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Opinião: Assinatura de filmes e outras coisas que podem salvar nosso hobby

por em 12/11/2013
 

A foto acima foi feita com CineStill Film. Um filme que não existia até alguns meses atrás, e talvez nunca viesse a existir se a fotografia analógica não estivesse como está hoje…

Outro dia recebi um email da Lomography anunciando o (retorno de) um serviço bem interessante (mas que ainda não está funcionando no Brasil): assinatura de filmes. É, isso mesmo. Assinatura mensal de filmes. Você faz uma assinatura mensal, igual de revista, jornal, ou TV à cabo, e recebe, mensalmente, filmes da Lomography em casa. E, sim, estou falando de filmes de fotografia, e não de filmes de cinema.

subscription

Página da Lomography sobre a assinatura de filmes…

A iniciativa é boa por vários motivos. Mas, em resumo, ela te garante sempre um estoque de filmes na geladeira, ainda mais se onde você mora não tem loja de filme por perto, e garante a quem vende uma certeza de vendas pro(s) mes(es) seguinte(s), o que permite, inclusive, que ela dê descontos nos preços dos filmes (como nesse caso da Lomography).

Sinceramente, acredito que são iniciativas como essa, que poderia ser criada, e pode ser adotada, por qualquer loja que faça vendas online, que ajudam a manter nosso hobby. Ok, eu disse “salvar nosso hobby” lá no titulo, mas foi só pra fazer charminho. Eu não acho que o hobby esteja ameaçado. Só acho que precisa continuar se organizando, porque ainda traz um “ranço” muito grande do (esse sim, falecido) mercado profissional analógico.

E, pensando nesse assunto, me lembrei, assim rapidinho, de outras ideias interessantes e que fazem, ou deveriam (ou deverão) fazer parte desse novo mundo analógico e amador (no que diz respeito a filmes).

* Lançamentos criativos: Recentemente chegou ao mercado o CineStill (falamos dele aqui). Um filme de cinema rebobinado pra ser usado em fotografia. Essa ideia, pra mim, só prova que é no perrengue que a gente fica mais criativo. Pra quem achava que com o fim do mercado profissional de fotografia, no final das contas só teríamos Kodacolor 100 e coisas do tipo, essa é a prova de que tem gente se mexendo. Além da CineStill (olha aqui que fotos fantásticas!), lembro de cabeça do pessoal do Revolog (aqui), e tenho certeza que, puxando pela memória, dá pra lembrar de outros. Isso sem falar nos próprios lançamentos da Lomography, como o Purple e o Sunset Strip.

Revolog...

Revolog…

* Venda em packs: Ninguém precisa ser formado em economia ou administração pra saber que filme deve ser super chato de vender. Se imagine tendo uma l0ja online de filmes. Daí todo dia vêm os clientes e comprar um (um!!) rolo de filme cada. E todo dia você processa pedidos de um rolo (coisa de 15 reais por exemplo) e tem que despachar no correio… um rolo. E ainda ouve os clientes reclamando de que o frete é caro. Porra! É claro que é caro! Comprando um rolo até o ônibus até a loja de filmes no centro da cidade fica caro! A solução, na minha opinião, também está na prateleira da Lomography: venda em pacotes (ou packs) de 3..5 filmes). A Lomography vende packs de 3, e só vende em packs de 3 (a não ser o filme 110). É claro que existem packs de filmes desde que o mundo é mund

o (os que mais vejo são os packs de Pro Image com 5 unidades). Eram inclusive chamados de Pro-packs (pacotes para profissionais). Mas a Lomography teve a sacada de só vender assim. Se eu fosse abrir uma loja de filmes, só venderia de 5 em 5. Qualquer pessoa que já tenha fotografado um pouco que seja co0m filme, sabe que comprar 5 rolos de cada vez é uma boa quantidade. Comprar 1 rolo de cada vez é burrice.

Mas tem também as coisas que a gente pode fazer… olha só:

CineStill...

CineStill…

* Filme rebobinado: filme não é a coisa mais barata do mundo e, pra muitos, fora das grandes capitais, algo chato de se comprar. Uma coisa que se fazia muito nos tempos da fotografia analógica profissional, e que não se faz tanto hoje, é se comprar “uma lata” de filmes (como se dizia) e rebobinar em pequenos rolos em casa (falamos disso aqui). Sai muito, muito mais barato.  E se você tiver amigos que compartilham a mesma paixão, cada um compra uma lata de um tipo diferente de filme, e depois vocês trocam rolos de tipos diferentes entre si. Outra opção é comprar, rebobinar, e vender na sua localidade…

*Cafenol: Revelação caseira em si já é uma dica óbvia pra esse post. Mas pra quem não tem acesso a químicos tradicionais de revelação, ou acha, sei lá, complicado, ou perigoso, a revelação com produtos caseiros, como café e vitamina C (Cebion) é a solução. E já falamos bastante disso aqui… (e aqui, e aqui).

Enfim, a questão aqui é a mesma que já falamos aqui, e aqui. O mercado mudou. O apocalipse zumbi da fotografia analógica já aconteceu. A fotografia analógica como conhecíamos já não existe mais. Estamos numa era pós apocalíptica do analógico, e isso é bom. Das cinzas dos antigos impérios surgem CineStills, Revologs e tantos outros. Das cinzas das formas antigas de comércio e produção, surgem novas formas de fazer e vender. Quem ficar olhando pro passado, não vai ver o que tá rolando de bom nesse mundo novo.

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