a serem fotografadas?
Logo com a abertura do grupo no Facebook, propomos aos participantes que jogassem ali suas ideias. Queríamos que o projeto fosse colaborativo ao máximo. Todo mundo participou, deu ideias legais e no fim fizeram as cenas que acharam mais interessantes. Mas na hora lá, surgiram coisas novas e outras que pareciam super legais no papel ficaram horríveis com a edição. Acho que cada um imaginou uma coisa, que ficaria de um jeito. Mas com fotografia analógica e ainda mais com a lomografia, é tudo sempre uma surpresa. Não adianta imaginar que vai ficar de tal jeito e se ater àquela visão. O que fizemos foi trabalhar com o que tínhamos tentando alcançar o melhor resultado possível.

Uma pausa na entrevista pra vermos o video final do projeto ;-)

http://vimeo.com/43279072]

Algum problema, situação engraçada ou história que valha a pena ser contada?
Acho que a história mais bonitinha de todas foi o casal de idosos chegando lá andando devagarinho e explicando que tinham visto aquilo no jornal de domingo e se interessaram porque gostaram de ver jovens valorizando algo que era do tempo deles e que seus netos já nem conheciam mais, que é a fotografia analógica. Isso até aquece o coração, sabe?

A turma toda reunida…

Quais foram os aprendizados pra próxima edição?
Muitos! Mas o mais importante deles é quanto aos participantes em geral. Todos tem que entender bem o conceito da coisa porque é muita gente pra comandar ao mesmo tempo e pode virar uma bagunça. Mas o mais importante é que no fim deu tudo certo e todos ficaram satisfeitos com o resultado.

Quer falar de mais alguma coisa?
Acho que só que projetos como esse são interessantes pra movimentar qualquer cidade e se em uma cidade relativamente pequena como Maceió ele foi possível, então quem dirá em outras. Queríamos ver mais edições da Lomo Matrix no Brasil, isso seria ótimo.

E pra quem se interessar por fotografia analógica em Maceió ou em qualquer outro lugar, pode participar do nosso grupo Lomo Maceió no Facebook ou procurar informações no nosso blog: http://lomomaceio.tumblr.com/

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