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Uma breve história da Hasselblad

por em 18/10/2013
 

Existem câmeras, e existem lendas. Hasselblad é uma delas (das lendas).

Não conhece?

A Hassel – para os íntimos – é conhecida por suas ótimas lentes e câmeras de médio formato, usadas por profissionais até hoje. Mas provavelmente o que fez ela se tornar tão conhecida entre todos os públicos tenha sido a parceria com a NASA,  que fez com que câmeras da marca fossem modificadas para capturar imagens do espaço e levadas para missões na lua (bom, se o homem foi mesmo à lua, aí já é discussão para outro dia e em outro lugar :D)

system_historyNo canal oficial da Hasselblad no youtube foi lançado um vídeo contando rapidamente a história da marca,  desde a fundação da Hassel, o lançamento do modelo 500C e chegando até a era digital, com modelos nada discretos como H4D Ferrari Edition e o mais novo modelo Lunar com suas diferentes opções de cor.

Agora que já sabe um pouquinho, assista a esse vídeo, que é bem curto, mas muito legal. E depois que terminar de assistir , clique aqui e conheça um pouco  mais.

 

 

[youtube http://youtu.be/gEHY-S0lT_g]

Já teve a oportunidade de fotografar com uma Hasselblad? Você tem uma e quer me emprestar? Conta aí pra gente.

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comentários
 
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  • lannaemilli
    28/05/2014 em 11:00 am

    Eu também aceito uma emprestada! :'(
    hahahahahaha

    Responder

  • 19/10/2013 em 1:13 pm

    Este é um dos meus sonhos de consumo! E ainda vou ter uma, não desisti.
    Se bem que eu já tenho “quase” uma Hassel… É que a Hasselblad Lunar tem como base a Sony NEX. E como sou o feliz proprietário de uma NEX… hehehe

    Responder

  • 18/10/2013 em 2:11 pm

    Tive meu primeiro contato com uma Hasselblad na faculdade. Na época uma 500CM era uma pequena fortuna e infelizmente

    por causa disso tivemos direito a pouquíssimos clicks com ela.

    Como não sou bobo, quando surgiu a oportunidade e o preço desabou, comprei e pude aprender no dia-a-dia como ela

    deve ser realmente utilizada.

    A boa parte da história:

    1-De primeiro impacto, o que tive que re-aprender é tirar a fixação desse lance de Velocidade/Abertura. A grande

    jogada é usar o índice EV embutida em cada lente. Acertado o EV, um guia mecânico móvel te mostra a profundidade de

    campo em metros ou cm e uma outra guia fixa, te mostra se a velocidade está em “risco de tremer”.
    Tudo isso, é claro sem esconder nenhum ajuste de velocidade ou abertura. Está sempre lá, se vc precisar.
    O que a gente ganha com isso? Mais tempo para se concentrar no que interessa: a foto.

    2-Outro lance do índice EV é a facilidade que vc tem para usar a fotometria em sistema de zonas. Escolha a

    fotometria para a Zona V, dê um giro para ajustar a posição dele e pronto: sua fotometria está impecável. Seja

    slide, PB ou colorido. Só estoura a luz quando vc quiser.. (e as vezes isso pode ser uma ferramenta criativa que

    adiciona um drama muito bonito na foto)

    3-A máquina em si, é um cubo. Tudo encaixa nela.. por isso mesmo ela deve ser entendida como um sistema e não como

    uma máquina. Vc pode transformar ela no que vc quiser… desde pinhole até supermacros, desde filme 120 até

    polaroid.

    4-Achei que ia precisar de um viewfinder prismático. Não mesmo. O visor convencional é ótimo e te possibilita

    fotografar de um jeito bem mais livre do que com o seu olho encerrado numa borracha. Dá pra fotografar de óculos, de

    lupa, de ponta cabeça, na cintura, acima de um muro… enfim, ajuda.

    5-Ocupa menos espaço que uma Nikon D3100 na mochila! Sim, ela é um retângulo e não um “T”. na bolsa que eu carrego

    uma D3100, eu levaria 3 Hasselblads com lentes colocadas. (Embora eu nao recomende fazer-lo sem ter porte físico

    para transportar esse peso todo.)

    6-Sem baterias. Posso deixar ela guardada por anos e de repente sair e tirar uma snapshot com ela.

    7-Fotômetro? Só leve se precisa para as fotos mais complicadas. O índice EV te ajuda a memorizar a luz que vc

    precisa saber não importa qual ajuste de velocidade que vc queira. Usando filtro ND? só subtrair os pontos na

    própria lente.

    8-Escolha o filme dependendo da foto. Tire uma PB, logo em seguida um slide e passe para um colorido e esnobe com

    uma chapa polaroid. Só precisa trocar os backs, não precisa ficar queimando filme só para trocar o tipo de mídia.

    9-Formato 6×6. Preciso dizer mais?

    10-Ansel Adams curtiu o suficiente para trocar toda a tralha e andar só com uma 500C/M. Se tava tão bom para ele do

    que posso reclamar? Pena que foi numa época menos inspirada, cheio de problemas pessoais.

    11-Só lente Zeiss “Top de Linha”. As mais “fuleiras”* são Schneider Kreuznach originais.. imagina isso.

    12-Flashs sincronizam na velocidade máxima, seja ela 1/500 ou 1/6000. Quer fazer uma macro/rápida/escura? Já vem

    pronta pra isso.

    13-

    **Parte ruim da história**
    1- Equipamentos e lentes caríssimas, pelo menos no Brasil. Mas ainda nem chega perto das Leicas neste quesito.

    2- Todo mundo vai querer mexer na sua câmera.

    3- Trocar as lentes e recarregar os filmes no back enquanto caminha requerem um curso de mecânica aeronáutica e um Phd em Física.

    4- É mais pesada que a sua Nikon… (a não ser que seja uma F4S.)

    5- Esqueça passar desapercebido para a sua street photography. É o tipo de equipamento para quem quer fazer uma foto que já está lá esperando para ser tirada e o fotógrafo tá nem aí pra platéia.

    6- Todo mundo acha que é uma câmera d cinema por causa da manivela e do Hood Shade.

    7- O clique dela vicia. Na verdade “clik” não é a onomatopéia certa para ela, mas escrever “sssschllaaahhhpppokkk” e em seguida “shvveeeeelacclak” ia ficar estranho nesse caso. Faz qualquer outra câmera que já testei ficar parecendo câmera de celular.

    Enfim. Recomendo fortemente a experiência à qualquer um. É a minha principal câmera agora e não vejo sucessoras no horizonte para tamanho fun-factor que tenho tido.

    Responder

  • 18/10/2013 em 1:49 pm

    Eu tenho (e ainda uso normalmente) uma clássica 500C. É um espetáculo que não apenas permite captar imagens impecáveis, mas promove uma experiência única e mágica ao fotografar. Em externas não é raro me abordarem para conversar (e segurar) o brinquedo. Recomendo.

    Responder

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