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Mais “Film Soup”: água fervente com suco de limão…

por em 26/06/2013
 

O leitor Lucas J. Badini, que já colaborou com o site com esse post sobre mofo na lente, mandou mais uma coisa meio… digamos… pouco ortodoxa pra gente publicar. É uma experiência que ele fez com um filme já revelado, água e limão. O resultado foi bem, bem legal… olha só:

Muitas vezes achava a fotografia colorida normal analógica um tanto sem graça, talvez por não te o charme do grão em preto e branco, das nuances de tons de cinza, e por não ter a “loucura e abstração” do processo cruzado. O colorido pelo colorido me parecia um pouco normal demais, mas devo admitir que é a maneira mais barata de se fazer fotografia analógica no Brasil.

36Pesquisando e olhando sites pela vida afora, acabei me deparando com algo interessante: pessoas que destroem negativos, no sentido mais literal que se possa imaginar, sem ser colocando-os em rolos compressores ou na Baía de Guanabara. Percebi que existiam/existem milhares de maneiras diferentes de se destruir um negativo, mas quase todas acabam passando por se usar líquidos e, em sua maioria, com água fervente no meio.

Existem pessoas que decidem colocar o filme imerso em café quente, água sanitária, qualquer tipo de líquido ácido. Outras optam por deixá-los pegar um bronze no sol ou cozinhar no fornô por alguns minutos. Há até quem fale que baixíssimas temperaturas são capazes de alterar a química e interferir na cor. Mas eu optei por: suco de limão.

Primeiramente, eu tirei todas as fotos do filme pré-experiência, como se fosse um filme normal para fins normais, ou seja, tirar fotos coloridas. Escolhi um Kodak desses que se encontra em qualquer lugar, ISO400, coloquei na minha Nikon FA junto com uma lente 50mm, sem diferença alguma.

04ADepois de rebobinado, mergulhei ele em um copo com água fervente e suco de limão direto da fruta, mexendo eventualmente ele com uma colher e trocando a solução quando a água abaixava a temperatura por uma nova. Ao todo, ele ficou mergulhado na msitura por cerca de uma hora e meia.

Depois, deixei secá-lo ao sol durante algumas horas e revelei num laboratório de confiança, sem dar nenhum tipo de aviso ao pessoal que trabalha lá.

O resultado foi que aconteceram muitas “aberrações cromáticas” na foto; manchas de todas as cores pela imagem, roxas, verdes, azuis, vermelhas, como se a imagem toda estivesse cheia de arco-íris. 

Legal, né? Pra ver mais fotos desse experimento, dá uma olhada aqui no Flickr do Lucas.

Agora ATENÇÃO: Um aviso do Lucas: para quem quiser tentar algo semelhante, não esquecer de ter CERTEZA que o filme secou, senão a galera do lab não irá revelar ;-)

 

 

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