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Depoimento: Dupla Exposição (mas não é o que você está pensando)

 

Hoje temos mais um colaborador estreando no QF. O Luiz Fernando e a Mariana foram meus alunos em um dos workshops em SP, e foi um prazer quando ele disse que tinha interesse em escrever pro site. Assim como o Lomocouple, também colaborador daqui do site, esse casal já  compartilhou muitas experiências, e com certeza vão ter muita coisa pra nos contar.

E foi exatamente nesse espírito que o Luiz resolveu começar no QF: contando um pouco de como as aventuras analógicas deles começaram… e compartilhando as lições aprendidas, essenciais pra qualquer iniciante… ou melhor, pra qualquer analógico amador. Fala Luiz!

01170013Sempre dizem que as coisas boas da vida não devem vir sós. É o que aconteceu com a minha paixão pela fotografia analógica com filme. Iniciado há pouco tempo, tenho desfrutado da companhia da minha caríssima esposa nesta volta ao passado. Como toda jornada, essa também tem os seus percalços. Vou contar sobre eles, mas também dos aprendizados e dos prazeres da fotografia a dois. Ou a três, se formos incluir aí nosso amado Labrador, alvo de provavelmente 70% das nossas fotografias. Fazer o quê, o bicho é lindão que só!

Bem, como tem sido comum em alguns casos, penso eu, tudo começou com o Instagram. Dele, foi um pulo para experimentar a fotografia de filme para valer, com todo o seu charme, algo que o digital, mesmo com os seus filtros faceiros, já não entregava mais. Para ser mais justo, não foi só um pulo, foram alguns pulos e são eles que eu vou compartilhar com vocês neste e nos próximos posts.

Uma câmera na mão, uma ideia na cabeça… Ou quase isso!

01170014A entrada no mundo das câmeras com filme foi com uma câmera da Lomography. Comprei uma La Sardina, camerinha cheia de charme da Lomo. Foi um presente para minha esposa, (sem nenhuma intenção de que eu fosse usá-la, claro). A Lomography tem um lema para seus produtos e que achamos que serviria bem para a gente, “Não Pense, apenas Fotografe”. Num momento quando pouco sabíamos sobre fotografia com filme, uma câmera com a qual bastava seguir nossos instintos para registrar o mundo sob nosso olhar era o máximo! Junto da câmera, comprei um Pack misto de filmes e saímos por aí queimando filme. Eu fazendo fotografias dela, ela fazendo fotografias minhas, nós fazendo fotografias do Magoo (o labrador), tudo muito legal e divertido. Até revelarmos os filmes…

O problema é que esqueceram de avisar pra danadinha (a câmera, não minha esposa) sobre o tal lema (“Não Pense, apenas Fotografe”). Entrando nessa onda, perdemos possíveis belos registros de uma nublada Paraty, entre outros. Sem o conhecimento necessário, não sacamos que alguns fatores eram cruciais para o sucesso de nossas fotos:

00630012Lentes de plástico tem outra dinâmica com relação à entrada de luz. Devido à irregularidade da superfície (aprendi bem, hein André!?), boa parte dos raios é perdida. Em um dia nublado, mesmo que claro, as chances de suas fotos saírem escuras ou não saírem é enorme. A não ser que você use o “Fritz the blitz”, lindeza de flash que vem com a Sardina, coisa que evitávamos (erroneamente) fazer.

Um agravante, os primeiros filmes que usamos eram Iso 100!

A frustração foi tamanha que tínhamos certeza que o problema era a máquina (claaaaaro, muito mais fácil). Até tentar trocá-la e passar carão lá na Lomo eu passei. As coisas (e as fotos) começaram a melhorar quando conhecemos certo blog. Mas esta história fica para o próximo capítulo. Espero vocês lá!

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comentários
 
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  • Daniel
    04/02/2013 em 10:28 pm

    Luiz, quase achei q estava lendo a minha história com a fotografia analógica junto com minha namorada Paula e meu cão samoieda Luke. Exceto que depois do instagram eu ganhei uma Diana. O início também foi frustrante mas hoje estou aqui viciado e procurando a próxima camera :) Aguardos seus próximos episódios… :D

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    • Luiz
      05/02/2013 em 9:19 am

      Poxa, Daniel, bom saber que não fomos os únicos. Aliás, eu acho que muita gente deve passar por essas situações. Bom podermos compartilhar e aprender uns com os outros.

      Grande Abraço!

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