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Projetos Legais: Theo-roids (e alguns pensamentos sobre projetos assim…)

por em 08/07/2013
 

Muita gente curte a ideia de começar um projeto de registro diário, ou periódico, de algum tema, e iso não é novidade. Esse tipo de projeto têm se tornado popular com a facilidade de se fazer fotos com câmeras de celular, Instagram e etc. Mas poucos são os que topam, e levam em frente, fazer algo assim com fotografia com filme. Se bem que com Polaroid a coisa fica mais divertida e instantânea… :-)

Captura de Tela 2013-07-08 às 07.57.06

Gal Harpaz é um artista plástico israelense que decidiu fazer um projeto assim, com sua câmera Polaroid, em 2004, quando seu filho Theo nasceu. Surgiu o projeto Theo-roids, que segue até hoje, com fotos novas publicadas periodicamente.

“Ah tá… o cara tirou uma porrada de fotos do filho crescendo. E daí? Minha mãe fez isso também”. Sim. É verdade. Mas sua mãe tirou elas PENSANDO nesse projeto? Havia a preocupação de se montar, no futuro, um mosaico com essas fotos, pra que a sua vida pudesse ser vista através dessas fotos de uma forma tão gráfica? Acho que não, né?

Existem muitas formas de se transformar um projeto onde você tira muitas fotos (até uma por dia durante um ano, como os projetos “365” que infestam o instagram) em algo mais tangível, mais integrado, algo que transmita o que você quer transmitir. Fazer um mosaico, um mural, como o que Gal fez com as fotos de seu filho é a melhor que conheço. Melhor que um album de família, aliás. Quer ver? Vamos lá.

Imagine-se tirando fotos do seu dia-a-dia. Algo que mostre uma continuidade, uma evolução, uma mudança, ou qualquer outra coisa. Agora imagine as fotos em si. Simule, mesmo, umas dez, vinte fotos dessa série na sua cabeça. Ok? Agora imagine todas elas lado a lado, em um mosaico, com o do Theo ai em cima. Agora veja (na sua cabeça) como essas fotos se unem, ou se diferem. A semelhança ou a diferença entre as cores e os elementos das fotos.

Captura de Tela 2013-07-08 às 07.57.31Pois é. Projetos assim constroem uma imagem com base em várias imagens. É assim, aliás, com os famosos Lomowalls que a Lomography monta em suas lojas, com a diferença que, nos Lomowalls não existe nenhuma história nas fotos. Elas simplesmente se tornam grãos, pixels, tijolinhos de uma nova imagem. Enquanto um Lomowall constrói uma nova imagem “de fato” com base em várias fotos, um projeto de mosaico de fotos que foram intencionalmente feitas pra isso constrói uma história, uma narrativa (fotos do crescimento do seu gato), um clima (fotos da sua cara na hora que acorda), uma cultura (fotos do que você come no café da manhã).

“Mas fica muito caro fazer um projeto desses!”. Não, não fica. Usando uma Fuji Instax, você vai gastar uns 100 reais pra fazer 40 fotos, o que dá quase uma foto por semana em um ano inteiro! E você pode até ir montando o mosaico enquanto vai tirando as fotos… :-D

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