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Depoimento: sobre pinholes e sobre ensinar…

por em 31/05/2013
 

Quem acompanha o Pinhole Day, como nós do QF, percebe que, a cada ano que passa, mais e mais pessoas se dispõem a ensinar outras pessoas, de todas as idades, a fazerem suas próprias câmeras de buraco de agulha. E isso é bom porque permite que quem j;a nasceu na tal da “era digital” possa ter contato direto com o básico do básico da fotografia, que é a “camara obscura”.

Uma dessas pessoas dispostas é o Marcos Semola, que já passou por aqui com alguns dos seus projetos, que resolveu ensinar a um grupo de crianças o que sabe sobre fotografia pinhole. E ele escreveu pra gente contando como foi, e o que levou ele a tocar mais esse projeto. Fala Marcos!

A cultura da socialização, da inclusão e do conhecimento coletivo me ‘contaminou’ e isso começa a aparecer no meu hobby de fotografia.

Além de uma dezena de projetos autorais que tomam parte do meu tempo, me entusiasmei com a possibilidade de levar uma experiência diferente para as crianças em um evento de criatividade da escola do meu filho, no Rio de Janeiro. Reuni o aspecto da reciclagem e da criatividade em um trabalho manual, com a possibilidade de gerar curiosidade nas crianças ao redor da mágica de se produzir uma imagem e ainda resgatar um passado de uso de filme que, possivelmente não terão a chance de experimentar quando adultos.

Assim nasceu a oficina de fotografia com câmera pinhole feita com caixa de fósforos. Uma atividade super interativa que começou com um pouco da história da fotografia, passando pela explicação do conceito de câmara escura através de um modelo em grande escala e finalmente com a confecção das câmeras, seu uso e finalmente a revelação e o scan dos resultados.

Não saberia dizer quem mais se divertiu, os filhos ou os pais, mas fiquei com a certeza de que foi uma experiência enriquecedora e gratificante.

E aqui, nesse post de feriado, com esse pequeno depoimento do Marcos, e as fotos do projeto (abaixo), fica a sugestão: ensine o que você sabe. Passe pra frente o que você já aprendeu sobre fotografia com filme e seus prazeres. Eu compartilho esse prazer de ensinar com o Marcos. Não apenas em cursos para os quais recebo um (justo) dinheirinho, mas também em projetos como o da Oficinaria, onde não recebo nada, ou no dia a dia das dezenas de pessoas que mandam email pra gente todo mês pedindo dicas, sugestões, ou tirando dúvidas técnicas e conceituais.

Ensinar é bom, é gostoso, é enriquecedor. A gente às vezes aprende mais do que o aluno quando está ensinando, porque ele nos desafia a estudar coisas que não sabemos, e faz perguntas que nunca havíamos pensado em fazer.

Portanto, se dia desses aparecer uma chance de ensinar um pouco de fotografia analógica para alguém, como aconteceu com o Marcos, não perca a oportunidade. Vai por mim. Você não vai se arrepender ;-)

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comentários
 
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  • lu/ mlsirac
    31/05/2013 em 5:50 pm

    Pois é, o que eu mais curto no QF é exatamente este desprendimento, essa disposição de ensinar o que sabe! Aprendo sempre aqui, muito! Obrigada de verdade

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  • Giulli
    31/05/2013 em 3:04 pm

    Demais a iniciativa! Ano passado eu fiz como projeto de feira de ciências no colégio. Falamos brevemente sobre a história da fotografia, fizemos uma exposição tanto de fotos digitais como das fotos feita com a pinhole e depois explicamos como se faz a pinhole. Foi demais! É legal você ver que as pessoas se interessam, mesmo nessa era com tantas tecnologias. A única parte ruim é que é muito caro para revelar as fotos (pelo menos aqui na minha cidade), tenho mais dois filmes para revelar, mas me falta o dinheiro hahahahahaha.

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