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Na Sua Bolsa #38: Ricardo Costa

por em 19/04/2014
 

O “Na Sua Bolsa” de hoje é com um cara que foi longe no processo de pensar em qual equipamento fotográfico usar. Fala Ricardo!

Esse lance do “Na Sua Bolsa” é interessante porque eu acho que mostra algo fundamental: a opção de equipamento diz muito sobre o seu jeito de fazer sua fotografia. A minha pegada fotográfica é em boa parte fotografia de arquitetura mas um pouco mais autoral, não tão rígida.

Demorei anos para encontrar um equipamento que encaixasse no meu estilo de fotografar. Comecei com a primeira Canon Rebel, ainda analógica… Adorava aquela máquina, mas demorei a perceber que o formato do negativo me espremia. Se eu fizesse a foto em modo retrato, me cortava as paredes e janelas, se fosse em formato paisagem, o chão e o piso ficavam estreitos demais. Tinha que ser equipamento 6×6, tinha que ter lentes abertas, generosas com o espaço. Ou às vezes teles, para achatar o skyline.

Tinha também que me possibilitar a possibilidade de trocar rapidamente entre um filme lento em ASA 25 ou ASA 400, ou por mais que eu gostasse de PB, às vezes a cor tinha que estar lá. Tinha que sair correndo comigo, mesmo que quase sempre preferindo um tripé. A ótica tinha que corresponder com o que eu esperava.

Acabei ficando com uma Hasselblad 500C/M e com lentes C. Um sistema não tão caro, que se encontra com uma certa abundância e que me atende muito bem.

Optei por levar sempre comigo a Distagon 50, a Planar 80 e a Sonnar 250. Uma para cada coisa: A 50mm para a “Big Picture”, a 80mm para fotografar rápido mesmo com filmes lentos e a 250mm para poder pegar detalhes na paisagens ou nas construções. A ótica das lentes C por si só são ótimas, só tendo uma ligeira melhora nas lentes CFi, muito mais caras e difíceis de achar.

Uso 3 backs A12 e um back de filme de chapa, com duas chapas, para horas que tenho que usar o sistema de zonas ou futuramente um filme de Raio-X, caso o filme 120 suma do mercado. Para fotometria, uso um Pentax Spotmeter V modificado para sistema de Zonas. Ótimo, funciona bem, confiável, vale muito mais que o seu preço. Filtros para fotografia PB, carrego os Cokin P. São versáteis e os originais são de ótima qualidade.

Enfim, depois notei que ficou um equipamento meio “Ansel Adams tardio”. Se o equipamento é analógico, digital, velho, novo tanto faz. O que vai fazer a diferença mesmo é minha dedicação, se o equipamento agradou Ansel Adams, está bom para mim.

Para suportar tamanha carga, recomendo uma bolsa Domke F1X.

O tripé acabou por ser um Gitzo Basalt Mountaineer, que também recomendo por ser um tripé de preço bom e de grande portabilidade e estabilidade. Dá pra confiar mesmo com uma tempestade de vento.

Ah! Como não dá para tirar fotos casuais com uma tralha dessas, uso uma Contax G. Para qualquer pessoa que pretenda gastar comprando uma Leica M6 para cima, recomendo que antes teste uma Contax G. É bem capaz que desista da Leica, apesar do renome da marca.

Abração a todos os membros do QF!
Somos uma família que está crescendo a cada dia!

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