3comentários

Eletricidade estática e filmes: tome cuidado… ou não…

por em 08/02/2013
 

Foto acima: por Hiroshi Sugimoto

Sabe a eletricidade estática?… aquela que dá choquinho quando você está num ambiente muito seco, e encosta em alguém, ou alguma coisa de metal? Pois bem… sabia que ela também pode afetar seu amado rolinho de filme? :-)

zap2

estática registrada em um filme de Raio X

É o seguinte. Dadas as condições ideais pra isso (baixa umidade do ar, por exemplo), um rolo de filme pode ficar carregado eletricamente com cargas positivas ou negativas (lembra das aulas de física do colégio?). Até aí tudo bem, porque quase tudo pode ficar carregado (é por isso que uma porta, ou você, pode dar choque em alguém). O problema é quando o filme no rolo acumula muito mais do que pode dissipar sozinho, e aí, com uma sacudida, ou um atrito – por exemplo do filme sendo puxado rapidamente pra fora do rolo na hora que você passa o filme com a câmera – pode ser gerada uma descarga eletrostática que pode gerar calor, luz e radiação ultravioleta.

“Uau!”, né? É um raio caindo dentro do seu filme! :-D

“Mas e aí?” E aí, meus amigos e amigas, que luz é luz, e luz sempre sensibiliza o filme… o resultado dessa pequena explosão dentro do seu filme? As imagens que ilustram esse post!

É claro que uma marca assim na sua foto super pensada e planejada pode ser bastante frustrante. Pra evitar isso, é só evitar movimentos bruscos e atritos sem necessidade do filme virgem quando você estiver em ambientes com umidade abaixo de 40% (tipo Brasília, ou São Paulo no inverno).

00YKQa-337009584

Imagem feita por Evan Goulet

Mas, e se você QUISER isso? Se quiser fazer uma experiência de tentar sensibilizar seus filmes com raiozinhos em miniatura? Bom… infelizmente é mais dificil. Quer dizer, deve ter algum fisico maluco (alou você, fisico maluco lendo esse post!) que pode nos ajudar a bolar uma “gambiarra eletrostática analógica fotográfica”, mas até onde eu sei, pra provocar esse evento, teria que simular o que nós dissemos pra evitar aí em cima: umidade abaixo de 40%, movimentos rápidos, atrito…

E tem gente “fazendo arte” com isso! Hiroshi Sugimoto desenvolveu em 2009 um projeto onde, usando um gerador, transmitia cargas elétricas pros filmes, gerando imagens como essa aí em cima, antes do título do post. Você pode ver o resto das imagens produzidas pelo projeto aqui.

Eu confesso que fiquei curioso sobre como fazer isso intencionalmente, e sem um gerador que nem o do Tio Sugi aí de cima. Se vocês descobrirem uma forma, que seja menos “na sorte” do que essa que eu coloquei aí em cima, me avisem, ok? :-)

Quanto vale esse post pra você?
Pense nisso e, se achar justo, colabore conosco! Você pode apoiar o Queimando Filme através de doações (faça a sua aqui!), divulgando esse post para seus amigos, ou até simplesmente clicando nos banners dos anunciantes! Tudo isso ajuda o Queimando Filme a continuar postando conteúdo de qualidade para todos os amantes da fotografia analógica ;-)

comentários
 
Deixe uma resposta »

 
  • Pedro Henrique
    09/03/2013 em 10:14 pm

    Seria possível a partir de uma gerador, mas esse gerador pode ser construído de forma simples: pegue um cachecol de lã (de alguém que você não gosta, pode ser que estrague) e esfregue na sua calça jeans. Bastante. Não, mais um pouco. Isso. Agora encoste no seu querido filme, que estava antes em cima da mesa. De preferência com o filme desenrolado num quarto escuro, aí é só encostar… Teoricamente deveria funcionar…

    Responder

  • 09/02/2013 em 3:23 am

    E se atritássemos um rolo de filme, ou o filme apenas, contra uma blusa de lã? Qdo a gente tira a blusa no escuro, dá até pra ver as faíscas saindo. Poderíamos tentar deixar o filme no meio da blusa, no escuro. Depois, ainda no escuro, tirá-lo da blusa e colocar na câmera.

    Responder

Deixa aí seu comentário!