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Matilde e a Máquina de Recordações

 

O texto a seguir é fictício. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Ou não! = ) 

Passar as férias de verão na casa do avô, o seu Hélio, era o máximo para Matilde. Adorava aquela casinha pequena, toda arrumadinha, com quintal gramado e até pomar. Mas o que ela gostava mesmo era de ficar no quartinho dos fundos onde seu Hélio guardava uma série de coisas e objetos antigos, muitos dos quais Matilde nunca tinha visto. Passava horas sem sair de lá. “Vá brincar lá fora”, o pai dizia, “Tem um quintal enorme aqui e você aí, enfurnada nesse quarto!”. Mal sabia ele que, grande mesmo, era a imaginação de Matilde.

Certa vez, a menina achou um cavalo de madeira, daqueles feitos com cabo de vassoura e uma cabeça de pano. Foi incrível! Num dia, ela era uma princesa guerreira que fugia para encontrar seu príncipe em um cavalo branco. Noutro, apostava corrida contra um hipopótamo e uma joaninha gigante chamada Beth. “Beth é muito rápida”, dizia ela, “mas eu consegui ganhar”.

Houve também aquela vez em que encontrou uma chave de metal antiga, toda desenhada, e ela disse que servia para abrir uma porta secreta para um lugar mágico. “Mas não posso levar ninguém lá, senão nunca mais me deixam entrar!”, falava com expressão de preocupada.

A verdade é que Matilde não precisava de chave alguma. Cada dia era uma coisa nova, uma brincadeira nova, um mundo novo para onde ela era transportada por aquelas “coisas velhas”, como costumava falar seu pai. Nenhuma dessas coisas, porém, causou tanto interesse e curiosidade como a que ela encontrou em uma tarde chuvosa.

– Vovô! Vovô!

Entrou na casa como um foguete.

– Opa, opa, menina! Aonde vai assim com tanta pressa?

Disse Seu Hélio, com um sorriso no rosto, como lhe era comum, enquanto tomava o seu tradicional café da tarde. Preto, bem forte, “para acordar quem já está indo dormir”, era assim que ele gostava.

– Vai escorregar entrando assim com o pé molhado, Matilde!

Brigou o pai.

Matilde olhou para trás e conferiu as pegadas d’água que ela deixou quando entrou pela porta da cozinha. Nem ligou.

– Veja, vovô, encontrei esta caixinha, mas não sei como abri-la. O que tem dentro?

Levantou e mostrou o que parecia uma caixa preta, feita de metal e couro.

– Ah, minha querida!

Seu Hélio pegou a caixa com todo o cuidado e abriu um sorriso maior ainda.

– Puxa vida, nem imaginava que isso ainda estava aqui…
– O que tem dentro? – insistiu a menina, forçando um riso em seu avô.
– Aqui dentro, Matilde, tem muita coisa, muita coisa mesmo…

Ela olhou com cara desconfiada. “Como, se é tão pequena?”, pensou. “Talvez seja mágica!”, um pensamento que a fez ficar ainda mais empolgada e impaciente. Voltou seus olhos brilhantes para o avô que, por um momento, parecia hipnotizado pelo objeto. O pai da menina, incomodado com o silêncio que tomou o ambiente, mesmo que rapidamente, pigarreou. Seu Hélio soltou um longo suspiro.

– Isto, Matilde, é uma máquina de recordações! – exclamou Seu Hélio, com tamanha jovialidade que nem parecia um homem de 80 anos.

A menina ficou embasbacada. Carlos, o pai, olhou com reprovação para o sogro e aproveitou a chegada de Dna. Elza à cozinha para sair do recinto.

– Por que essas caras animadas? – disse ela.
– Mais uma das brincadeiras da Matilde, Dna. Elza. Bom, já que essa chuva não para, vou tirar um cochilo. Divirtam-se!

Matilde viu o pai passar por ela, fazer-lhe um pequeno carinho nos cabelos cacheados e dirigir-se para o quarto. Mas não deu atenção a nada disso, ainda pensava “Uma máquina de recordações, uau!”.

– Como funciona, vovô?
– Bom, vamos dizer que você quer deixar registrado para sempre sua avó fazendo aqueles biscoitos que você adora. Então, você abre aqui em cima, segura com as duas mãos e posiciona assim – mostrou colocando a máquina na altura do peito – e aponta para lá, completou, agora mirando Dna. Elza, que não tinha entendido muito o que acontecia e estava junto ao fogão, fazendo sua tradicional receita de biscoitos, uma delícia que ela não precisava de máquina alguma para lembrar como fazer.

Matilde aproximou-se do avô, que abaixou para que ela também olhasse para a pequena lente redonda na parte superior da máquina, por onde era possível ver a avó ao fogão.

– Então você gira aqui até que a imagem fique bem nítida e click! Aperta este botão. – explicou Seu Hélio. – Mas falta uma coisinha para que ela funcione. Amanhã bem cedinho darei um pulo na loja do Sr. Fujita e a gente dá um jeito nisso!

“Amanhã cedo?”, pensou ela. “Mas é muito tempo!”. Não tinha jeito, teria que esperar, por mais difícil que fosse.

À noite, a chuva ainda caía. Dna. Elza já havia se retirado, mas Matilde, o pai e o avô ainda estavam na sala. Seu Hélio assistia à TV, sentado em sua poltrona. Carlos lia um livro, com as pernas esticadas sobre o sofá. Matilde não conseguia focar em nada, estava ansiosa demais. Ela, na verdade, não estava ali. Sua mente viajava, pensava nas possibilidades que se abriam com a descoberta do dia. Na verdade, pensava em alguém que há muito se fora. Matilde havia perdido a mãe quando ainda era muito nova e hoje tentava se agarrar a algumas poucas lembranças que ameaçavam lhe fugir.

– Vovô, é mesmo uma máquina de recordações?
– É sim, Matilde, claro que é. – respondeu Seu Hélio, tirando os olhos da televisão.
– Então… Será que com ela eu consigo lembrar mais da mamãe?

Fez-se um silêncio. Enquanto o avô pensava no que responder, Carlos tomou a palavra.

– Deixa de besteira menina, isso é uma máquina fotográfica, bem velha por sinal. Seu avô que fica invent…
– Ora, eu não inventei nada! – bradou Seu Hélio. Diga-me Matilde, você gosta de passar férias aqui?
– Gosto, claro.
– E não seria bom ter registrado todos os bons momentos que você passa aqui? Não seria bom ter essas lembranças para sempre?
– Claro!
– Pois então você poderá fazer isso, com a sua própria máquina de recordações. Que tal isso?

A menina abriu um sorriso, mas logo o pai interrompeu:

– Ela pode fazer isso com qualquer máquina digital, até com o celular!

Seu Hélio suspirou.

– Seu pai, Matilde, parece ter esquecido quantos bons momentos dele com sua mãe foram registrados aqui nessa casa, com essa mesma máquina de recordações! Mas deixe estar… Vou dormir, amanhã cedo vou ao Sr. Fujita e depois te mostro como usa-lá, tá? Boa noite aos dois!

E foi-se para o quarto. O mesmo fez Carlos, que sem nada falar, colocou a mão sobre o ombro da filha e a levou para o quarto.

No dia seguinte, quanto Matilde acordou, seu avô não estava em casa.

– Bom dia, minha netinha linda! – disse Dna. Elza, enquanto servia café fresquinho para Carlos.

O pai sorriu para a menina, passando-lhe um pão.

– Bom dia, minha gente! – disse Seu Hélio, sorridente, entrando na cozinha pela porta dos fundos. Assobiando, colocou uma bolsa de couro sobre a mesa e tirou a máquina de dentro dela. – Prontinho! – disse, repetindo o gesto do dia anterior e com a máquina virada para a menina, apertou o botão. CLICK!
– Eba! Vamos lá para fora usá-la, vamos?
– Só depois que você terminar o café, mocinha! – disse o pai, no que recebeu um olhar de aprovação do Seu Hélio.

Pouco menos de uma hora depois, lá estavam os dois, Matilde e o avô, caminhando por um parque da cidade. Seu Hélio mal conseguia alcançar o ritmo da menina que corria de um lado para o outro. Ora era um pato que ela queria registrar, ora um vendedor de balões. Em outros momentos, um grupo de crianças brincando. Ao contrário do dia anterior, fazia um dia lindo e tudo era motivo de registro.

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Passavam alguns minutos do meio-dia quando a máquina passou a fazer um barulho estranho. Matilde apertava o botão, mas nada acontecia.

– Eu não fiz nada! Não fui eu! – disse Matilde assustada.
– Calma, calma, você não fez nada mesmo. Provavelmente acabou o filme. Deixe-me ver isso… É, é isso mesmo.
– Mas cadê minhas memórias?

Seu Hélio riu.

– Calma, minha querida, vamos deixar isso aqui com o Sr. Fujita antes de ir para casa almoçar e logo você as terá!

Matilde observou o avô pela janela do carro. Rapidamente, ele deixou a máquina sobre o balcão da velha loja de fotografia, deu um abraço no amigo Fujita e entrou no carro.

– Amanhã ele nos entrega. Está com fome?

Matilde assentiu com a cabeça, sorrindo.

Naquela noite, Matilde mal conseguiu fechar os olhos, tamanha expectativa. Pudera, só pensava nos momentos que registrou e que agora poderia levar para sempre, diferente das lembranças sobre sua mãe, que insistiam em se apagar da sua mente. Naturalmente, logo cedo estava de pé, antes mesmo de seu pai. Seu Hélio, como de costume, havia saído para caminhar. Dna. Elza deixava pedaços de frutas sobre o beiral das janelas ou sobre os galhos mais baixos de algumas árvores para que os pássaros pudessem se alimentar deles.

– Sabe, Vovó, esse é um momento que eu não preciso de máquina alguma para lembrar. Na escola, sempre que eu estou comendo uma fruta, lembro-me da senhora e deixo o finalzinho perto de alguma árvore para algum passarinho vir comer.
– Que bom, minha linda. Aliás, sua mãe adorava me ajudar quando tinha sua idade… Não quer fazer o mesmo?

A menina não pensou duas vezes. Além de se sentir mais próxima da mãe por estar fazendo algo que ela gostava, o fato de estar envolvida em outra atividade ajudava a não pensar nas memórias que o avô iria buscar com o Sr. Fujita. Aliás, isso era algo que a intrigava. “Como o Sr. Fujita ia tirar as recordações de dentro daquela caixinha preta? Será que ele é mágico?”

Dessa vez, o avô demorou mais do que de costume e Matilde estava explodindo de ansiedade.  Nem ficar no quartinho dos fundos ajudou a distraí-la. Nada lá parecia tão interessante quanto aquela máquina e nem mesmo a insistência do pai em mostrar os mais diversos objetos, cada um como se fosse a coisa mais incrível do mundo, conseguiu desviar seus pensamentos. A única coisa que conseguiu fazer isso foi o barulho do portão se abrindo, no que Matilde partiu em disparada, deixando para trás o pai que vestia um balde como capacete e usava uma antiga bengala como espada.

– Vovô, vovô, cadê elas, onde estão minhas recordações?!

Seu Hélio, que trazia uma expressão estranha no rosto mal conseguiu olhá-la nos olhos.

– Minha querida, infelizmente eu tenho más notícias. Aparentemente, a máquina está quebrada e suas fot… Digo, recordações, bem, elas não foram registradas. Mas o Sr. Fujita disse que vai tentar arrumá-la e, quem sabe, amanhã mesmo não podemos tentar de novo?

Matilde mal ouviu a última parte. Seu rosto enrugou todo, o olhar, perdido. Por alguns segundos ela nada disse. E nem ninguém. Aparentemente ninguém sabia ao certo o que dizer. Carlos foi o primeiro a esboçar uma reação, mas já não havia nada a ser feito. Caminhou em direção à filha com o braço estendido para envolvê-la no que seria um abraço confortante, apenas para vê-lá se desvencilhar do gesto como um gato foge de um cachorro.

– Mentira! Essa máquina não existe. Papai estava certo, é só uma máquina fotográfica velha e idiota!  Não vai ajudar em nada a rever mamãe! – gritou Matilde para logo em seguida adentrar a casa, batendo a porta com força.

BAM!

Todos se entreolharam. Seu Hélio se perguntava se havia ido longe demais com toda a fantasia sobre a máquina de recordações e tudo o mais. Dna. Elza, emotiva como sempre, não conseguiu esconder as lágrimas que saiam de seus olhos, mesmo que timidamente. Carlos, que já vira a filha ter reações raivosas como essa antes, sabia que ela só precisa de um tempo.

A frustração de Matilde foi ainda maior, pois sabia que, mesmo que a história do avô fosse verdadeira e o Sr. Fujita conseguisse realmente consertar a máquina, ela já não teria tempo para usá-la, pois ela e o pai estariam de volta para casa no dia seguinte. E foi o a que aconteceu. Se a máquina fora arrumada, ela não soube, pois o avô nada disse na hora de se despedirem. Apenas deu o mesmo abraço apertado de sempre, levantando-a para depois, também como de costume, reclamar da dor nas costas. Do lado dela, se ainda estava zangada com o avô, nada disse. Foi carinhosa e educada como sempre, agradecendo tanto a ele como a Dna. Elza pelos ótimos dias.

Carlos colocou Matilde no banco de trás, cuidando para que todos os procedimentos de segurança fossem seguidos. Garantiu que ela estivesse bem presa em sua cadeirinha para só então fechar a porta e dirigir-se ao portão, onde Dna. Elza e Seu Hélio aguardavam para se despedir. Seu Hélio sabia de toda essa preocupação. Sabia que o pai faria tudo para proteger sua menininha e, por isso mesmo, sentiu-se na obrigação de pedir desculpas pelo ocorrido no dia anterior.

– Não se preocupe! – disse Carlos – Ela ficará bem.

No final das contas, apesar de também ter se zangado, sabia que o avô jamais quis magoar a menina.

– Ela só sente falta da mãe, como todos nós.

Dito isso, abraçaram-se. O gesto foi repetido também entre Carlos e Dna. Elza.

– Talvez isso a ajude. – disse Dna. Elza, mostrando um pote de plástico com seus deliciosos biscoitos.
– Certamente, Dna. Elza. Muito obrigado!
– Façam boa viagem!

E assim Matilde e o pai seguiram de volta para casa. As únicas recordações que levavam eram aquelas em suas mentes.

Alguns dias depois e Matilde estava de volta às aulas e já não pensava no que aconteceu no último dia das suas férias na casa dos avós. Quer dizer, mesmo que vez ou outra sentisse uma ponta de tristeza, preferia deixá-la lá, quietinha, e compartilhar com os colegas as aventuras que havia vivido durante as férias, como quando venceu a corrida com Beth, a Joaninha, por muito, mas muito pouco mesmo. Seu pai também estava de volta ao trabalho, o que para Matilde, era ruim, pois eles passavam menos tempo juntos. E é por isso que ela adorava os sábados. Nos sábados, como era costume, ela adorava ficar enrolando na cama, pois sabia que o pai, depois de tomar seu café puro e comer duas torradas, uma com manteiga e outra com requeijão e geléia, preparava a mesa especialmente para a filha. Bastava entrar na cozinha e pronto, lá estavam sobre a mesa frutas cortadas, fatias de queijo, bolo e, claro, pão fresquinho, comprado logo cedo, junto com o jornal que Carlos lia enquanto Matilde se deliciava com a farta mesa.

Desta vez, ainda sonolenta, Matilde seguiu para a cozinha coçando os olhos, sem perceber que o pai, diferentemente do que estava acostumada a ver, não a esperava na cozinha, mas sim na sala, sentado no sofá. Aliás, foi só a visão da mesa vazia que a fez parar um instante junto à porta da cozinha e, logo em seguida, recuar um passo para finalmente notar a presença do pai ali na sala, estranhamente imóvel. Em frente a ele, sobre a mesa de centro, um pacote jazia aberto, sem que fosse possível identificar o que era de onde Matilde observava.

– Pai?
– Funciona, Matilde, ela funciona! – respondeu o pai com uma voz vacilante.

Matilde aproximou-se. Agora tinha um ângulo de visão melhor e identificou, ao lado de uma embalagem de papel pardo rasgada, um objeto preto, de couro e metal.

– A máquina de recordações do seu avô funciona!

Completou o pai.

Agora mais perto ela pode ver a máquina que tanto lhe causou frustração semanas atrás. Mas não era só isso que havia chegado naquele pacote pardo. Também sobre a mesa, próximo à máquina, havia um envelope branco e, espalhadas por ali, uma série de fotografias antigas, além de uma carta.

“Matilde, como vai?

Sei que agora as aulas voltaram e você já deve estar cheia de coisas para fazer, novas aventuras para viver, mas o seu velho avô é teimoso. Lembra-se da pequena maravilha que você encontrou no quartinho dos fundos, a nossa máquina de recordações? Pois bem, o Sr. Fujita realmente conseguiu consertá-la! Não é ótimo?! Ele até quis me explicar o que havia acontecido com ela, mas sinceramente não sei se entendi. E isso também não importa, mas sim que ela agora funciona e você poderá usá-la. Se ainda quiser, claro. Um grande beijo para você e seu pai. Amamos vocês e estamos morrendo de saudades.

Vovô Hélio

p.s.: Junto com a máquina, envio algumas recordações registradas por ela. Acho que vai reconhecer as pessoas que estão nelas…”

Matilde desviou os olhos para as fotografias sobre a mesa. Via nelas, pelo menos em algumas delas, um jovem casal. Noutras, apenas a mulher do casal, muito bonita e sorridente. Em todas elas, algo em comum, o cenário. Apesar de um pouco diferente, Matilde sabia, era a casa do avô. Aliás, mesmo estando também um pouco diferente, ela sabia, o rapaz nas fotos era seu pai. E, claro, a bonita moça que, inclusive, em uma das fotos alimentava os pássaros, assim como ela havia feito junto com a avó pouco tempo atrás, não havia dúvidas, era sua mãe.

– É verdade papai, funciona mesmo!

Os dois se olharam, os olhos do pai vermelhos, com lágrimas. Logo ele a envolveu com o braço, aproximando-a de seu corpo e assim ficaram por um bom tempo, observando aquelas belas recordações, sem nada dizer.

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comentários
 
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  • 01/10/2014 em 10:37 am

    Pra ficar perfeito Matilda devia se chamar Miranda.

    Responder

  • 01/10/2014 em 7:28 am

    Parabéns pelo texto Luiz Fernando !!! Muito lindo !!! Me emocionei e entrei na história como se ela fosse verdadeira…
    Abraços… Fabiana Pereira

    Responder

  • 29/09/2014 em 1:44 pm

    Esse texto deixou eu com mais vontade ainda de deixar minhas velharias pro meu filho. Aliás, agora com a chegada do gurizão, até minha esposa está “Liberando” mais verba pra brincedeira, fica toda orgulhosa com as fotos do filhao com as cameras de filme. Vou com certeza guardar minha zenit que foi do meu pai e minha yashica A pro guri :)

    Responder

  • Luiz Fernando G. Beltrami
    26/09/2014 em 11:54 am

    Eu que agradeço, Thiago.

    Curioso seu comentário pois enquanto escrevia o texto pensava exatamente no meu filho e no que quero passar para ele com relação à fotografia.

    Abraço!

    Responder

  • 26/09/2014 em 11:45 am

    Uau! Lindo texto! Emocionante, e traz em nós exatamente o que sentimos quando lidamos com nossas “velharias”. Essas são as recordações que pretendo passar aos meus filhos.

    Parabéns e obrigado por publicar o texto!

    Responder

  • Luiz Fernando G. Beltrami
    26/09/2014 em 11:44 am

    Silvano, eu é que me emocionei com seu comentário. Obrigado mesmo.

    Sobre a história ser ou não real, não, ela não é real. Acredito que os sentimentos por trás dela sim, como a ideia da fotografia como uma máquina que nos ajuda a guardar recordações queridas, mas os personagens e os acontecimentos são fictícios.

    Abraço!

    Responder

  • 26/09/2014 em 11:29 am

    Simplesmente o melhor Conto de todos os que já li ligados à fotografia, simplesmente maravilhoso Luiz Fernando G. Beltrami parabéns.
    Me segurei muito aqui no trabalho pra não chorar e confesso que fiquei com os olhos vermelhos, muito lindo o texto. E aí, a estória é real?

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