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Editando fotos like a boss (do século passado)

por em 19/09/2013
 

Lembra que a gente falou aqui sobre como não existe foto sem manipulação? Que até os “grandes mestres” faziam isso o tempo todo? Pois bem. taí a prova (literalmente. Mas esse é um trocadilho pros mais velhos ;-).

Pois bem. Pablo Inirio, laboratorista da famosa agência Magnum, disponibilizou recentemente uma série de provas de ampliação (print proofs) com marcações de como as ampliações deveriam ser feitas. As fotos marcadas provam (#trocadilho) que a prática de realizar pequenos ajustes na cópia da foto (antes através da ampliação, hoje através de Lightrooms e Photoshops da vida) é coisa normal, saudável, e faz parte da criação do seu resultado final.

tumblr_msvc6nInUz1qe0lqqo1_1280Através das marcações nas fotos, conseguimos ver mais ou menos o que cada fotógrafo estava pedindo pro laboratorista fazer na sua cópia. São marcações onduladas de dodge e burn (veja video no fim desse post pra entender), pontos de super e subexposição, etc.

Hoje, no nosso dia a dia, a ideia de imprimir uma cópia da foto, pra rabiscar o que queremos mais claro, mais escuro, mais contrastado, menos saturado e etc parece meio estranha. Mas na época era a melhor forma de se dizer como o autor da foto queria que ela fosse ampliada. Sempre. Por isso uma dessas fotos marcadas ficava (e ainda fica) arquivada com o negativo original da foto, pra consulta de quem for ampliar ela. Mas até que esse exercício (de imprimir a foto pra rabiscar) pode ser muito bom pra exercitarmos nosso olhar, né? Afinal, o Photoshop (ou o Lightroom) é muito cômodo, com seus presets, actions e filtros. Você pode sair testando e, até quando você não gosta muito da foto, pode sir testando pra ver se “salva a foto”…

Experimente fazer isso. Experimente editar sua foto como os caras faziam. Imprima uma foto num tamanho grandinho o bastante pra você poder fazer anotações e, observando a foto no papel (ou na tela, se a impressão não for muito boa), anote e rabisque no papel o que você acha que deve ser feito. Deixe a pré-visualização do software de lado e pré visualize na sua cabeça. Acho que pelo menos duas coisas vão acontecer:

– Você vai perder menos tempo no Photoshop e vai investir mais tempo em um contato muito mais íntimo com a sua foto;

– Você vai se sentir muito mais dono da sua foto (ainda mais se você for uma pessoa que ainda tem desconfianças e medos com relação a “editar minhas fotos analógicas”) do que se mandasse um Photoshop aplicar uma action ou um filtro.

Mas se você não tiver saco, ou não tiver impressora em casa, não tem problema. Experimente aplicar o raciocínio desse processo no computador mesmo. Raciocine antes de apertar botões. Visualize todas as mudanças antes de colocar elas em prática. Veja a foto na sua mente antes de pegar no mouse pra alterar saturação, contraste…

Vai que dá certo pra você também. Afinal, se deu certo pra esses caras… :-)

Abaixo você vê mais dessas fotos marcadas (e as cópias feitas respeitando elas) e, se quiser saber mais sobre a história delas, e sobre o Pablo, o laboratorista, leia aqui um ótimo post sobre o assunto.

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comentários
 
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  • Leonardo
    27/09/2013 em 9:37 am

    Alguém poderia indicar um livro que trate do assunto?

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  • Clodoaldo
    19/09/2013 em 1:55 pm

    Muito interessante, mesmo sofrendo esses “ajustes”, a fotografia ficava bem mais original do que vemos hoje com toda a gama de opções que os programas de manipulação de imagens oferecem. A insaciável demanda por uma fotografia “perfeita” nos dias de hoje ao meu ver acaba banalizando a fotografia digital como um todo, podendo se incluir ou tirar objetos ou pessoas das fotos, você acaba não tendo certeza da veracidade do que se vê numa fotografia…

    Responder

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