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Na Sua Bolsa #23: Pedro Moriyama

por em 15/12/2012
 

O depoente (falei bunitu!) de hoje é o Pedro Moriyama, que conta sua saga durante uma recente viagem à Bahia, seu contato com a obra de Pierre Verger, e o trabalho de carregar tanta coisa no meio do mato. Fala Pedro!

Entre o outono e o inverno, fiz uma viagem de 40 dias pela Bahia. Fui visitar um centro de Permacultura na Mata de Diogo, litoral norte de salvador, depois passei uma semana no centro histórico de salvador vivendo um pouco da vida deles, daí então fui visitar um amigo que tem a casa inteira construída em técnicas de baixo impacto ambiental em Rio de Contas, Chapada Diamantina e de lá fui para o Vale do Capão, visitar outras 3 casas construídas com terra e fazer uma trilha de 3 dias pelo Vale do Pati, foi incrível. Muito grato por tudo o que aconteceu durante esses dias.

Aqui está o set-up total que eu levei para essa empreitada. Quando fiz a trilha, abdiquei de levar qualquer máquina, pois faria a trilha sozinho e levei o mínimo peso necessário. O iPhone foi junto como bússola, e só no último dia me lembrei que ele tambem poderia ser uma câmera. Vivendo e aprendendo.

Eu levei uma Lubitel 120 com filme colorido, uma Electro GT com filme colorido vencido, uma FM2n com filme colorido, uma F-301 como backup da FM2n e uma Nikkormat com filme pB. Essa última vai no ombro, normalmente.

Levei tripé (aguenta até 5 kg), filtros 52mm, tecido de microfibra, lens pen, lapiseira 0.9 com grafite HB, moleskine sem pauta, trena de 5m, carteira de tecido, papéis finos “sin blanquear”,  iPhone com lightmeter, fones de ouvido brancos (eca). Levei também uma 14mm 2.8, uma 24mm 2.8, uma 28mm 3.5, duas 50mm 1.4, uma 105mm 2.8 e por último mas não menos importante, uma 200mm 4. Uso preferencialmente lentes fixas e gostaria de ter uma 80mm 1.4, uma 10mm 3.5 e uma 400mm 4, assim cobriria a faixa de cortes que gosto de usar. Minha mochila é uma lowepro com acesso rápido e a Nikkormat tem sua bolsa em couro marrom, original.

Também levei 3 Portra 400 120, 4 kodachrome 64 135, 3 ilford , 2 400 e 1 200, 4 superia 400 vencidos, 2 portra 400 135, 1 tx 400, que eu carregava de acordo com qual máquina ia junto. Sempre que via algum posto pra turista fazer compras eu parava pra ver se eles tinham filmes vencidos, a maioria tinha e sempre vendiam mais barato, pois já estavam vencidos.

Para quase todo o tempo tinha na mochila iam a Nikkormat e a Electro. Quando ia visitar algum museu importante ou casa interessante levava a Fm2n, a F-301 e tripé, para passeios a pé, ou trilha, a Electro. Levava a Luibitel pra praia e quando queria fazer algum retrato, médio formato é ótimo pra arrancar retratos das pessoas, ninguém está acostumado com um tijolo que tira fotos, nem com um fotógrafo que olha a câmera com o umbigo.

Nesta viagem eu conheci o trabalho do Pierre Verger e fiquei fascinado. Ele era um francês com boa renda e quando sua mão morreu ele partiu para registrar o mundo. Viajou por toda África com sua câmera de grande formato fazendo registros incríveis de comunidades desconhecidas no mundo ocidental. Viveu com pouco, trocando seu trabalho por comida, abrigo e transporte. Recebeu um nome africano e veio viver em Salvador. Conhecer seu caminho naquele momento foi bem inspirador.

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comentários
 
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  • Silvano Rocha
    17/12/2012 em 5:21 pm

    Muito show esse post com o Pedro. Já estou em contato com o Pedro Há algum tempo e o conheci através do queimando filme. Um cara super atencioso. Ainda estou namorando uma Nikkormat que ele tem, vamos ver quando consigo pegar… Esse set aí faz inveja boa Pedro, parabéns mesmo. Essa 14/2.8 existe mesmo? :) Outra coisa, como se sai a 24/2.8 no filme? Tenho usado ela apenas na Canon T3 digital e não tenho obtido resultados tão bons quanto a fama da lente.

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    • 19/12/2012 em 12:18 am

      Fala Silvano, valeu aí a força!
      Essa 14 2.8 é coreana, relativamente barata e muito fácil de achar. Tá longe de ser profissional, então ela é perfeita pra gente. A 24 2.8 é bem soft, acho que melhora lá pro 5.6 . Ela é ótima pra fotografar lugares e ambientes, tem um bom quadro, bem aberto. Veja se não vai perder a Nikkormat!

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  • 17/12/2012 em 2:19 pm

    Imagino o peso que ficou essa mochila. Mas por que levar Kodachrome na viagem?

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  • Diogo G
    15/12/2012 em 12:27 pm

    Muito bom! desde o conteúdo da bolsa, o relato e a história do francês!

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