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Um guia rápido para entender um pouco de objetivas

por em 21/11/2013
 

Uma das dúvidas mais básicas que vários iniciantes – e mesmo amadores sem tantas pretensões – tem é com relação à caralhada quantidade absurda de objetivas existentes no mercado. São inúmeras coisas que enchem a cabeça do mero iniciante de dúvidas e mais dúvidas – e eu queria escrever um post a respeito disso. O fim é que a ideia ficou por isso mesmo, até pela minha falta de tempo *cof cof GTAV cof * repentina.

Pois bem, qual não a minha surpresa esse vídeo, hiper bem humorado e criativo, feito pelo pessoal da Wistia falando sobre os diferentes tipos de objetivas? E o melhor, tem vários exemplos visuais e afins de como se obter efeitos semelhantes com diferentes objetivas. :D

wistia

Vai lá, eu espero você assistir – não consegui incorporar o video aqui, no post, mas eu te espero. ;}

… Pronto? Viu o vídeo? Pois bem, agora é que a diversão começa. :D

Basicamente, nós podemos classificar as objetivas de acordo com sua distância focal. Vamos lá:

Objetivas grande angular:

Hungry Hungy Hippo

low and wide

Objetivas grande angulares são as que tem o maior campo de visão – depois das fisheye. Elas possibilitam um destaque maior em objetos de primeiro plano, afastando o segundo plano da imagem, criando uma sensação de imersão. Muitas vezes, devido ao campo de visão maior, elas possuem distorções bastante aparentes nas bordas, o que pode incomodar – principalmente em fotos de pessoas. As objetivas grande angulares tendem a ter uma distância focal menor, entre 14mm e 35mm.

Objetivas padrão:

50mm f/1.7

Untitled

Padrão? Mas como assim “padrão”? Bom, objetivas padrão recebem esse nome pois seu campo de visão é o mais próximo do olho humano. Normalmente, elas tendem a ter entre 40mm e 60mm, mas a grande maioria fica entre 50mm e 55mm. Por serem as objetivas mais próximas da visão humana, elas tendem a ser as objetivas mais versáteis, o que torna objetivas dessas distâncias perfeitas para uso geral.

Objetivas meia-tele:

puni

25680018

Acima da distância focal padrão, abaixo da distância focal de uma teleobjetiva. Chamadas de meia-tele, essas objetivas tem em torno de 70mm a 100smm e são extremamente populares para retratos, já que não produzem distorções nas pessoas fotografadas.

Teleobjetivas:

the guys

Mel On Film

Teleobjetivas proporcionam um campo de visão mais “estreito”, diminuindo a profundidade de campo da fotografia. Com distância focal variando de 100mm a 300mm,  objetos tendem a ficar mais isolados com relação ao fundo ou primeiro plano da fotografia, o que os coloca em posição de destaque na fotografia, muito útil em moda e retratos em geral. Outra aplicação para teleobjetivas é a possibilidade de se fotografar cenas mais distantes sem precisar estar dentro do campo de ação, como em jornalismo ou esportes.

Super teleobjetivas:

Red Mustang

Go to goal

Agora nós falamos dos brinquedos de gente grande. Super teleobjetivas são objetivas que, basicamente, têm distância focal acima de 300mm e uma abertura que costuma ser relativamente clara. Não é preciso nem dizer que essas objetivas possuem uma profundidade de campo bem rasa quando utilizadas totalmente abertas. Essas objetivas costumam ser muito utilizadas por fotógrafos de esportes, principalmente automobilismo, futebol e surf, além de fotografia aérea ou de natureza. O preço – e o peso – de uma objetiva desse porte, porém, não são indicadas para todos os fotógrafos.

Além desses tipos de objetivas, mais comuns, ainda há três categorias de objetivas “especiais”, por assim dizer:

Objetivas fisheye (ou olho de peixe):

30th Avenue Greengrocer

fisheye | kodak 200 film

Objetivas fisheye, por si só, são divertidíssimas. Ao contrário de uma objetiva grande angular, esse tipo de objetiva abraça a distorção, muitas vezes possibilitando um campo de visão maior que 170º. Há ainda dois tipos de objetivas fisheye: as circulares, que criam um círculo nas bordas do quadro (igual a lente da Lomography Fisheye); e as não-circulares, que produzem o efeito de distorção sem criar essa borda no quadro. Algumas objetivas, como a Canon EF 8-15mm f/4L USM Fisheye, são 2 em 1, sendo uma fisheye circular se usada em 8mm e uma fisheye não-circular se utilizada em 15mm.

Objetivas macro:

nikkor macro porn

Tech Deck Macro

Objetivas macro, por sua vez,  são tratadas de forma diferente: independente da distância focal, o que importa é a magnificação. Existem objetivas macro com magnificação 1:1, ou seja, elas conseguem retratar objetos, em seu tamanho real, com o ângulo de visão de acordo com sua distância focal. Existem ainda objetivas macro de aplicação científica, capazes de magnificar um objeto em até 5 vezes o seu tamanho, proporcionando que o fotógrafo dê destaque em um determinado ponto. Um ponto complicado em objetivas macro é que, muitas vezes, o fotógrafo acaba se deparando com uma profundidade de campo muito rasa, visto que muitas vezes não tem como (ou simplesmente não quer) iluminar o assunto a ser fotografado.

Objetivas tilt-shift:

Hang Loose

Tilt shift Corvette

Objetivas tilt-shift tem, originalmente, uma unica e simples função: controle de perspectiva, a fim de evitar que as linhas verticais de prédios e construções ficassem “desalinhadas”, com a impressão de que estivessem caindo. Essa objetivas foram desenhadas pensando no uso delas com aberturas menores, evitando assim vinhetas ou áreas de desfoque muito intensas. Ocorre que, com o passar do tempo, essas objetivas começaram a ter aplicações mais artísticas, devido à possibilidade transformarem cidades em maquetes (visualmente falando) ou áreas de desfoque fora de proporção. Inclusive, objetivas como a Lensbaby tentam replicar esse efeito, apesar de não serem tão sérias.

Enfim, é isso. Esse guia foi escrito pensando em explicar, de forma rápida e simples, as diferente classificações dessas objetivas, sendo, de certa forma, bem superficial. Para quem quiser se aprofundar mais – e mais e mais e mais e assim infinitamente – há inúmeros textos acerca de outros aspectos, como abertura, escala focal, autofoco, mot0res, estabilizadores, etc. ;}

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comentários
 
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  • felipe feijo
    22/11/2013 em 1:36 pm

    corrigindo nao existe´ meia-tele ´
    , menos ruim seria meio-tele, mas pode usar o termo normal, que fica melhor.

    Responder

    • 22/11/2013 em 3:40 pm

      Não existir meia-tele é relativo, e eu te explico com o maior prazer. Vamos lá:

      1) Sobre “meio-tele”: até onde eu saiba, você não usa “meio” para uma palavra no feminino. Da mesma forma que é errado falar “meio dia e meio”, já que você está se referindo à hora – o correto é meio dia e meia (hora), é incorreto falar “meio-tele” pois você está se referindo à uma teleobjetiva.
      2) Se eu não posso usar o termo “meia-tele”, eu também não posso usar o termo “superteleobjetiva”. São segregações dentro de uma categoria para facilitar a classificação.

      ;}

      Responder

  • 21/11/2013 em 6:54 pm

    Demais!!! Super guia pra ajudar a investir em vidros, afinal são eles que fazem a diferença!

    Responder

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