3comentários

A história da Diana, essa linda!

por em 21/10/2013
 

Se você já pelo menos esbarrou com a Lomography na vida, já ouviu falar, ou viu, uma câmera Diana F+. Ela é o produto de maior sucesso da marca, e possui dezenas de variações e acessórios. Mas o que você talvez não saiba é que a Diana é um versão atualizada de uma câmera de mais de cinquenta anos atrás.

096A Diana original nasceu por volta de 1960, na china, em uma fábrica chamada “Fábrica de Plásticos Grande Muralha”. Diferente das Dianas da Lomography, ela não tinha acessórios, não trocava lentes e tinha uma qualidade (ainda) mais simples do que a que vemos hoje nas câmeras da Lomo. Elas eram, pra falar a verdade, brindes. Vendidas “à granel” (era possível comprar uma caixa com 144 câmeras por um valor que hoje não passaria de dez reais!), eram distribuídas em festas, dadas como prêmios em barracas de parques de diversões, e coisas do tipo.

Com o tempo, mesmo sendo distribuídas de graça, ou vendidas por quase isso, as Dianas foram perdendo espaço para câmeras de uma tal Kodak que surgiu arrasando com uma nova série de câmeras chmada Instamatic (já ouviu falar? :-).

Mas enquanto durou, a vida da Diana (original) foi bem glamurosa. Ela tinha, por exemplo, clones de vários tipos. Alguns fabricados pela própria fábrica que tinha os direitos do modelo, outros fabricados por concorrentes (ou seja, imitações). Ainda hoje existem colecionadores dessas séries de clones (tem um aqui, outro aqui, e aqui tem a maior de todas), que passaram de vinte modelos diferentes. As diferenças entre os clones variavam de simples adesivos colocados sobre a original, até variações técnicas. Por exemplo, algumas possuíam o modo “B” (Bulb) como as de  hoje, outras não. Outras traziam flash, ou enquadramentos maiores (apesar de todas usarem o filme 120, como as atuais),

Mas e tecnicamente, essas Dianas eram iguais às atuais? Não. Eram piores. As unidades fabricadas possuíam diferenças absurdas e uma pra outra, muitas falhas de isolamento, provocando vazamentos de luz que muitas vezes impediam que a câmera fosse usada, eram feitas de um plástico bem mais vagabundo do que é usado hoje, o sistema de avanço de filme era falho, deixando o filme fora da posição ideal, e a lente era ainda mais escura e “vinhetada” (ou seja, produziam cantos escuros nas fotos ainda mais fortes do que os da Diana da Lomo). As velocidades de obturador também variavam bastante, podendo ser de 1/30 a 1/200 (e, não, você não tinha como saber qual a velocidade da sua :-)

Já em termos de aberturas, a Diana original tinha três: f/11 (ícone de nuvem), f/13 (sol com nuvem)  e f/19 (solzinho), enquanto suas clones podiam trazer aberturas diferentes. Uma conhecida como Diana Deluxe tinha, por exemplo, aberturas f/9, f/16 e f/22.

Enfim, a Diana que conhecemos hoje, no final das contas, não foge ao seu DNA maroto e brincalhão. Custa mais caro, mas também é mais confiável e prática do que as suas avós, além de ter se transformado em uma linha de equipamentos, e não apenas uma câmera. Eu curto, praquelas horas em que a gente quer fazer uma fotografia muleque… ;-)

Abaixo você vê algumas dessas Dianas, Diones, Danas e afins, tiradas da Coleção Dietrich, a maior coleção de Dianas do mundo.

 

Quanto vale esse post pra você?
Pense nisso e, se achar justo, colabore conosco! Você pode apoiar o Queimando Filme através de doações (faça a sua aqui!), divulgando esse post para seus amigos, ou até simplesmente clicando nos banners dos anunciantes! Tudo isso ajuda o Queimando Filme a continuar postando conteúdo de qualidade para todos os amantes da fotografia analógica ;-)

comentários
 
Deixe uma resposta »

 
  • Lonez
    23/10/2013 em 2:32 pm

    Tenho uma Diana F+ Blackjack =)

    Responder

  • 21/10/2013 em 12:07 pm

    André, que ótimo poder ler um pouco mais sobre essa câmera! Realmente, é pra fotografia descompromissada, pra brincar bastante com as possibilidades que ela oferece. Tenho uma Mini e adoro pelos frames duplicados e também curto o flash que acaba servindo em qualquer câmera.

    Responder

Deixa aí seu comentário!