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De Onde Vêm as Boas Ideias?

por em 15/04/2013
 

Mais uma estréia de colaboradora no QF. Diferente dos últimos que estrearam por aqui, a Lila não é muito conhecida no Grupo Queimando Filme, mas é bem conhecida de quem foi no FilmePalooza de dezembro passado. Não só ela lotou três turmas de palestra sobre revelação em casa, como vendeu algumas dezenas de alças da sua “grife” Liloca Paçoca. E hoje ela estréia aqui falando de um tema que ela adora, e do qual inclusive é professora no IIF – Instituto Internacional de Fotografia.

Bem-vinda, Lila! Diga lá!

De onde vêm as boas ideias? Eu tenho bastante certeza que essa é a segunda grande dúvida de quem começa a fotografar. Dominados (nem) todos os botõezinhos e (algumas das muitas) variáveis da fotografia, eis que um dia a questão “tá, mas e agora, o que eu vou fotografar?” começa a rondar nosso pensamento e podar aquela vontade de fotografar tudo e todos.

Eu mesma passo por períodos enormes sem tirar uma única fotinha porque acho que tudo já foi feito, que minha ideia não vale a foto, não vale o tempo e nem o filme que comprei novinho e, como um caderno em branco, não sei o que fazer com ele!

Filmes novos são cadernos em branco – eu tenho um monte, tudo aqui na prateleira esperando “a grande ideia” que vai me mover até eles e destiná-los a um nobre fim.

Brincadeiras feitas, decidi compartilhar com vocês uma atividade que estou desenvolvendo e tem me ajudado muito a conseguir driblar esses períodos de escassez de fotos. Peguei um caderninho novo (sim, encontrei um bom propósito pra ele – é o caderno das boas ideias) e estou anotando todas as boas ideias de outras pessoas. Anotando, comentando, imprimindo umas fotinhas e colando nele, essas coisas que todo mundo que estudou arquitetura tem costume de fazer.

14_Vila-Olímpia11De vez em quando sou inspirada por uma delas e surge uma ideia linda, toda minha, na minha cabecinha! Essas eu anoto também e junto com elas vou planejando a execução do “mini-projeto”, anotando em que tipo de filme e suporte ficaria bacana, como, quando e onde posso fazer, com qual câmera… Já tenho umas 3 na fila pra serem executadas e, quando forem, compartilharei aqui com vocês também. Porque né? Executar é ooooouuuutra história!

Eu já não sei se esse texto ficou grande demais para o padrão do QF (é minha primeira colaboração e eu tô emocionada) mas isso é um problema pro André, que pode deixar a apresentação da primeira boa ideia fotográfica pra amanhã, mas aqui está:

# Boa Ideia nº1: Cassio Vasconcellos, Noturnos.
Cassio é um fotógrafo paulistano que tem como um de seus principais temas a cidade. Entre 1998 e 2002 ele decidiu fotografar São Paulo. Não como ela é, mas como ela aparece nos sonhos, na imaginação dele. Nesse mesmo período a gente tava vivendo um momento muito importante na fotografia – a chegada do digital, que mudaria definitivamente o caráter dessa nossa profissão/brincadeira/ferramenta ou o que quer que ela seja pra você.

Ele decidiu provar pro mundo que o mais importante nem é o suporte (filme, digital, etc), mas o que a gente pensa, cria e como usa as características que esse suporte tem para ajudar na construção da foto, da visualidade que representa a nossa criação, a nossa ideia.

Ele pensou em tudo (eu imagino ele pensando): Se é pra ser a cidade dos sonhos, vou fotografar a noite. Se é pra mostrar essa minha cidade e surpreender as pessoas, afinal elas tem que perceber que é um lugar conhecido mas que tá diferente, vou fotografar à pé. Pra terminar, vou usar uma polaroid, que é o que já existia de instantâneo antes do digital, limitadíssima nos ajustes de exposição e vai me ajudar a criar uma atmosfera de mistério com a distorção das cores provocadas pelo WB errado (filme balanceado para luz do dia e usado a noite). Será que deu? Que mais que posso fazer? Já sei: vou levar uns holofotes coloridos num carrinho de mercado pra iluminar os primeiros planos.

Voilá! Olha as fotos dele aí embaixo.

Mais da série noturnos você pode ver aqui, ó.

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