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Onde os fracos não tem vez: Como converter sua EF-S 10-22mm em EF

por em 05/06/2013
 

Desde o início da era digital, a Canon percebeu a necessidade de ter objetivas específicas para câmeras com sensor APS-C (que produzem um fator de corte de 1.6x). Dessa necessidade surgiram as lentes EF-S, uma variação do mount EF original, porém com os benefícios de serem mais baratas, menores e mais leves – apesar de nem sempre cumprir um dos três itens… ou os três.

O problema das objetivas EF-S é que elas possuem um recuo de plástico e borracha que as impedem de serem encaixadas em câmeras com sensor APS-H (que produz um fator de corte de 1.3x) ou fullframe. E é justamente aqui que eu quero chegar: por fullframe, entenda tanto as digitais quanto a sua EOS de filme.

Mas o que fazer se você investiu tempo (e um belo dinheiro) para adquirir a Canon EF-S 10-22mm f/3.5-5.6, a única ultrawide para DSLRs da marca, e quer utilizá-la no seu equipamento analógico? A resposta é simples: arranca o recuo de plástico e corre pro abraço.

SBP_2724.jpg

O fotógrafo Sam Bennett teve um problema similar, e apesar de envolver apenas SLRs digitais, nós podemos abusar do ensinamento já que o mount, por si só, é o mesmo. Tudo vai funcionar: abertura, autofoco, zoom. E o melhor: o tutorial dele é reversível! Caso você queira voltar o recuo, basta encaixá-lo de volta. :D

Como sempre, faça por sua conta e risco, pois isso envolve a construção de uma objetiva. Ela é eletrônica, então existem contatos e um circuito dentro dela – então todo o cuidado deve ser redobrado. O tutorial está em inglês e pode ser lido aqui.

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comentários
 
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  • 30/10/2016 em 4:33 am

    Pessoal vamos ser mais práticos. Ao invés de ficarmos colocando e retirando um anel, por que na trocarmos logo a baioneta completa de uma EFs 55. – 250 por uma baioneta completa EF? Já que no meu caso, a CANON T1i tanto pega a EF como a EFs se eu quiser usar a minha EFs 55-250 em uma FULL FRAME, é só trocar a baioneta completa e pronto não perderei a lente e nem deixo de usar as duas câmeras.

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    • 30/10/2016 em 12:48 pm

      Porque a baioneta é a mesma nas duas lentes. O que ocorre é que as objetivas EF-S possuem um recuo interno, nos elementos ópticos, que “entram” dentro do corpo das câmeras com sensor APS-C. Se você não retirar esse recuo, o elemento traseiro da lente bate no espelho de qualquer câmera com sensor full frame ou 35mm.

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  • 05/06/2013 em 10:07 am

    Atenção com isso. Um dos motivos de existir esse recuo de plástico, é que algumas lentes EF-S possuem o elemento de vidro traseiro mais atrás do que as EF. Se fizer essa adaptação em uma lente assim, ao usar numa full frame ou analógica, o espelho vai bater no vidro traseiro da lente, vai riscar a lente, vai quebrar o espelho e você vai ter sete anos de azar.

    No caso, a 17-40mm tem aproximadamente o mesmo campo de visão numa full frame que a 10-22 tem numa APS. E se quiser mais aberto tem a 8-15, que server em full frame normal.

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    • 05/06/2013 em 10:36 am

      Sim, em tese o recuo é justamente pelo elemento traseiro ser mais próximo do espelho. O que ocorre é que nem em todas ele chega tão fundo, como é o caso da 10-22mm e da extinta 17-85mm.

      A 10-22mm equivale, em 35mm, a uma 16-35mm. A 17-40mm e a 16-35mm são as maiores angulares da Canon para fullframe. Também tem a 14mm f/2.8, que é ultrawide. A 8-15mm é fisheye, não ultrawide, então ela distorce nas bordas (e ela é circular em 8mm e não-circular em 15mm). E rolam boatos de que a Canon está patenteando uma 12-24mm, o que seria a opção ultrawide zoom para ff. Até lá, quem quiser algo mais wide que 14mm vai ter que se virar desse jeito. :D

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      • Hervan
        05/06/2013 em 11:29 am

        As lentes feitas para APS-C projetam um círculo no sensor que não preenche totalmente um quadro FF, deixando vinhetas intensas nos cantos, fica sem utilidade.

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        • 05/06/2013 em 11:53 am

          Oi Hervan, de fato ficou faltando abordar isso no post! Mas como a ideia [e experimentar, vale tudo… :-)

          Sobre a lente ficar “sem utilidade”, discordo. É como uma lente trincada ou mofada. Pode funcionar para funções especificas… eu por exemplo já usei uma EF-S em uma Canon EOS analógica. O resultado, é claro, foram fotos com bordas negras e apenas o circulo da imagem no centro. Mas ficou interessante…

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        • 05/06/2013 em 12:33 pm

          Novamente, depende. A vinheta da 10-22mm não é tão dura ao ponto de não ser corrigida no Lightroom/Photoshop. Mas é o que o André disse: tudo uma questão de aplicação. Existe lente EF que vinheta da mesma forma – a EF 40mm f/2.8 Pancake, por exemplo – mas muita gente nem se dá conta disso.

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