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Descobrindo a latitude dos seus filmes… olhando para eles

por em 25/07/2013
 

Foto: “Untitled” por Vinicius Depizzol

Entre as dezenas de blogs que eu leio sobre fotografia, o PetaPixel é o que eu mais bato ponto. É uma leitura quase que diária, e por mais que eu leia mais pelas notícias, vez ou outra aparece um artigo bacana.

Esses tempos, o site postou um artigo denominado “Film Photography Technique Tips for the Digital Photographer” (“Dicas técnicas da fotografia com filme para o fotógrafo digital”, numa tradução livre) que, entre outras coisas do tipo “o que é ISO”  e “o que é puxar/empurrar o filme” , havia uma parte que merecia uma menção mais que especial aqui no Queimando Filme.

Pra começo de conversa, nós já falamos sobre latitude aqui no QF. Que negativos tem mais latitude que cromo por isso perdoam mais erros de exposição e bla bla bla. Todavia, o que nós não falamos nunca é como ver o quanto de “erro” o filme que você está usando aguenta. Preparados? Pois bem, pega um rolo de filme aí e mãos à obra.

Todo filme possuí um código chamado “DX”, o código responsável para ditar pra sua máquina (caso ela seja eletrônica) qual ISO que você colocou na câmera. A questão é que não é apenas o código de barras que faz parte do código DX, mas aquela sequência maluca de quadrados e afins também faz parte.

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Tá vendo esse monte de quadrado embaixo do código de barras? Então, são naqueles dois ali dentro da indicação vermelha que você tem que ficar de olho.

Pois bem, olhando para o código DX, você consegue descobrir a latitude do seu filme.

Mas como eu faço isso?

Bem, a resposta é simples: é só seguir essa tabelinha abaixo.

DX-Table

Essa parte do código DX é composta por 6 quadrados. Os 4 primeiros você pode ignorar, o que nos leva a considerar apenas os dois últimos (no caso, aqueles dois que eu destaquei na foto acima).

Ou seja: lendo essa tabelinha hiper esperta, o filme daquela foto (um Fuji Provia 400X), que é um cromo, tem uma latitude de meio ponto pra mais ou pra menos. Em resumo: você só pode errar a fotometria com esse filme em meio ponto, seja pra mais ou para menos. Já o exemplo abaixo, um Fuji Superia 200, é mais “maleável”, e permite um erro de até 3 pontos (sobrexposição) ou 1 ponto (subexposição).

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Fuji Superia 200 – segundo a tabela, latitude de +3 / -1

Espero que gostem da dica. Se alguém quiser ler o artigo completo, em inglês, eu sugiro que você esqueça isso e leia o Queimando Filme acesse o link abaixo:

Film Photography Technique Tips for the Digital Photographer (PetaPixel)

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comentários
 
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  • 25/09/2013 em 4:48 pm

    Saber o que quer dizer o código DX é ótimo. Mas outro dia eu queria saber qual era o ISO de um filme revelado, que eu não tinha anotado. Como saber? Achei um simulador de código DX (http://www.imageaircraft.com.au/DXsim/).
    Se copiar o código que está no filme, ele converte em informação. É só clicar no código à direita e deixar igual ao da tira.
    Também dá pra digitar o código de barras ou montar o próprio código do rolo.

    Responder

  • Domingos
    29/07/2013 em 11:10 am

    Alo Bruno! E para filmes de médio formato, 120, 6×6: será que existe alguma forma de descobrir a latitude destes filmes??? Vi uns quadradinho num filme, mas não sei se funcionaria da mesma forma… vc já leu algo a respeito?
    Abs

    Responder

    • 30/07/2013 em 4:10 pm

      Hm… Tá aí uma boa pergunta. Dei uma pesquisada, mas não encontrei nada a respeito. Acredito que a latitude seja igual à versão 35mm.

      Desculpe não poder ajudar mais. :/

      Abraço!

      Responder

  • Ricardo
    25/07/2013 em 8:28 pm

    Ué, a câmera da mocinha me parece uma Fuji X100, que é digital… ;)

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