0comentários

Livros Legais: As Origens do Fotojornalismo no Brasil

por em 27/03/2013
 

falamos aqui da exposição que rolou no IMS de São Paulo sobre o fotojornalismo no Brasil, e até publicamos uma entrevista que o Cartier-Bresson deu pra revista O Cruzeiro em mil novecentos e sei lá quanto, lembra? Pois bem, talvez nem todo mundo saiba, mas quem não foi na exposição pode comprar e esperar ela chegar em casa pelo correio ;) É que o IMS publicou o livro da exposição, com o mesmo nome e conteúdo dela.

028JMOR055O livro, que pode ser encontrado sem dificuldade nas livrarias virtuais (no momento em que escrevo esse post, a mais barata era a Fnac, com o livro por R$105,00), tem quase 350 páginas, super bem trabalhadas, em papel “dos bons”, capa dura e o escambau (portanto, dá pra entender o valor dele). Ele traz todas as fotos da exposição, todos os textos daqueles que ficam nas paredes da exposição, e muito mais, é claro.

Em uma introdução super legal, a organizadora Helouise Costa conta a história da revista O Cruzeiro, estrela da exposição (e do livro), explicando a sua importância na época, suas estrelas – como o polêmico fotógrafo Jean Manzon – dentre outras questões históricas.

getulio-vargasLogo em seguida, o (outro) organizador, Sergio Burgi, fala um pouco mais do lado fotográfico da coisa, da fotografia naquela época e do que ela representava, e de fotógrafos relevantes. Fala sobre diferenças de visão de como o fotojornalismo deveria ser (Humanista? Objetivo? Politicamente neutro? Opinativo?) e como tudo isso influenciou a época.

Depois dessas aulas de história vêm as fotos, as reportagens, as reproduções da revista na época… e é muita, muita coisa legal. Tipo umas 300 páginas só de fotos. Tudo lindamente diagramado, comentado, legendado… enfim, tudo muito especial. Muito amor, sabe?

Mas quando você acha que é “só isso”, vem um “brinde”. No meio do livro, encartado como se fosse um presente mesmo, você encontra, assim, de surpresa, várias páginas da revista original! É claro que são reproduções, mas feitas em papel-jornal (como a revista original), com as cores originais, diagramação original… enfim, uma máquina do tempo escondida dentro do livro, entre as páginas 247 e 248. Coisa linda de se ver…

sn1266Enfim, em um mundo onde temos acesso a muito da história (da fotografia) no resto do mundo, documentos como esse, que contam a história do fotojornalismo no Brasil, sem pieguice, sem puxação de saco, sem ufanismo, são muito legais de se ler, de se ter, de se consultar. E nisso o Instituto Moreira Salles (a mesma que publica a revista Zum e que publicou o recente Magnum Contatos no Brasil) é campeão. E, pra melhorar, em breve vão inaugurar a nova sede a poucos quarteirões daqui de casa, na Avenida Paulista… YAY! :-DD

O livro vale o quanto pesa, vale o quanto custa. Na minha opinião, é o mais novo item obrigatório pra todo mundo que curte a história da fotografia, seja no Brasil ou no mundo.

Quanto vale esse post pra você?
Pense nisso e, se achar justo, colabore conosco! Você pode apoiar o Queimando Filme através de doações (faça a sua aqui!), divulgando esse post para seus amigos, ou até simplesmente clicando nos banners dos anunciantes! Tudo isso ajuda o Queimando Filme a continuar postando conteúdo de qualidade para todos os amantes da fotografia analógica ;-)

Seja o primeiro a comentar!
 
Deixe uma resposta »

 

Deixa aí seu comentário!