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As “duplas exposições surpresa” do Mike

por em 24/06/2013
 

Tem coisas que só a fotografia com filme faz por você… exatamente por isso. Por causa do filme. Uma dessas coisas é a experiência bizarra que aconteceu com o Mike: Ele conseguiu um rolo de filme que achou que estava virgem, fotografou e, quando revelou, descobriu que alguém já tinha usado o rolo todo. O resultado… bom, vou deixar o Mike contar.

Fala Mike!

247127_10201009010084354_434425252_nEu consegui o filme graças a uma caixa que veio dos EUA de mudança para o Brasil. Meu padrasto trabalha com mudanças e o dono nunca veio buscar suas coisas. Dai, recebi dois rolos de filme 120 e um filme colorido iso 400 da ilford.

Recentemente comprei uma Canon A-1 e estava planejando uma viagem na qual queria levar a Canon e para isso resolvi testa-la e ver se estava funcionando bem. Carreguei com o filme e realizei diversas saídas sem compromisso para testar. 

Depois de terminado, mandei o filme para revelar e, antes de me entregarem, um funcionário me ligou dizendo que tinha o filme tinha sido usado duas vezes e me perguntou se eu ainda queria a digitalização. Não fiquei tão surpreso, pois quando testei os filmes 120, tive o mesmo resultado: tinha fotografado em cima de um filme já usado. Pedi para que revelasse mesmo assim e fiquei ainda mais ansioso para ver o resultado.

Quando recebi as fotos em versão digitalizada, gostei muito de algumas fotos. Não sei a região específica de onde as fotos originais foram feitas, mas foram feitas nos EUA e no litoral.

944476_10201009009284334_2014503738_nA mistura da paisagem praiana mescladas com o centro de São Paulo ficou muito interessante, principalmente o retrato da minha avó, que parece uma fotografia pensada, pois o reflexo do mar parece como refletido numa porta de vidro ou janela.

Outra muito interessante foi a foto que eu tirei de um corredor da Casa da Imagem e foi fotografada em cima de uma imagem com fogo.

Gostei muito também das estátuas da fonte da Praça Buenos Aires com um pedaço de mar (ou rio) – que sorte que as duas imagens foram feitas com a câmera na horizontal.

Depois do retrato da minha avó, a minha preferida foi a da estátua que fotografei dentro de um cinema abandonado no centro. A imagem final ganhou uma textura muito legal.

Enfim, esta foi minha experiência com dupla exposição feita sem querer. Foi uma surpresa boa.

É… isso não é coisa que acontece todo dia, né? Mas acabou gerando umas fotos – na minha opinião – fantásticas. Mas nem vou dizer de quais gostei mais :-)

Veja as fotos abaixo, e deixe seus comentários!

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