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Livros Legais: A Mente do Fotógrafo, de Michael Freeman

por em 03/04/2013
 

Já faz mais de seis meses que publicamos um review sobre o livro O Olho do Fotógrafo, de Michael Freeman (aqui), e agora tá na hora de falar de outro livro desse autor, que se tornou um queridinho de vários “tipos” de fotógrafo, desde amadores até profissionais, de fotógrafos de arte a fotógrafos de casamento. E, lendo esse segundo livro dele, acho que entendi (ou confirmei) o porque disso: o cara é bom. O car não tem frescura, o cara não toma partido. Ele te dá conhecimento pra você fazer a sua fotografia. Ele não fica dizendo se ela é boa ou ruim. Assim como eu, ele acha que isso é problema seu.

livro-a-mente-do-fotografo-fotografia_MLB-F-3818984018_022013A Mente do Fotógrafo é meio que uma continuação do O Olho do Fotógrafo. Se no “Olho” ele tratava de itens mais ligados ao que o olho vê, aqui ele, como era de se esperar, fala sobre coisas que a mente pensa.

“Ãhn?”

Simples: ele tenta te ajudar a entender o que passa pela SUA cabeça quando você está no processo de fazer uma foto… mas sem filosofar muito. Ele basicamente te ajuda a entender suas próprias ideias e pensamentos. Por exemplo: minha foto tem “boa aparência”? A resposta vai depender, é claro (e é bom ler um livro que fale isso!) do que você considera boa aparência, da aparência que quer que a foto tenha, que fique boa na foto. Ele não tenta te enganar dando receitas de bolo. Se a questão não tem resposta, essa é a resposta. Mas ele te ajuda a encontrar a SUA resposta. Te ajuda a afastar os preconceitos e tentar entender o que é “boa aparência” pra você.

Mas é claro que ele não fica só nisso. Na verdade, a questão da boa aparência dura só umas quatro páginas das mais de 190 do livro. Ele trata, com o mesmo olhar (sem trocadilhos) de assuntos como clichês, harmonia, ironia, realismo, minimalismo…  várias outras características que fazem fotógrafos perderem o sono, ficarem confusos sobre suas obras, e se intimidarem, achando que só eles têm essas preocupações.

Não é atoa que o capítulo de introdução do livro se chama “Fotografia Democrática”. Me desculpem fugir do review do livro novamente, mas acho importante falar do autor, pois o review de um livro seu visto dessa forma acaba sendo um review de toda sua obra (eu acho). A abordagem do autor sobre temas que alguns “Gurus” ou “Mestres” (argh!) adoram complicar, é a de simplificar, relativizar, aproximar. O cara conversa com você como se você estivesse tomando uma cerveja num bar com ele, falando casualmente sobre fotografia.

19197_63-X-CTGP-AWMas o livro não é blablablá cheio de “depende” e “talvez”. Ele é bem prático, apesar disso tudo que falei. Pra cada tema abordado ele te dá sugestões sobre como tratar aquela questão: Quer tirar fotos de coisas mundanas de uma forma que elas ganhem o valor que você vê nelas? Na página 58 ele te ajuda, falando um pouco da história da fotografia, sobre clichês, sobre como tratar a foto, sobre como iluminar o mundano pra ele parecer menos… mundano.

Pra mim, ele se encaixa perfeitamente com “O Olho do Fotógrafo”. Ao terminar O Olho a gente fica se sentindo seguro, pronto, tranquilo… e isso é ruim, pois te deixa numa área de conforto pouco criativa. Com “A Mente”, Michael Freeman enfia ainda mais o dedo na ferida, te fazendo pensar se o que você faz é o que você quer fazer, ou se é o que os outros fazem e você apenas imita.

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