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Testando o Lomography Smartphone Film Scanner

por em 22/06/2013
 

E chegou o tal scanner de filmes da Lomography. Quer dizer… por “chegou” quero dizer que quem comprou na pré-venda deve ter recebido (ou está recebendo) seu scanner. Mas… E quem esperou o lançamento para saber se vale a pena ou não, como fica? Se você é uma dessas pessoas, hooray! Eis que aqui uma resenha, quentinha, para você saber se vale ou não a pena adquirir um. ;}

Agradecimentos mais que especiais à Marina, gerente da Lomography Gallery Store São Paulo, que me emprestou seu scanner pessoal para eu testar.

Agora, vamos ao que interessa…

Pois bem. O André já escreveu a respeito desse scanner aqui, o qual ele nomeou como “seu segundo scanner”. Na boa? Ele acertou em cheio. E vale a pena citar que o nome completo do produto é “Smartphone Film Scanner”, ou seja, ele não veio com a intenção de substituir um scanner de verdade – e se tinha essa intenção, falhou miseravelmente.

O produto é bem simples: é uma base com uma luz de LED (que eu achei bem fraca, pra ser sincero), alimentada por duas pilhas AA,  que ilumina o filme por trás e permite que você “digitalize” o negativo usando a câmera de seu smartphone. Para isso, você deve utilizar os stackers (peças de plástico que vão funcionar como um “fole”) para distanciar seu celular do negativo. Segundo o manual de instrução, são necessários dois stackers para usar com o iPhone 4/4s – mas que é necessário testar para ver qual é a configuração mais indicada para o seu aparelho.

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Tudo o que vem na caixa: a base com a luz, o holder do smartphone, três stackers, manual de instrução e a máscara para usar com negativos produzidos na Lomokino

Aí a gente pula pra segunda parte: você precisa baixar o app para poder, de fato, digitalizar seus negativos. O app se chama LomoScanner e é gratuito – tanto para Android quando para iOS.

Mas e a qualidade do scan?

Bom, esse é o ponto em que a coisa começa a ficar complicada. A qualidade do scan não está, necessariamente, ligada à capacidade da câmera do seu smartphone. Explico:

Eu fiz o teste usando um iPhone 4s que, querendo ou não, é uma das melhores câmeras em smartphones já lançadas. A qualidade da imagem? Bom, quando falamos de um cromo, é ok:

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Agfachrome Precisa 100CT: acima, scan do laboratório (Fuji SP-3000); abaixo, Lomography Smartphone Film Scanner com iPhone 4s

A maioria das câmeras de smartphones, hoje, possuí balanço de branco automático. Como podem ver, o scan feito pelo celular tem uma qualidade aceitável, maaaaaas as cores foram corrigidas, literalmente. De todo modo, nesse caso passa, afinal é uma foto que pode ser utilizada na web ou em baixa resolução.

O problema pega mesmo quando você vai digitalizar um negativo comum:

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Fuji Superia 200: Acima, digitalização do laboratório (Noritsu QSS-3033); abaixo, OH MYGODTHEHORROR, digo, Lomography Smartphone Film Scanner com iPhone 4s

Como vocês podem ver, a digitalização de um negativo comum fica horrível: granulada em demasiada, com uma cor não agradável e sem definição alguma. E, por incrível que pareça, esse foi o melhor “scan” que eu consegui usando o scanner da Lomography.

O que? Você quer uma prova? Não digam que eu não avisei. Lá vai…

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Fuji Superia 200: Acima, digitalização do laboratório (Noritsu QSS-3033); abaixo, bem… Lomography Smartphone Film Scanner com iPhone 4s

Não tá satisfeito ainda? Então mais uma comparação:

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Fuji Superia 200: Acima, digitalização do laboratório (Noritsu QSS-3033); abaixo – *sigh* – Lomography Smartphone Film Scanner com iPhone 4s

Eu não tinha nenhum redscale, xpro ou preto e branco para testar na hora o scanner, então fico devendo isso pra vocês. Mas, oh, considerando o resultado de negativo, acredito que os negativos nesses modos sejam algo bem no meio do caminho entre o negativo colorido e cromo.

E o app?

Bom, o app é bem simples de se utilizar, sem grandes segredos. Ele é bastante intuitivo e de fácil configuração. Mas, cá entre nós, eu tenho a impressão de que o Helmut faz um trabalho melhor de conversão de negativo do que o LomoScanner, da Lomography. O problema, porém, é que o Helmut só está disponível para Android.

Uma outra alternativa seria, em tese, utilizar uma DSLR para fazer a digitalização e apenas o app para conversão – mas, novamente, não acho que o resultado vá surpreender, não.

Conclusão:

A ideia do produto é hiper bacana: um scanner leve, portátil, pra você levar pra tudo quanto é canto. Digitalização rápida e indolor pra quem quiser ter uma certa “memória digital” de negativos e afins, ou quer ter uma ideia de como suas fotos ficaram assim que saírem do lab.

Na minha opinião, se o valor de venda do Lomography Smartphone Film Scanner passar de R$250, talvez seja mais interessante comprar um scanner da ION, tipo esse aqui. Agora, se for abaixo disso, é um produto a ser considerado: não é a digitalização mais perfeita que você vai encontrar, mas para aquilo que ele se propões, tá ótimo – principalmente se você for digitalizar cromo.

Atualização 24/10/2013

Bom, como alguns de vocês viram, as principais reclamações são quanto ao app, e não ao produto em si. Pois bem, o app foi atualizado, e nós fizemos novos testes. :D

Dessa vez o app foi mais “útil”, possibilitando ajustes de brilho, contraste e até white balance. Agora sim as fotos estão, pelo menos, enxergáveis.

Como a maioria das reclamações foi quanto ao uso com negativos, fiz uma leva de 5 imagens. Uma delas, por motivos de “como será que fica?”, foi digitalizada como negativo preto e branco também. :}



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