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Opinião: Viva o “Instantâneo”!

por em 21/01/2014
 

A foto aí em cima foi tirada pelo meu pai, em um passeio na rua. Esse na foto sou eu. Essa foto é a minha resposta pra última pergunta desse post.

Recentemente recebi um email (uma newsletter, na verdade) do site “A Lesser Photographer” chamado “Snapshot is King”. E vou aqui entrar na campanha que ele lançou, em defesa do chamado “snapshot”.

Traduzido para português, usando termos fotográficos, “snapshot” seria o tal “instantâneo” usado por muitos fotógrafos das antigas como sinônimo de fotografia. Porém, o termo original “snapshot” – que vou preferir usar aqui nesse post – descreve aquela foto informal, aquela rapidinha, aquela foto que você tirou sem pensar muito. Ou seja, aquela foto que as pessoas que começam a ficar sérias demais na fotografia começam a desprezar.

Seguindo a linha do post original, vamos analisar os snapshots:

  • Snapshots geralmente são fotos feitas entre/com as pessoas que você mais ama: família e amigos;
  • Snapshots fazem você esquecer as “regras da fotografia” e usar apenas a emoção;
  • Snapshots podem ser feitos por pessoas de qualquer idade, até mesmo por crianças de três anos;
  • Snapshots são democráticos. Todo mundo faz, sem medo de errar;
  • Algumas das fotos mais famosas do mundo são “snapshots”, ou seja, fotos feitas “ali, na pressa, aproveitando a oportunidade” (pegue grandes fotos do fotojornalismo, por exemplo);
  • A câmera mais vendida no mundo, e por mais tempo (que até onde sei é a Olympus Trip 35) foi feita para… snapshots.

A questão é: snapshots têm seu valor, e tá na hora de começar a respeita-los. É pura hipocrisia ficarmos falando que “fotografia de verdade” é aquela foto super pensada do super fotógrafo feita com a super câmera, e quando chegamos em casa choramos baldes ao ver aquela fotinho que nosso pai fez da gente brincando quando a gente era criança. Aquele “instantâneo” tem valor. Tem MUITO valor!

É claro que adoramos usar nossos conhecimentos pra aprimorar nossa “Fotografia” (com “F” maiúsculo). Mas são nossas fotos do dia a dia que constroem a nossa história. São elas que a gente guarda pros nossos filhos, que a gente coloca nas redes sociais pras pessoas queridas saberem das nossas novidades. Em muitos casos, snapshots são muito mais eternos, muito mais ricos, muito mais valiosos do que qualquer foto de galeria de arte.

Pense nisso: se você só pudesse ter uma foto com você (fisicamente e/ou na sua memória), seria uma foto de um grande fotógrafo, ou seria um “mero” snapshot de alguém que você ama, ou de alguma situação memorável da sua vida? 

O menininho acima pegou essa câmera analógica nesse evento em que ele estava. Torou essas duas fotos, da irmã e do pai dele. Traduza em valores financeiros ou artísticos o valor dessas fotos pra essa família.

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comentários
 
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  • 21/01/2014 em 5:46 pm

    tenho uma foto de meu neto que está contra luz, fora de foco, mas pra mim é tão linda, ele chupando um picolé depois de um dia de passeio. com certeza essa seria a foto.

    Responder

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