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Depoimento: não se assuste, pessoa! – experiências analógicas

por em 14/03/2013
 

De tempos em tempos a gente publica aqui no QF depoimentos de leitores que querem compartilhar com o mundo os 12 leitores desse site suas experiências. Hoje é dia da Bianca Moschetti mostrar a que veio. Ela mandou pra gente esse depoimento bem legal onde conta suas experiências com filmes. fala Bianca!

A vida é boa mesmo, minha gente! E pra estrear aqui no Queimando, friozinho na barriga mas muita vontade de mostrar pra todo mundo as experiências em “transformações de filme” que eu tive.

Sempre gostei bastante de fotografia e no último ano a fotografia analógica anda tomando conta tanto do meu tempo livre como do não-livre (sabe quando você tem um relatório pra entregar, o prazo apertando, mas vira-e-mexe se pega fuçando em sites de fotografia por horas enquanto deveria terminar o bendito?! Poizé!).

Acontece que fotografia analógica é um troço caro. É câmera, filmes, revelação, ampliação, digitalização… E a gente sabe que os filmes mais legais são também os mais caros, geralmente.

O que vou contar pra vocês é como transformar aquele filme simplesinho (aquele lá que você compra nos laboratórios de bairro mesmo e que custa no máximo dez reais) em um filme super legal, com efeitos diferentes e te deixar super ansioso pra ir revelar e saber o que aconteceu no final das contas!

Experiência nº 1.

O primeiro filme que eu quis fazer um auê foi um Kodak ColorPlus de ISO 200.
Fervi água e joguei o filme lá! Deixei por um tempo e depois joguei um pouquinho de detergente também. O filme ficou fervendo por uns 2 minutos. Para secar, deixei a bobina num potinho com arroz (melhor saída quando molha celular, bateria… ou filme!) por umas 2 semanas e depois deixei exposto no solzão por uns 5 dias, umas 2 horas por dia.

O resultado foi esse:

Experiência nº 2.

No segundo rolo de filme, decidi só deixar exposto ao sol. Era um Chromo Lomography ISO 100 revelado no processo cruzado (químicos C-41). As fotos são essas:

Experiência nº 3. “O xodó”.

Esse filme é o mais recente e o mais querido. É um Kodak UltraMax ISO 400. Ele foi transformado em redscale caseiro (como aprendi aqui no Queimando). As fotos foram batidas no ISO 50 (seguindo a tabela postada aqui no site) e reveladas no ISO 400.

Percebi que quanto mais luz entrava, menos avermelhada a foto ficou. As fotos que bati em lugares com mais sombra, ficaram mais vermelhas.

Enfim, a minha dica final é: ARRISQUEM! Mesmo. Sem medo.
Comecem com pequenas mudanças e depois vão aumentando os “riscos”, sempre anotando o quê fez e como fotografou e revelou o seu filme. O resultado é sempre válido!

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comentários
 
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  • Max
    14/03/2013 em 6:03 pm

    Bom, primeiro, eis aqui o 20º leitor do, ótimo, QF. e, segundo, parabéns a Bianca pelos resultados, principalmente com redscale. mas tenho uma pergunta (principalmente a ela, eu acho), você usou o fotômetro normalmente nas fotos de redscale, ou aumentou o tempo de exposição, por exemplo, pra conseguir esses resultados. obrigado e um abraço ao outros 19 leitores.

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  • Max
    14/03/2013 em 4:56 pm

    É, realmente, o resultado do redscale foi muito bom mesmo. mas tenho uma pergunta, além de ter que puxar o iso, também teria que aumentar o tempo de exposição, por exemplo, principalmente para chegar a resultados, minimamente, parecidos com o da nossa amiga Bianca. e ahhh acho que sou eu o leitor de numero 20, entaum ta aumentando essa bagaça ai hein.

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    • Bianca
      16/06/2013 em 9:27 pm

      oi max! me desculpa pela suuuper demora em responder!
      então, eu deixei mais tempo de exposição sim!
      em lugares fechados e com menos luz, as fotos ficam bastante avermelhadas. já no sol, com muita luz, elas puxam pro amarelo (que eu gosto mais, particularmente).
      mas eu deixava o fotometro da minha quase estourando!

      espero que tenha ajudado ;)

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  • 14/03/2013 em 10:54 am

    Gente, vocês tem bem mais do que 12 leitores, por favor! Hahaha.
    Eu adorei o resultado do Redscale, foi o mais interessante. Vou procurar aqui no blog a receita dessa experiencia caseira. :)

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