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Depoimento: Uma Polaroid e o momento mais bonito da vida…

por em 30/04/2013
 

Quando a Clarisse me disse que estava grávida (além do susto, felicidade e ternura) um sentimento me dominou por completou no momento em que ela completou “e eu quero que tu faças as fotografias”: A agonia. Não a agonia no modo ruim, e sim o contrário, a agonia de deixar sem dormir de tantas ideias que me vinham na cabeça, pois fiquei tão animada em querer fotografá-la nessa primeira fase da gestação, que eu já não aguentava mais esperar chegar o exato momento de decidir o lugar, a hora, a produção, o que ela estaria vestindo, etc.

Foi então que me veio a maior das dúvidas: Que câmera utilizar? Eu ainda não tinha decidido, quando lembrei que ainda restavam sete poses (segundo minha contagem) no filme que estava dentro da Polaroid. Daqueles filmes fabricados antigamente, inclusive com vencimento em 2009, como eu já o tinha utilizado (3 poses), já previa que o resultado seria exatamente como eu queria (ou pensava que queria). Essa Polaroid eu ganhei de um fotógrafo amigo dos meus pais, o único defeito dela é que o flash não tem mais sensibilidade e sempre funciona, mesmo quando está claro então tive que colocar uma fita isolante sobre ele, para que as fotografias não ficassem com a iluminação de flash.

E o dia finalmente chegou, uma segunda-feira, tínhamos marcado para as 15h, não teria problema onde o sol estaria – primeiro porque eu gosto da luz do sol direta e me aproveito disso, segundo porque íamos fazer dentro da casa dela em um lugar que é fora-dentro da casa ao mesmo tempo. Como nem tudo que se espera acontece, resumindo: Eu cheguei às 16h, ainda íamos comprar as flores, decidir o que ela ia usar e o mais desesperador, a casa não podia ser utilizada. Claro que mesmo assim fomos fazer as coisas que tinham que ser feitas antes de começar a fotografar.

Com as flores, as roupas e a indecisão se fazíamos ou não no jardim, já eram 17h20 e o sol estava se preparando pra ir embora. Eu já estava no limite da frustração, quando decidimos “vamos fazer agora ou nunca”. Observei o local, muitos cantos, detalhes bonitos e singelos me fizeram disparar nas ideias de poses e ângulos, foi aí que eu relaxei e comecei a trabalhar.

Nas primeiras fotografias já pude ter uma noção e fiquei mais empolgada em continuar. Como o sol estava fraco, só havia penumbras e raios de sol bem suaves, destacando a barriga de pouco mais de 2 meses, as flores e a delicadeza de movimentos. A Polaroid tem essa magia de te hipnotizar, você pode estar morrendo de ansiedade pra continuar a fotografar, mas não consegue tirar os olhos daquela fotografia que acabou de sair e ainda está tomando forma, cores e texturas.

Faltava uma pose! Já tínhamos seis fotografias e Clarisse estava se preparando para a ultima fotografia, toda a concentração do mundo, pois era a ultima, a que iria fechar o ensaio. O nervosismo tomava conta da gente, ajustei a câmera, prendi a respiração (pois faz parte do meu ritual quando está escuro e a possibilidade de tremer é alta) e na hora do clique: travado! O botão de disparo estava travado: ou seja, acabaram-se as poses, não eram sete fotos que faltavam, eram seis! Clarisse e eu não estávamos acreditando, passamos todo o tempo fazendo a contagem e na ultima… não existia ultima e foi quando eu lembrei que, realmente, já tinha feito anteriormente 4 fotografias e não 3.

Tudo bem, pelo menos esse ocorrido é uma parte da história que podemos contar rindo e que fez parte do dia recheado de emoção e surpresa a cada foto que saía da câmera, como um presente.

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