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Filmepedia: Fuji Neopan Acros 100 – parte 2

por em 02/07/2014
 

Continuamos com a série ACROS da nossa amada Filmepedia! Se perdeu a primeira parte, leia aqui o testemunho do Silvano.

Alguns relacionamentos são fruto de um longo processo de conquista. Os primeiros olhares. As perguntas aos conhecidos. Um primeiro passeio. Todos primeiros passos tímidos que já passamos várias vezes quando conhecemos os novo.

Mas nem sempre foi assim – as vezes, como dizem os italianos, è stato un colpo di fulmine.

Eu comecei as minhas desventuras analógicas como todo mundo – experimentando. Usava tudo que era tipo de filme que conseguia por as mãos. Contentava-me com o que aparecia por aqui em Brasília –  tinha muito filme colorido, praticamente nenhum cromo e um ou outro PB. O que era mais confiável era achar os populares Kodacolor Gold 200 e Ultramax 400 da Kodak de um lado e Fujicolor 200 e Superia 400 da Fujifilm. P&B, só mesmo Tri X.

Apesar de gostar de usar filmes coloridos, acho mais gostoso trabalhar mas com luz e sombra dos filmes mono. O Tri X me marcou com seu grão e seus tons característicos. Aos poucos fui me acostumando e uma boa parte dos meus primeiros rolos foram dele. Achava que tinha achado o “meu” filme e tudo estava tranquilo. Até um dia…

Lembro até hoje que achei estranho em uma loja “da Kodak” ter filme da Fuji. O balconista me disse que era de um conhecido dele que tinha deixado para ele usar, mas perdeu o interesse. Somente dois rolos – e ainda por cima eram do Neopan SS, que é o mais barato – por um preço camarada. Um filme novo para experimentar – por que não?

Foi de arrebate. No resultado do primeiro negativo foi como um gole de vinho fresco depois de uma manhã de sol, o contraste era forte e os tons escuros logo fechavam enquanto o s tons médios e claros eram longos, cheios de detalhes. Viciei e sofri muito para escolher onde iria gastar o último rolo. Mas isso não era o pior. Pior mesmo foi saber que ele já estava sendo descontinuado (nãããããããããããããããõoooo…) enquanto só um tal de ACROS continuaria no seu lugar. Eu podia tentar importar do JAPÃO o SS que sobrou ou esperar uma outra oportunidade de experimentar eu mesmo o novo filme.

Valeu a pena. Foram alguns meses até eu ter chance de comprar alguns rolos de ACROS e só então descobri o amor. Todas as coisas que eu adorava do SS, só que com um grão bem mais fino e um alcance dinâmico maior nas sombras.

Eu.
Amo.
Esse.
Filme.

Ainda me falta explorar um aspecto interessante do ACROS que é a falta de falha de reciprocidade – segundo a própria Fuji, ele aguenta exposições de até 120 segundos (hell yeah) sem problemas – mas isso não me impede de dizer o quanto eu em encontrei nele.

E vocês? Qual o filme do seu coração?

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comentários
 
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  • luiz jorge
    03/07/2014 em 1:48 pm

    Só nao esqueca de dizer q o 35mm é bem diferente do 120. O 35mm vai bem no D76 e o 120 no parodinal. Prefiro os tons do 120 a ISO 64.

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  • 02/07/2014 em 11:11 am

    Ainda chorando lágrimas de esguicho pelo último rolo do meu filme predileto, o Plus-X Pan.

    Atualmente adoro o Pan F, embora ainda não tenha o resultado de um que peguei nos últimos momentos e pelo qual muita gente boa babava pelos resultados, o Panatomic-X.

    Responder

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