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Filmepedia: Fuji Neopan Acros 100 – parte 1

por em 18/06/2014
 

É, a Filmepedia tem estado meio parada… mas! Estamos de volta!!! Esse é o primeiro de uma pequena série sobre o Fuji Neopan Acros.

Para quem não conhece, o Neopan Acros é um filme PB ortopancromático. Não, não tem nada a ver com ortopedia. Essa designação é utilizada para descrever um filme que não é sensível à luz vermelha, [UPDATE 18/06/2014: nosso leitor Aku Rosenqvist alertou que “ortopancromático” significa que o filme tem sensibilidade reduzida para luz vermelha, MAS ele ainda continua um pouco sensível para ela. Reduzir a sensibilidade para vermelho causa o resultado ficar mais próximo a realidade. Filme que não é sensível para luz vermelha chama só “ortocromático”].

O mais comum é encontrá-lo na versão ISO 100, mas é possível que ainda existam alguns ISO 400 e 1600 escondidos numa maleta perdida algures nesse mundo. Pode ler mais sobre as características técnicas do filme nesse link aqui ó (carregue no ó).

Bom, agora que já sabe mais sobre o Acros, deixa mostrar as fotos que o Silvano nos enviou.

Esse foi o primeiro PB do Silvano. Ele nos contou que o ano passado comprou 2 Neopan Acros 100, na nossa tão amada freestylephoto.biz, e começou a queimar o primeiro rolo numa viagem de trabalho ao Rio.

As fotos acima foram feitas com uma Canon WP-1 (daquelas à prova de água) pelas ruas do Rio, no caminho para o trabalho. O Silvano levava outra camera com um filme cromo, então acabou por utilizar apenas 13 frames do Acros. Mas, como na cidade onde ele vive não revelam cromo nem PB, ele aproveitou para revelar tudo junto no Rio. Só que aí o cara do lab falou: “não desperdice, coloque o filme na OM-1 e continue com ele“.

E foi isso que o Silvano fez! “Segui a dica do mestre e coloquei na OM-1, avancei um pouco mais, acho que até ao frame 16, só para garantir (fiz o procedimento disparando em f16, 1/500s, com a tampa da lente fechada), e com essa camera eu fiz mais 8 fotos.

Entusiasmado com essa troca de cameras, o Silvano ainda queimou os últimos 11 frames numa Zenit, e, POR FIM, um mês depois, acabou revelando o filme em Curitiba. “Na revelação saiu um total de 32 fotos (perdi 3 frames na primeira troca e 1 na segunda troca de camera). Quando chegou: Wowwww isso sim é PB, adorei mesmo”.

As fotos com a Canon WP-1 saíram mais ou menos, saíram focadas e com boa nitidez no centro, porém não muito nítidas nas bordas, provavelmente por conta da configuração da abertura da camera (ela é automática), e achei também meio cinzas, sem contraste. Não sei se o coating da camera não beneficiou, mas essa camera tem lente polarizada, então deveria ser bom o contraste, principalmente no céu. As fotos da OM-1 com a Zuiko 28-2.8 eu gostei um pouco mais, algumas ficaram muito nítidas, porém ainda não era o que eu esperava. Achei o filme com pouco contraste, tive que arrumar todas as fotos no Lightroom, mas descobri que foi problema da revelação. A borda do filme tem que estar bastante preta, com bastante contraste, e a minha está meio cinza. Mas até gostei assim, pois aumentar o contraste é mais fácil e assim tenho mais detalhes nas sombras para escolher se quero ou não.”

E esse foi o testemunho do Silvano! Se quiser participar, envie algumas fotos que tenha tirado com esse filme e um breve depoimento sobre a sua experiência (o que gostou/não gostou, pontos fortes/fracos, etc), para contato@queimandofilme.com

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