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Rohn Meijer e sua sopa de filme

por em 16/10/2013
 

A gente já falou algumas vezes aqui sobre sopa de filmes (ou film soup), tendo inclusive dado algumas receitas e dicas (aqui e aqui, por exemplo). Mas eu nunca tinha visto um trabalho tão… profissional (?!) quanto o do fotógrafo de moda Rohn Meijer, que decidiu, após encontrar em casa alguns negativos revelados expostos a mais de 15 anos de umidade, resultando em imagens (que outros chamariam de) arruinadas. O resultado foi uma  vontade de reproduzir o que encontrou nos negativos, através de uma típica sopa de filme com água e químicos.

Mas isso não foi agora, e nem trouxe resultados de repente (o que nos diz alguma coisa sobre persistência). Ele começou a fazer isso a quase dez anos atrás, tendo os primeiros resultados dos quais gostou em 2007.

Abaixo você pode ver algumas das fotos, e o resto você vê no site dele (sob o menu “metamorphosis”).

Agora, antes de terminar, a mensagem mais importante que toda a experiência dele pode nos passar: 90% das experiências dele resulta em nada. Apenas 10% acaba dando em alguma coisa minimamente legal. Portanto, pense duas vezes antes de desistir de uma experiência… ;-)

 

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comentários
 
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  • 16/10/2013 em 3:46 pm

    Muito bom mesmo o resultado!
    Entretanto, lembrei de algo que o professor Sérgio Sakakibara falou em um curso de fotografia. Era algo do tipo: Será que o processo em si não importa realmente só para quem o realiza? Ou seja, quem vai a olhar o resultado final – a priori – não se importará muito com o processo que utilizado.Só importa o resultado final.
    Se estas fotos tivessem sido feitas através de softwares de computador, por exemplo, não teria muita relevância pro cara que está num museu olhando uma foto na parede.
    Pra quem faz o processo, todavia a coisa muda de figura.

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    • 17/10/2013 em 3:30 pm

      Silas, discordo do seu professor. Se formos pensar assim, só importa, sempre o resultado final. Sendo assim, outras características dos processos, como inclusive quem fez, e porque fez, deixam de ter valor… não acha? :-)

      Responder

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