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Kodak No. 1: a primeira câmera “pra todos”

por em 13/11/2013
 

Recentemente voltou a se falar da (suposta) “primeira câmera para consumidores comuns”, a Kodak No. 1. Essa caixinha estranha pequena obra da tecnologia da época conseguia ser prática, barata e inovadora. E ela voltou a ser motivo de conversa porque o National Media Museum (EUA) disponibilizou recentemente em sua conta do Flickr uma série de fotos feitas com essa belezinha. Mas antes de ver as fotos, vamos falar da câmera.

kodak1_1Ela era uma caixa de madeira revestida com couro, e com um funcionamento extremamente simples, parecido com câmeras um pouco mais modernas, como as Kodak Brownie. Ela vinha carregada com um rolo de filme com 100 (isso mesmo, cem) poses e, depois de usada, era enviada inteira para a Kodak, que retirava o filme, revelava, e te devolvia a câmera, com um novo rolo de filmes, e as fotos no papel em um tamanho de mais ou menos 6,5 x6,5 cm.

Aliás, essa coisa meio parecida com esquema de câmera descartável dos anos 80 foi um dos motivos da revolução que essa câmera causou. Com a Kodak fazendo tudo pra você (nessa época nasceu o slogan “Você aperta o botão, nós fazemos o resto.”), ficou fácil de qualquer leigo, incluindo aí figuras como donas de casa/mães de família, que nunca haviam se aventurado em fotografias antes, começar a fotografar. Foi uma novidade pra todos. De uma hora pra outra, todo mundo podia fotografar, sem saber revelar, manipular rolos de filmes e etc.

Aqui uma curiosidade: nessa época as fotos ainda não eram ampliadas. Eram passadas pro papel no tamanho do negativo. Ou seja, o tamanho da foto no papel seria só, e somente, do tamanho do negativo original. Por isso as fotos, que eram feitas em um negativo que devia ter o tamanho parecido com um rolo de filme 120 dos dias de hoje (um pouco mais largo, na verdade) tinham esse tamanho.

Ah! Outra curiosidade. As imagens eram circulares porque o círculo de imagem formado pela lente era MENOR do que a largura do negativo. É exatamente o que acontece hoje em dia com fotos feitas com as câmeras Fisheye 1 e 2 da Lomography (aqui): enquanto na maioria das câmeras o círculo de imagem é maior do que o quadro do filme, nessas aqui ele é menor, e “cabe” inteiro no quadro.

Enfim, câmeras como essa, como dá pra ver, são coisas de museu hoje em dia. Mas eu confesso que adoraria colocar a mão em uma dessas belezinhas de cento e poucos anos pra tentar fazer umas fotos… ;-)

Pra quem quiser ver as fotos publicadas pelo Museu, o caminho é por aqui. Abaixo você vê algumas outras imagens legais que achei sobre a câmera. Destaque pros anúncios/manuais. Um deles começa com a fantástica frase “Qualquer um que saiba dar corda em um relógio consegue fotografar com essa câmera”… :-)

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