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Não desanime! A culpa pode ser da digitalização…

por em 27/05/2013
 

E então chegou o dia de você ir no Lab buscar as fotos daquela viagem que você fez. A ansiedade tomou conta, foi uma espera quase infinita, então você pega as fotos (digitalizadas ou impressas) e vê que elas ficaram horríveis, que você errou totalmente na exposição, as fotos ficaram ‘lavadas’, sem cor, sem graça.

Se acontece isso com você, e você é um iniciante na fotografia analógica, e esses eram os seus primeiros rolos, o que pode acontecer? Você acaba desanimando, pega sua câmera, os filmes que sobraram e resolve guardar, desiste da fotografia analógica de vez, e volta pra digital .

MAAAS, não desanime, a culpa das fotos terem saído desse jeito, PODE – em alguns casos – ter sido de quem as digitalizou.

Vou contar um negócio que aconteceu comigo.

Ano passado, fui viajar e resolvi levar minha Trip 35, que além de estar com o fotômetro quebrado e eu ainda não entendia muito bem como funcionava a regrinha sunny 16. Então, eu selecionava a abertura no ‘chute’. Eu só sabia que ela estava funcionando, pois já tinha queimado dois rolos. Mas algumas das fotos ficaram meio sem vida, faltavam aquelas cores vibrantes. Até então, pra mim, o problema era na câmera.

Ok, malas prontas, Trip na mochila acompanhada de 2 rolos de Fuji Superia X-tra 400 e 1 rolo de Kodak Ultramax 400.

De volta a São Paulo, mandei revelar e digitalizar as fotos em cd. E pra minha surpresa, várias fotos ficaram legais, mas algumas daquele jeito: sem cor, sem graça, etc, e outras que eu queria ver não saíram, porque: tempo nublado + câmera com fotômetro quebrado = fotos escuras demais, certo?

Tudo bem, o saldo foi positivo, mais fotos boas do que ruins. Negativos guardados, fotos postadas no flickr, fim.

4 meses depois, eu finalmente comprei meu scanner de negativos. E tinha uma das fotos da viagem que eu precisava digitalizar de novo, agora em um tamanho maior. Fui fazer o serviço e aí eu não acreditei. Essa foto, que digitalizada no Lab parecia foto velha, desbotada, estava muito melhor, agora com as cores que eu lembro que fotografei, sem eu precisar editar  NADA, só liguei o meu scanner, coloquei no automático e mandei bala. Aquelas fotos que eu lembrava que tinha tirado mas achei que não tinha saído por estar escuro demais, estavam lá, sendo digitalizadas. Acabei fazendo isso com todos os filmes da viagem, e descobri que o fotômetro quebrado da Trip não influenciou em muita coisa, só em algumas fotos onde a câmera sem flash e o ISO 400 realmente não davam conta.

O que aconteceu e acontece muito hoje em dia é o seguinte: o cara do Lab colocou meu negativo no scanner, apertou o botão verde pra digitalizar, e deve ter saído da sala pra tomar um café, bater um papo, e depois quando ele voltou as fotos estavam lá no computador. Não conferiu, não fez nada. Uns 30 minutos no photoshop teriam resolvido o problema, mas tempo é dinheiro.
Então aqui vão as dicas pra quando vocês passarem por algo parecido:

- Analise bem os negativos (coisa que eu não fiz) antes de achar que você errou tudo na hora de fotografar ou achar que a culpa é da câmera;

- Analisou o negativo e consegue ver todas as 36 fotos, mas no CD que te entregaram só tem 25 fotos? Leve o negativo pra digitalizar de novo no mesmo ou em outro lab ou compre um scanner (o que eu recomendo). Provavelmente essas 11 fotos estavam um pouco escuras ou claras demais e precisavam de um ‘tempinho’ extra pra ajustar;

- A culpa realmente foi sua, errou na exposição, regulou tudo errado? Não desanime. Compre outro filme e como dizia meu amigo Raul Seixas: “tente outra vez”.

E aqui embaixo tem algumas fotos dessa viagem. Vocês vão reparar que a qualidade não está lá essas coisas, algumas fotos estão com muitos grãos, mas é quando a foto está muito escura, então o scanner não vai fazer nenhum milagre, mas da um cara melhor para as fotos . Comparem as digitalizadas no lab e as digitalizadas em casa (Epson V330 sem edição no Photoshop, Lightroom, etc.)

 




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comentários
 
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  • 30/06/2013 em 10:12 pm

    Oportuno artigo. Passei por estas mesmas desilusões há anos atrás, até que resolvi radicalizar e comprar um scanner de alta qualidade (que minha mulher até hoje não sabe o preço). O resultado é que estou no mundo digital desde 2006 mas mantenho fotos regulares com filme (principalmente 120) e muitas delas estão entre as melhores que fiz até hoje. Abs.

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  • Carolina
    27/05/2013 em 6:00 pm

    Assim até desanima mandar digitalizar o filme enquanto você não tem scanner… Parece desperdício de dinheiro pra um trabalho mal feito!
    Uma dúvida: sei que olhando o negativo dá para ver se há alguma foto ou se queimou (ou muito escura), mas será que dá pra perceber o contraste e brilho? Por exemplo, nos casos das suas fotos, suponha que as fotos fossem de negativos distintos: as com mais contrastes seria do filme 1 e as com menos, do filme 2. Será que haveria uma diferença clara nos negativos que pudéssemos perceber apenas olhando?

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    • Yago Moreira
      31/05/2013 em 1:29 am

      Olá, Carolina!

      Olha, não tenho certeza disso, mas eu acho que não tem como diferenciar contraste e brilho só olhando o negativo. Pelo menos eu não tenho tanta experiência assim pra diferenciar :D Mas eu acredito que é bem mais fácil notar alguma diferença no caso de filmes Cromo/Slides já que a as cores não estão invertidas.

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  • Bruna
    27/05/2013 em 5:09 pm

    Boa dica!
    Trabalho em um laboratório profissional e aqui as laboratoristas fazem o máximo para aproveitar todas as fotos dos filmes com qualidade, corrigem se necessário, etc.Mas é importante alertar sim as pessoas sobre isso, sempre olho o negativo pra ver como estão os fotogramas! Tem que confiar no lab desconfiando rs

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