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Impossible FPU: O começo de uma nova era da fotografia instantânea

por em 09/11/2012
 

A ReutersTV liberou recentemente uma entrevista que eles fizeram com o VP da Impossible dos (ou para os) Estados Unidos. É o mesmo cara que vocês viram aqui falando do nascimento da Impossible, mas agora ele fala sobre a nova invenção da empresa, que muitos viram com desprezo, por acharem que se tratava simplesmente de um aparelho pra transformar fotos de iPhone em Polaroid (o que, eu concordo, é uma bobagem), mas que na verdade é o começo dos estudos pra criação de uma nova câmera Polaroid. Ou melhor, a primeira câmera da Impossible.

Pra imprimir fotos de iPhone, ou algo mais?

Observe, por exemplo, que essa base onde eles colocam o filme(chamada de FPU – Film Processing Unit) tem uma entrada de recarregador, o que significa que as câmeras não dependerão mais de baterias dentro dos filmes (bem mais ecológico, né?!), e que possui uma mecânica mais moderna. E, depois, me acompanhe no resto do post ;-)

O video, na verdade, é bem modesto ao falar da FPU. O site da Impossible é bem mais claro, completo, e empolgado.

Lá eles contam como essa “base de câmera” vai poder ser usada em vários modelos e estilos de novas câmeras, e como algumas inclusive já começaram a ser criadas. Desde uma Pinhole até uma chamada “Viewfinder” que parece mais um cíclope em formato de câmera, com controles manuais de diafragma, obturador e foco. O sonho de quem gosta de fotografia mecânica.

Na minha opinião, que é diferente de muitos usuários da Impossible por aí, os caras estão indo muito, muito rápido. Eles criaram do nada, do lixo, uma nova geração de filmes que em três anos demorou o que a Polaroid levou décadas pra inventar. É claro que a Impossible se beneficiou da experiência passada, mas teve que reinventar uma série de materiais e técnicas, sem falar na construção de equipamentos pra fabricação doos filmes (ou reforma dos poucos que eles conseguiram salvar do sucateamento).

E o próximo passo após a estabilização dis filmes ser uma câmera própria não é surpresa. É o caminho natural: voltar ao modelo que fez da Polaroid o sucesso que foi, só que com os devidos ajustes pros dias de hoje.

Se a Fuji está firme e forte com sua linha Instax, dominando o “mercado” da fotografia instantânea com suas fotos realistas, a Impossible quer a galera que não quer fotos realistas, que quer fotos diferentes, criativas, ou seja, a galera que curte Instagram (aliás, também já falamos da relação Polaroid x Instagram, né?).

A “Pinhole”…

Qual é melhor? Qual vai ganhar? Acho que esse é o grande barato. Nós vamos ganhar. Se a Fuji continuar com seu posicionamento de “câmera divertida pra família”, e a Impossible seguir a linha de “ferramenta criativa para os mais ousados”, as duas linhas de produtos vão ser complementares: cada uma pra ser usada em seu devido momento.

E, com isso, uma nova era, menos competitiva (pra nós) da fotografia instantânea vai surgir.

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