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Kodak Alaris: A “Kodak que interessa”…

por em 17/09/2013
 

Aqui no Queimando Filme não costumamos entrar na corrida de noticiar os últimos lançamentos e novidades na hora em que elas acontecem. Preferimos pegar aquela novidade, entender, avaliar, e publicar algo que fale da novidade, mas que traga aos leitores algo mais do que a notícia em si.

Por isso, não publicamos nas semanas passadas nada sobre o surgimento da Kodak Alaris. Mas, como percebi que muita gente acaba se informando sobre o mundo da fotografia por aqui (que honra!), vamos falar um pouco sobre a KA, pra quem ainda não sabe, e abrir um debate (nos comentários, topa?) sobre o que deve vir por ai.

Pra quem não sabe, a Kodak vendeu todas as suas “coisas” relacionadas a “Imagem Pessoal” (fotografia) pro fundo de pensão dos funcionários da própria Kodak do Reino Unido. Isso aconteceu a uns meses atrás. Pois bem. Na semana passada, no dia 3 (de setembro… de 2013), foi anunciada a nova estrutura dessa nova empresa.

alaris

Logo da Alaris, já no site da Kodak, “em cima” das páginas sobre os filmes que amamos…

Segundo o press-release deles, a “Kodak Alaris combina uma herança única, liderança de mercado, incluindo quatro mercados”, sendo o primeiro desses mercados o de “Captura em filme, que inclui alguns dos filmes fotográficos mais famosos do mundo tanto para profissionais quanto para amadores”. Os outros negócios incluem revelação digital, impressão, quiosques fotográficos e etc.

E vaio continuar tudo sendo chamado de “Kodak”. Sem o “Alaris”. Por isso, dizem eles, continuaremos a ver por aí filmes Kodak, com suas caixas amarelinhas e tudo mais \o/

E é bem possível que isso aconteça mesmo. Quem tem um pouquinho de experiência no “mundo dos negócios” pode confirmar que, já que essa nova Kodak deixa pra trás todo o peso da antiga Kodak, com compromissos de vendas e metas absurdas, dividas estratosféricas e folhas de pagamento do tamanho do mundo, a coisa pode funcionar.

Imaginem uma Kodak do tamanho de uma Ilford/Harman, ou do tamanho – sim! – de uma Lomography. Com estrutura menor, custos enxutos, etc. Pois é. É por aí… o mercado encolheu, e a única forma de uma marca grande sobreviver é… encolher.

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Parceria com a Framed Network…

E essa “Kodak que importa pra nós” já têm mostrado algumas características de seu novo DNA. Lembram do tal documentário do qual falamos domingo passado? Pois é… e quer mais? Olha essa parceria com o site de Web-TV Framed Network. O que essas duas parcerias têm de demais? Ambas são direcionadas ao publico amador! Tipo assim… pra gente! :-D

Mas por enquanto, em termos de produto, o que temos é o que já tínhamos. Dá pra conhecer mais sobre a KA no (sub)site deles (que fica dentro do site da “velha” Kodak, aqui.

Enfim, é uma questão de ficar de olho, e torcer pra dar certo. Se der, teremos filmes da caixinha amarelinha por muitos e muitos anos ainda… ;-) Fiquemos de olho nessa Kodak. Na Kodak Alaris. E a outra Kodak, a que quase acabou com nossos filmes, que se exploda.

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comentários
 
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  • Carlos
    12/05/2014 em 9:33 pm

    Sou ex funcionário da Kodak e la trabalhei 25 anos e fiquei muito triste com as noticias da Kodak que abalaram o mundo . Agora fico torcendo pela Kodak Alaris e feliz. .

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  • Martin
    20/09/2013 em 7:01 am

    Ainda bem! Quem sabe a Kodak volta a ser o que foi. Em 1940 a distribuição deles era melhor e mais eficiente do que em 2010.

    O curioso da postagem é que ver que a Kodak redescobre o caminho. Ela cresceu graças a amadores, e especialmente a quem revelava em casa (até os anos 70 mais de um terço do dinheiro vinha disso! Foi o colorido em papel, com químicos chatos de usar, ampliadores cheios de frescuras, etc, que mudaram o quadro). E só agora se lembra desse pessoal…

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  • CLODOALDO
    17/09/2013 em 9:39 pm

    Também fiquei muito feliz com a notícia de que a Kodak pode continuar com a fabricação de filmes fotográficos, assim a fotografia analógica ganha fôlego para continuar viva…

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  • aiesca
    17/09/2013 em 7:34 pm

    Ontem quando fui revelar um filme em um lab muito bem recomendado, mas onde nunca tinha ido o dono me falou: se você tem mais filmes em casa traga-os logo porque os labs que revelam filme vão acabar. Aí, quando eu leio seu post fico até feliz mas acho que a estratégia de marketing da fotografia analógica tem que ser infinitamente mais agressiva para que, de fato tenhamos toda a gama de serviços de revelação, “scanning” e talz e não corra o risco de acabar, como profetizou o dono do lab. A tristeza de ter ouvido isso foi que eu havia acabado de descobrir que esse era o único laboratório do estado (MS) que revela escaneia e imprime médio formato. .

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