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Antes de mandar seu filme pro lab cuidado com…

por em 13/02/2013
 

Lembram que a gente falou aqui da (ou do) KEH, um site super legal pra comprar câmeras usadas? Pois bem, eles também tem um blog bem legal. E eles publicaram recentemente lá uma lista de dicas legais sobre cuidados pra se tomar com seus filmes antes de mandar eles pra revelar.

foldlickstick Momento #mimimi: eu pedi pra eles pra traduzir na integra, mas eles não deixaram (bobos, feios, chatos e caras de melão). Então vou colocar aqui resumos das melhores dicas, na minha opinião, e a minha leitura delas. Se você quiser ver tudo na integra, pode clicar no link no final do post:

Rebobinando:

  • – Rebobine totalmente seu filme 35mm (135). Isso evita que por acidente alguém puxe indevidamente o filme pra fora do rolo, velando ele todo.
  • – Evite rolos gordos de filme 120. Na hora de colocar o filme na câmera, sempre deixe ele bem esticadinho. Se ele ficar meio “fofo”, pode entrar luz na hora de você abrir a câmera pra retira-lo, prejudicando o filme.
  • – Ainda nos filmes 120, sele eles corretamente. Depois de tirar o filme 120 da câmera, tenha certeza de que está lacrando ele bem, seja com o adesivo que (geralmente) vem com o filme, seja com uma fita crepe. Só assim você garante que ele não vai desenrolar (mesmo que um pouquinho) deixando entrar luz.
Revelando:
  • – Tome cuidado com filmes antigos/vencidos, pois eles podem usar processos de revelação que não existem mais (como K-14, C-22 ou E-4). Nesse caso você vai precisar procurar laboratórios especializados nisso. Você pode saber qual processo de revelação seu filme usa olhando o rolo mesmo. Vai encontrar códigos como C-41, E-6…
  • – Processo cruzado foi, durante muito tempo, considerado um erro pelos labs. Por isso muitos ainda recusam pedidos, ou acham que você está falando besteira ao pedir isso. Portanto, seja claro ao pedir esse tipo de serviço.
  • – Processo Cruzado Reverso é o como se chama revelar um filme colorido comum em processo de revelação de cromo/slide (ou seja, revelar um filme C-41 em E-6). Esse processo não é legal. As imagens ficam feias. Você não vai gostar. Vai por mim…
Cuidados:
  • – Filmes/negativos arranham com facilidade. Tome cuidado pra deixar eles longe de clipes, pontas de caneta, lápis, bordas de caderno, e qualquer outra coisa que puder arranhar sem querer seu negativo. Depois que arranhou, já era.
Dica de ouro:  
  • – Converse com clareza e transparência com o laboratorista. Não “ache que” ele entendeu, não pense que isso ou aquilo “é óbvio”. Diga com clareza o que quer. Isso te ajuda inclusive a avaliar o laboratório: se a pessoa te entender, é bom sinal. Se ela te olhar com cara de paisagem, pegue seus filmes, agradeça, e parta pra outro lab onde entendam do que você está falando.

Fonte: KEH Camera Blog: Tips For Getting The Best From Your Photo Lab.

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comentários
 
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  • Rodolfo G Custódio
    06/01/2015 em 1:13 pm

    André,

    Ao rebobinar o filme da minha máquina, a manivela emperrou, quando abri a tampa (num ambiente quase sem luz), consegui rebobinar totalmente.

    Corro risco de queimar/perder todo o filme por causa desse “evento” ou só as partes que expus à (pouca) luz?

    Grato.

    Responder

  • igor
    10/09/2013 em 6:28 pm

    eu comprei um filme 35 mm,e depois de 11 ou 12 fotos a câmera rebobinou sozinha,do nada,e a lingueta foi para dentro do rolo.e agora? como eu tiro a lingueta para fora?

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    • 10/09/2013 em 11:09 pm

      Opa Igor! Existem algumas gambiarras, mas a forma mais fácil é ir em um lab e pedir pra eles puxarem. Existe um negócio chamado “saca-filme” que é feito pra isso. Se quiser pode comprar um. Custa uns 30 reais e acho que tem pra vender no site da Consigo.

      Responder

  • Victoria
    06/04/2013 em 10:31 pm

    Obs: não existem mais labs como nesse post http://www.queimandofilme.com/2012/06/05/esquece-nao-existe-fotografia-sem-manipulacao-relaxa-e-aproveita/ que usam ampliadores, mesmo que mais modernos, para ampliar? :( as fotos eram tão mais bonitas no papel antes desses minilabs digitais…

    Responder

  • Victoria
    06/04/2013 em 10:18 pm

    Como estou desesperada e não tenho ninguém para me orientar na buca pelo conhecimento fotográfico posto aqui as perguntas que fiz em outro post caso o autor do mesmo não responda :~~
    i! Me responde uma dúvida? É que após ler esses 5 passos sobre o minilab eu fiquei confusa… é que aqui em Belém, eu fui levar o filme p revelar. Me deram o negativo, de boa. Preu escolher quais eu queria no papel. Mas como eu to iniciando nas analógicas perguntei p moça q trabalha lá como funcionava o processo de ampliação, já que não se usam mais aquelas máquinas com lanternas que projetam o negativo no papel fotográfico. E ela me disse que lá eles colocam num scaner próprio p filme e mandam imprimir. E que esse scaner automaticamente passa ele pro positivo. Ou seja: pelo que eu entendi eles não usam esse minilab que projeta com raio lasers e depois passa pelos químicos. Eles scaneiam, e imprimem O_O Será que foi isso mesmo que ela quis dizer? Até por que eu recebi as fotos e elas ficam com algumas linhas horizontais como se fosse marcas do scaner, sabe? Consegues me explicar o que ela quis dizer?

    Ah, tá. Após rever o vídeo 2 vezes acho que “meio” que compreendi. Os arquivos tem que virar digitais para serem impressos depois mesmo. Mas… será que existe um meio desse laboratório que eu levo simplesmente escanear e mandar imprimir, sem que ele tenha que passar pelos químicos para revelar o papel fotográfico? Ou isso não existe, todo laboratório projeta as imagens sejam analógicas ou digitais no papel fotográfico através desses lasers e assim o papel precisa passar pelos químicos para aparecer?

    Na verdade, segundo esse artigo da wikipedia bem que eles podem tar usando esse dry mini lab que não usa químicos :( http://pt.wikipedia.org/wiki/Minilab desculpa tantas perguntas, mas é que pra mim só faz sentido me aventurar na fotografia analógica se eu puder ter a qualidade analógica nas fotos impressas…


    eu comentei no post sobre os minilabs…

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    • 07/04/2013 em 8:51 pm

      Oi Victoria! Nossa… você ficou confusa mesmo, né? Vamos lá. Vou tentar resumir:

      Processo “antigo”: revela-se o negativo com quimicos, coloca o negativo no ampliador, que projeta a imagem (como um projetor caseiro) em um papel sensivel à luz que, por sua vez, é revelado com quimicos também.

      Processo “novo: revela-se o negativo com quimicos, coloca o negativo no scanner, que digitaliza as imagens e, com um programa de computador, inverte elas, formando as imagens positivas. Essas imagens vão pra uma impressora profissional bem potente, que usa lasers pra sensibilizarem um papel fotografico moderno, que não usa quimicos pra que a imagem apareça (é meio como uma impressão caseira, só que melhor).

      Ajudou? :-)

      Responder

      • Victoria
        08/04/2013 em 2:52 pm

        Sim! É só que no vídeo do post 5 sobre minilabs por mais que ele seja digital, depois que os lasers passam a imagem pro papel ele precisa passar pelos químicos também… :~~

        Responder

  • rodrigo
    21/02/2013 em 3:24 pm

    Estou aqui procurando por algum caso semelhante ao que acaba de me ocorrer.
    Levei 6 filmes pra revelar num laboratório em BH, 4 deles eram Slide e 2 CN.
    Deixei MAIS CLARO que água pra atendente que eram pra ser todos revelados no processo C-41, inclusive os slides. E ainda, por precaução, antes de ir embora pedi pra ela anotar isso “revelar todos em C-41”. Ontem, recebendo as fotos por e-mail, me deparei com todas as minhas fotos com a revelação errada. Além da digitalização ter ficado uma porcaria também. O que acha que eu devo fazer?

    Fica a dica aos que moram em BH e são leitores do blog.
    Cuidado com o Centro Fotográfico.

    Responder

    • 21/02/2013 em 9:03 pm

      Opa Rodrigo! Infelizmente isso acontece mesmo.

      Olha, eu exigiria meu dinheiro de volta, e reclamaria aos quatro ventos, incluindo o site Reclame Aqui. Se não quiserem devolver seu dinheiro, vá ao Procom.

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    • 26/02/2013 em 2:36 pm

      Poxa Rodrigo, conheço o centro fotográfico, mas só compro filme e filtro lá, pq são mais baratos, tbm não sou chegada na revelação/digitalização deles.
      Aqui, no Pedro cine e foto eles SÓ fazem processo cruzado, não revelam em E-6, então acho que vale a pena levar lá! Fica a dica.

      E tbm acho que vc deve pedir seu dinheiro de volta!

      Obs: aqueles atendentes do centro fotográfico são um teste de paciência, fui procurar um filme preto e branco aí perguntei se era pancromático e a moça: “Esse não é cromo, é preto e branco”, aí eu desisti da vida.
      Abs

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  • Juliana
    19/02/2013 em 6:10 pm

    – Rebobine totalmente seu filme 35mm (135).
    Peraí, isso significa rebobinar o filme…. totalmente??? Sem deixar nenhuma pontinha para fora?? Como que faz para puxar o filme para fora depois??

    Responder

  • 13/02/2013 em 10:36 pm

    para evitar problemas eu explico como quero e sempre colo uma etiqueta no potinho do filme explicando o que eu quero! tem funcionado!

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  • Fabio
    13/02/2013 em 3:24 pm

    O saco é que na maioria dos lugares você não fala diretamente com o laboratorista. Geralmente é so um atendente, que de vez em quando não tem a mínima idéia do que você ta falando. Quando vou na loja, sempre procuro aqueles atendentes mais velhos, que provavelmente trabalharam com fotografia analógica. Esses caras sempre entendem bem o que a gente quer e ainda dão dicas.

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  • 13/02/2013 em 1:15 pm

    Ótimas dicas, André. Obrigada pelo post.

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