O mais legal desse video, que conta as “aventuras” de um grupo de fotógrafos que decidiu voltar (já que são todos tios com mais de 40 ou 50 anos) a fotografar com filme) são as frases que eles soltam pra descrever porque resolveram fazer isso, e quais os prazeres de se fotografar com filme. A melhor, pra mim, é a primeira, que dá nome a esse post:
“O motivo que me afastou do digital foi esse sentimento de que algum programador no japão ou em alguma outra parte do mundo estava fazendo a foto pra mim.”
Essa é uma das infinitas formas que existem de descrever aquele sentimento inexplicável que temos ao fotografar com filme. E é esse mesmo sentimento que levou esses caras a se juntarem pra fotografar com câmeras de grande formato.
E quem é esse pessoal? Eles explicam na página do Vimeo:
“Em agosto de 2012, dez pessoas se encontraram em Toronto pra celebrar uma das maneiras mais mágicas de se fazer fotografia: com câmeras 4×5 (ou 8×10) e usando filme. Eles passaram três dias aprendendo e explorando ada faceta da fotografia em grande formato, de retratos a paisagens e arquitetura, do ’tilt and swing’ ao ‘rise and fall’, de puxar filmes pra cima e pra baixo, de técnicas de iniciante a técnicas avançadas.”
Alex Villegas, amigo e “consultor para assuntos de grande formato” do Queimando Filme, acrescenta:
O que realmente me fisga no grande formato é o ritmo – ver as coisas de cabeça pra baixo, inclinar o plano de foco, alterar a perspectiva; é como se eu estivesse mexendo na imagem literalmente com as minhas próprias mãos, como se fosse barro, ou uma pintura.
Claro, a “poderosidade” de 11 vezes a área do 35mm e scans que chegam facilmente a 80 megapixels são “um plus a mais”.
Gostou? Você pode conhecer um pouco mais do trabalho dos caras aqui, e do Alex aqui.

AINDA vou me arriscar no universo do grande formato… mas não no momento :)
Excelente post, André!