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Ilfochrome: Recordando a Impressão de Transparências

por em 09/06/2014
 

E hoje é dia de participação e potencial estréia de colaborador no QF! O César Felipe soma-se ao Diogo G no nosso time de correspondentes d´além mar, também conhecido como terrinha, ou Portugal. O César chega falando de um processo de impressão de transparências (cromos/slides) bem desconhecido pelos amadores… fala César! E bem-vindo! ;-)

OBS: devido a complexidade do tema, pedi ao César que incluísse, sempre que possível, links pra sites onde vocês pudessem entender mais sobre coisas como “cibachrome” ou “impressão RA4”. Por isso, usem e abusem dos links no texto, ok?

A impressão e ampliação de fotografias em papeis de sais de prata a partir de negativos sejam eles a preto e branco ou a cores, é algo relativamente comum.. E quanto à possibilidade de ampliar fotos partindo de diapositivos (conhecidos como slides, cromos ou transparências)?

Ilfochrome Print 1Este processo do qual vamos falar é possivelmente dos poucos processos de Câmera Escura que mais deixou saudade por entre as comunidades fotográficas e fotógrafos profissionais ao redor do globo. Além do desaparecido Kodak R-3000, era a única forma oficialmente até então conhecida de ampliar diapositivos e com o carimbo de fabricante da Ilford.

Anteriormente conhecido por Cibachrome, este método de impressão fotográfica deriva do Gasparcolor, o pouco conhecido sistema de tingimento por branqueador (do inglês, “Dye Destruction”) inventado pelo Dr. Bela Gaspar, que mais tarde acaba por ser desenvolvido pela suíça Ciba Geigy Corporation e finalmente pela Ilford.

As impressões em papel Ilfochrome são conhecidas pela sua definição, intensidade e durabilidade cromática, pureza dos brancos e pela fidelidade em relação às características da transparência (slide) que lhe deu origem.

Ilfochrome Print 2É um tipo de papel que se caracteriza por ser o único com 13 camadas de cor em haletos de prata sobre uma base de polyester, o que resulta numa estupenda profundidade e dimensão de cor impossível de se obter em qualquer tipo de impressora dos dias de hoje. Até há quem afirme que existem cores no Ilfochrome impossíveis de se imprimir digitalmente.

Ao contrário do processo fotográfico de impressão RA­4 que acaba por ser a forma de imprimir negativo‐para‐positivo de forma convencional e mais acessível, o Ilfochrome apresenta claramente um leque maior de cor e detalhes, sendo considerado por muitos um método de impressão nobre e ao mesmo tempo caro.

O processo foi descontinuado em Novembro de 2011 e oficialmente fechado pela Ilford em 2012, dado que o que ainda existe no Mercado acaba por se resumir já a stocks antigos ainda disponíveis.

Agora imaginem umas impressões feitas por este processo a partir de uns Kodachromes, por exemplo!

 

Ilfochrome Print 3

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comentários
 
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  • César
    09/06/2014 em 8:53 pm

    Muito Obrigado André =)

    Espero que o processo vos deixe fascinados tal como me deixou a mim.

    Cumprimentos a todos

    Responder

  • 09/06/2014 em 11:07 am

    Legal o artigo!

    Nunca cheguei a ver para vender em SP, mas conheci vários fotógrafos da antiga que “babam” até hoje pelos resultados desse processo.

    Responder

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