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Na Sua Estante #06: Alex Villegas

por em 15/03/2014
 

Muito tempo atrás, eu colecionava câmeras analógicas (tinha umas vinte) mas fotografava com digital. Depois que quase parei com o digital, resolvi ficar só com o que realmente usasse, porque comecei a morrer de dó de ver câmera juntando poeira; pra mim, todas elas têm de trabalhar, e duro. Acabei ficando só com três, as “Charlie’s Angels” (essa só quem é véio vai entender):

OLYMPUS OM-1 – Essa tem história, especialmente aqui no Queimando Filme. Pertenceu ao Orlando Calheiros, viajou a Amazônia com ele, presenciou cenas incríveis, quase morreu afogada, cansou dos perigos da selva e foi morar com o André Correia; passou a trabalhar com street e gatos, e gostou do ofício mais leve – depois veio trabalhar comigo e tem se dedicado a retratos e street, mas ainda fotografa gatos nas horas vagas. Ela tem um certo ciúme da Pentax por conta da qualidade de imagem, mas injustificado: quando saio de casa, ela está comigo em 90% das ocasiões.

PENTAX 67 – Essa era publicitária. Desde nascida trabalhou com o fotógrafo de publicidade Thomas Susemihl, e aposentou-se no estúdio mesmo. Depois de alguns anos de descanso forçado, aceitou a proposta que fiz a ela de uma vida mais artística. Acostumada ao ar condicionado e ao Provia, está adorando o calor da luz contínua e o preto e branco, apesar de ter um pouco de medo da rua. Só fica feliz de sair pra fazer ciúmes na Sinar.

SINAR F1 – A rainha da casa. Chegou primeiro, foi a responsável pela revolução criativa, é companheira e musa ao mesmo tempo. Bem emocional para o que se espera de uma cidadã suíça que morava no RS, renegou seu passado técnico e publicitário (não consegui descobrir quem a usava, só que era de um estúdio) e se encontrou mesmo nos retratos em preto e branco. Bastante convencida, chama a atenção por onde passa e esbanja sua qualidade de imagem. Responde a provocações sobre a sua lentidão com um seco “não se apressa a arte”, mas viu um scan da Pentax e ficou insegura – mas só por um minuto.

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comentários
 
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  • Paulo Chagas
    01/08/2014 em 4:23 pm

    Ué, não era uma Olympus OM 10?

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  • 17/03/2014 em 2:50 pm

    Belo texto Alex! Dá pra perceber a personalidade de cada uma.
    A OM preta é linda! Tenho uma lente que já esteve com ela, pois foi do Orlando Calheiros. Hoje a minha está parada por conta do fotômetro errático. Não vejo a hora de consertá-la.

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  • 15/03/2014 em 6:53 pm

    Sempre tive dificuldade de encontrar colegas que tivessem a mesma relação que tenho com meus equipamentos. Minhas câmeras tb têm histórias lindas e são ótimas contadoras de história.
    Diferente dos meus colegas de trabalho – fotografo eventos em maioria – eu não vendo meu equipamento pra fazer upgrade.
    Vc escreve tão bem! Sempre achei!
    Adorei a visita e prometo voltar mais vezes! Continue “queimando filme” e vou tentar praticar mais o meu “Fotometrando” (meu blog).

    Beijinhos,

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  • Mariana
    15/03/2014 em 2:32 pm

    Adorei a prosa do texto. Pra mim foi o melhor. Eu acabei de adquirir uma OM1,mas como as lentes estão no conserto ela ainda não começou a trabalhar.

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